"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

‘A privacidade na web é uma ilusão’

Homem protesta do lado de fora de complexo do Exército norte-americano na Alemanha FOTO: Kai Pfaffenbach/Reuters


Ligia Aguilhar, no Estadão

Responsável por elaborar relatórios de cibersegurança para Obama diz que é impossível evitar o monitoramento

SEUL – Diretor do Centro Internacional de Estudos Estratégicos (CSIS, na sigla em inglês), James Lewis já liderou a produção de uma série de relatórios sobre segurança na internet para o presidente americano Barack Obama. Considerado um dos maiores especialistas em cibersegurança do mundo, é autor de mais de 90 publicações sobre assuntos relacionados ao tema.
Em entrevista exclusiva ao Link no mês passado, durante a Conferência de Cibersegurança em Seul, na Coreia do Sul, Lewis falou sobre o escândalo da espionagem norte-americana, afirmou que todos os países possuem algum tipo de vigilância, que o Brasil não é defensor da democracia e que a privacidade na internet é uma ilusão. Confira os principais trechos:
O Brasil defende um modelo descentralizado de regulação da internet. É a melhor opção?
Quando o modelo de regulação atual foi decidido, a maioria dos usuários da internet eram americanos. Hoje não é mais assim. As instituições criadas na época precisam se tornar globais. Esperamos que o Brasil se coloque ao lado da liberdade de expressão e defenda a internet aberta.
Muitos dizem que todos os países já sabiam sobre a espionagem. Se isso é verdade, por que continuamos tão vulneráveis? 
Os especialistas sabiam, mas o grande público não. E ele não entende quão vulnerável está na web. A internet é totalmente insegura. Enviar um e-mail é como mandar um cartão postal, as informações estão abertas. A privacidade é uma ilusão. E o (Edward) Snowden acabou com essa ilusão.
Essa espionagem é uma forma de ciberguerra?
Não. A espionagem é comum. Sempre falei com outros países sobre esse assunto e não encontrei nenhum que não estivesse engajado em algum tipo de espionagem. Tenho quase certeza que o que o Brasil faz tem foco doméstico. Não me surpreenderia descobrir que países da América do Sul espionam uns aos outros. Alguns documentos do Snowden mostram a inteligência de outros países. Eles vão aparecer e reformular o debate.
O Brasil tomou medidas contra a espionagem como criar um serviço de e-mails nacional e comprar um satélite. Funciona?
Isso tudo é “fofo”. Temos uma cadeia de suprimentos global, não fazemos mais as próprias tecnologias e isso cria riscos. É um dilema. Mas não significa que é viável economicamente fazer as próprias empresas. Rússia, EUA, Reino Unido, Israel e talvez os 20 ou 30 maiores cibercriminosos do mundo são capazes de quebrar qualquer sistema de segurança existente no mundo.
O que Brasil deveria fazer?
Pode fazer as empresas observarem melhor suas engrenagens, criar redes mais seguras e se engajar de forma positiva internacionalmente. A democracia não acontece. Há pessoas que a defendem. Não vejo o Brasil fazer isso.
O que você quer dizer?
Não vejo o Brasil defender a democracia. Não tenhamos ilusões sobre isso. O Brasil não assinou a Convenção de Budapeste e isso é muito questionável. Façam isso, invistam em engrenagens básicas, defendam a internet aberta e 90% do problema vai desaparecer.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Inferno eletrônico na Terra: onde os eletrônicos ocidentais vão para morrer

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por Andrew Tarantola, no Gizmodo
Enquanto consumidores do mundo inteiro aguardam o que há de mais novo e avançado nos eletrônicos de consumo, nossos antigos dispositivos digitais inundam e envenenam uma geração de crianças em Gana. O repórter Michael Ciaglo, do Colorado Springs Gazette, visitou recentemente uma área de processamento de lixo eletrônico na nação africana e voltou com algumas imagens perturbadoras. Você acha que o seu smartphone vale esse sofrimento?
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O local é chamado Agbogbloshie, um acampamento/aterro ilegal fora da cidade Acra, capital de Gana. Com cerca de 16.000 metros quadrados e lar de mais de 40.000 migrantes e refugiados, Agbogbloshie se tornou um dos principais “lixões digitais” do mundo. É o destino do entulho eletrônico do mundo desenvolvido, e processa milhões de toneladas de eletrônicos indesejados todos os anos.
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A maior parte do trabalho de processar o lixo é feito por jovens e crianças que queimam os eletrônicos para extrair o cobre valioso deles para trocar por centavos de dólar. Um “dia bom” de trabalho supostamente rende menos de US$ 4 por dia aos trabalhadores e ainda libera hordas de produtos químicos tóxicos no meio ambiente. Esses coquetéis mortais envenenam a terra, ar, água e trabalhadores próximos – prejudicando o desenvolvimento físico e mental deles.
Existem convenções internacionais para evitar que esse tipo de coisa aconteça, é claro – especificamente a Convenção da Basileia. Mas como no Haiti e Afeganistão, os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo, e empresas de muitos países que aderiram à convenção, incluindo Reino Unido e Japão, encontraram brechas nela. No começo dos anos 1990, países do Ocidente começaram a trocar eletrônicos de segunda mão com a África como forma de reduzir a diferença digital – e isso funcionou. Ganenses finalmente tiveram acesso a eletrônicos pessoais – que custam um décimo do que produtos novos custariam – mas as “doações” rapidamente apodreceram e se tornaram esquemas de dumping e exportação ilegal sob o pretexto de ajuda.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Google afirma que sua posição sobre a privacidade no Gmail foi deturpada

google




Diversos sites, inclusive o Canaltech, noticiaram que o Google afirmava que os usuários do Gmail "não podiam ter nenhuma expectativa de privacidade em seu e-mail", com a informação baseada em um documento da própria empresa no qual seus advogados supostamente teriam feito a afirmação. No entanto, o Google afirmou que a passagem repercurtida na imprensa foi tomada fora de seu contexto e mal interpretada, como informa o site Mashable.

As informações começaram a circular depois que o Consumer Watchdog, que citou uma passagem presente na página 19 de uma monção dos advogados da empresa durante processos judiciais que estão ocorrendo no Vale do Silício, no estado norte-americano da Califórnia. Usuários do Gmail e de outros provedores de e-mail alegam que o fato de o Google "minerar" as contas dos usuários do Gmail infringe uma série de leis federais e estaduais.

"Assim como um remetente que envia uma carta para um colega de trabalho não pode se surpreender se o assistente desse colega abrir a carta, as pessoas que usam e-mail baseado na web hoje não podem se surpreender se seus e-mails são processados [pelo provedor de e-mail] no curso da entrega. De fato, 'uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros'", cita a passagem.

A frase "uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros" que foi atribuída ao Google, na verdade, é uma citação de jurisprudência contida em outro processo judicial, e não do Google. O trecho da passagem foi tirado de um caso da Suprema Corte dos Estados Unidos que afirma que o uso de um "pen register", dispositivo eletrônico que registra os números discados a partir de um telefone, mas não o conteúdo das ligações, não seria ilegal. O processo gerou uma doutrina legal que prevê que um usuário que entrega seus dados a uma empresa, ou terceiros, não espera ter privacidade sobre esses dados.

Uma pessoa próxima aos processos afirmou ao Mashable que, colocando a frase em seus verdadeiro contexto, o Google estava tentando afirmar que usuários de outros serviços de e-mail, quando enviam mensagens para um usuário Gmail, também estão sujeitos às mesmas políticas de privacidade do Google. Ou seja, se você não tem uma conta no Gmail, mas envia um e-mail para um amigo que tem, a mensagem enviada estará sujeita às políticas de privacidade da empresa como qualquer outro e-mail. E os termos de acordo do Google permitem que a companhia escaneie e-mails para filtrar spams e veicular anúncios.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Justiça determina que Google Brasil libere dados de e-mails


Mônica Campi, na INFO Online

São Paulo - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Google Brasil cumpra ordem judicial de quebra de sigilo de mensagens enviadas por meio do serviço Gmail.

A determinação vale para comunicações de e-mail feitas por investigados de crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Segundo o STJ, o Google Brasil terá 10 dias para cumprir a decisão. Caso não atenda a solicitação da Justiça, a empresa receberá uma multa diária de R$ 50 mil.

De acordo com a determinação da ministra relatora do inquérito, Laurita Vaz, com a quebra do sigilo será possível obter informações importantes e provas relevantes para a investigação policial.

O Google Brasil, em sua defesa, alegou não ser possível cumprir a ordem judicial uma vez que todos os dados do serviço Gmail estão armazenados nos servidores dos Estados Unidos e, desta forma, sujeitos às legislações daquele país. A empresa sugeriu uma forma diplomática para se obter esses dados.

Mas para a Justiça, o fato das informações estarem armazenadas em outro país não torna os dados em material de prova estrangeiro, com necessidade de meios diplomáticos para se obtê-los.

“Nenhum obstáculo material há para que se viabilize o acesso remoto aos dados armazenados em servidor da empresa Google pela controlada no Brasil, atendidos, evidentemente, os limites da lei brasileira. A ordem pode ser perfeitamente cumprida, em território brasileiro, desde que haja boa vontade da empresa. Impossibilidade técnica sabe-se, não há”, disse a ministra.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Anistia Internacional coloca usuários do Facebook no banco dos réus

Por Amanda de Almeida, no Brainstorm9
Trial by Timeline mostra quais atos do seu dia a dia registrados em sua linha do tempo são considerados crimes em outros paísessentence
Anistia Internacional está usando bem as redes sociais para impactar as pessoas mundo afora. Depois do Tweet Censurado, agora é o momento de fazer os usuários do Facebook sentirem na pele uma repressão que é comum em diversos países. Trial by Timeline é um aplicativo desenvolvido pela Colenso BBDO Auckland que mostra quais atos do seu dia a dia – que você fez questão de compartilhar – são crimes que podem ser punidos com tortura e encarceramento mundo afora.
Ao aceitar ser julgado, o aplicativo analisa sua timeline para buscar crimes dos quais você é culpado, para depois sentenciá-lo. Nada escapa. No meu caso, por exemplo, eu recebi 94 condenações por 6 crimes em 68 países. A começar pelo fato de eu ser mulher: em 40 países, eu poderia ser morta por extremistas. Por ser jornalista, poderia ser espancada em 39 países. O exercício da liberdade de expressão permite que eu seja torturada em um país. E aquela cerveja com os amigos? Prisão em três países.
Todos os países onde estes abusos podem ocorrer são listados. No final, também há um mapa que mostra quantas vezes o usuário seria espancado, torturado, mutilado, estuprado… Não é um pensamento agradável, talvez por isso mesmo possa causar algum tipo de efeito nas pessoas.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Google cria tecnologia que impede internauta de escrever o que não deve em e-mails e documentos

imagem: google

originalmente publicado em O Globo

A Google desenvolveu tecnologia que, ao monitorar em tempo-real a atividade do internauta, o impede de escrever e-mails, documentos e mensagens com informações que violem a lei, termos de serviço ou a confidencialidade dos dados de corporações, noticiou o “Huffington Post” nesta terça-feira. O site chamou atenção para a ameaça à privacidade que a tecnologia representa.

“O Big Brother não estará apenas de olho você. Ele estará tomando o poder sobre o que você escreve”, observou a jornalista Bianca Bosker.

A Google apresentou a tecnologia, chamada de Corretor de Violações de Políticas de Uso, em patente submetida a órgão do governo americano. O sistema é voltado para o mercado corporativo, cada vez mais cioso do que os funcionários andam escrevendo em e-mails e até redes sociais.

Segundo a companhia, a ferramenta alerta imediatamente o usuário quando ele escreve conteúdo “problemático”, que possa violar as políticas de segurança da informação de seu empregador, infringir a lei ou denegrir a imagem de outras empresas ou pessoas, por exemplo.

O texto da patente informa que o sistema funciona comparando em tempo real tudo o que os usuários escrevem com um banco de dados de termos consideradas “problemáticas”. Caso a tecnologia identifique que o usuário não está escrevendo como deveria, ele envia alerta explicando o que há de errado e recomenda alternativas que possam enquadrar o texto nas regras.

A Google ressaltou que o software pode funcionar em diversos tipos de texto (mensagens de e-mail, apresentações, documentos etc.) e qualquer modelo de aparelho, do tradicional desktop a até televisões.

De acordo com a gigante das buscas, o Corretor de Violações de Políticas de Uso é providencial para companhias que desejam evitar processos e vazamentos de dados. A patente exemplifica o funcionamento da tecnologia dessa forma:

“Um documento contendo o texto ‘o projeto ABC vai MATAR de vez a empresa XYZ’ poderia abrir espaço para queixa de competição desleal.”

Segundo o “Huffington Post”, porém, é lícito crer que o software também atende aos interesses de regimes autoritários que buscam novas formas de censurar a internet.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aumento do spam e de convites para jogos on-line irritam usuários de redes sociais


publicado no Estado de Minas

O Orkut já não ocupa o primeiro lugar do ranking de redes sociais mais acessadas do Brasil, mas deixou heranças – nada agradáveis – para os usuários. Os spams, os convites para os jogos on-line e os comentários agressivos, assim como era na plataforma do Google, têm feito com que os participantes fiquem bastante irritados. O site Sweatband.com publicou um ranking com os compartilhamentos mais chatos da internet.


Em primeiro lugar, estão as pessoas que contam vantagens a respeito de suas dietas e exercícios físicos – sim, a saúde de uns pode causar o estresse de outros. Afinal, ninguém quer realmente saber quantos quilos você perdeu ou se bateu seu recorde e correu 20 quilômetros hoje de manhã. Depois, vêm aqueles menos preocupados em manter a forma e mais em mostrar exatamente as delícias que estão ingerindo. São os usuários que postam fotos de comida o tempo todo – famosas, principalmente, no Istagram.

Na terceira posição, estão as indiretas no status, como “Você não odeia quando as pessoas prometem fazer alguma coisa e depois te desapontam?” – que normalmente irritam todo mundo, menos o alvo. Ou mesmo as frases misteriosas que, basicamente, ninguém (exceto seu autor) entende. Por exemplo, “não acredito que isso aconteceu”.

Entretanto, esses compartilhamentos que enchem as páginas não são apenas inconvenientes (aliás, esse é o menor dos problemas). Eles podem ser perigosos. Somente a ONG Safernet Brasil recebeu e processou, em sete anos, 3.173.061 denúncias anônimas envolvendo 472.840 URLs distintas, a maior parte correspondendo a redes sociais. O Orkut é o líder em queixas, sendo o orkut.com.br o número um, seguido pelo orkut.com, na segunda posição. Os dois endereços somam mais de 329 mil reclamações, o que corresponde a 69% do total, no período avaliado, que vai de 2006 até 2012.

PROTEJA-SE 
Para Rodrigo Fragola, vice-presidente de tecnologia e inovação da Acker, empresa de segurança, as redes sociais refletem o mundo real. “O risco de ter dados roubados é o mesmo em todas as plataformas que visam relacionamento entre pessoas. Toda vez que há uma adesão massiva a alguma tecnologia, o risco aumenta. Desde que explodiu, o Facebook é o mais visado”, explica.

O Facebook, na terceira colocação, teve 15 mil denúncias (3%) e o Twitter, 8.107, representando apenas 1%. Com relação ao conteúdo desses crimes virtuais, a maior parte das acusações recebidas referentes ao Orkut envolvem indícios de pornografia infantil. Somam, no total, mais de 154 mil páginas denunciadas. Só em 2012 foram 6.326. Outros temas detectados (em todos os sites) são: intolerância religiosa, racismo, neonazismo, tráfico de pessoas, maus-tratos contra animais, xenofobia, apologia e incitação a crimes contra a vida e homofobia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Estragaram o Instagram


publicado originalmente na Folha de S.Paulo

Título original: "Novos termos de uso do Instagram entram em vigor nesta quinta-feira"

Depois de intensa polêmica, entraram em vigor nesta quarta-feira (16) as novas regras da rede social Instagram.

O popular serviço de compartilhamento de fotos Instagram recuou quanto a algumas mas não todas as controversas mudanças em seus termos de serviço, depois de uma feroz reação de usuários, em dezembro do ano passado.

Reprodução: Site do aplicativo Instagram 


Em post no blog da empresa, Kevin Systrom, fundador e presidente-executivo do Instagram, pediu desculpas por não ter "comunicado nossas intenções claramente". As mudanças nos termos de serviço referentes a publicidade foram revertidas, ele afirmou, e as normas anteriores à mudança, anunciadas na segunda-feira, foram restauradas.

O Instagram, que permite que pessoas acrescentem filtros e efeitos às suas fotos e as compartilhem facilmente via internet, foi adquirido alguns meses atrás pelo Facebook, por US$ 1 bilhão.

Alguns usuários do Instagram, entre os quais a revista National Geographic, anunciaram que deixariam de usar o serviço, depois das novas regras.

Os novos termos pareciam permitir que anunciantes do Instagram exibissem fotos de usuário do serviço sem remuneração, mas a linguagem dos termos de uso foi alterada em atualização posterior.

Os termos atualizados também não continham a controversa cláusula afirmando que se menores de idade usassem o serviço, estaria implícito que seus pais teriam concordado de forma tácita com os termos do Instagram.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Procon-SP lista 200 sites que devem ser evitados para compras na internet

publicado originalmente no G1
A Fundação Procon-SP divulgou nesta quarta-feira (28) uma lista com mais de 200 sites que devem ser evitados pelo consumidor em compras pela internet. As páginas não são recomendadas porque o órgão recebeu reclamações por irregularidades na prática de comércio eletrônico.
A lista está disponível no site da Fundação Procon (clique aqui para acessar), com endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do CNPJ ou CPF. Os sites ainda foram classificados pelo órgão de defesa do consumidor com as condições "fora do ar" ou "no ar".
Dicas antes de comprar na internet
Pesquise
Evite comprar por impulso. Verifique a garantia, o modelo, o preço e a forma de pagamento
Segurança da loja
Procure a identificação da loja: razão social, CNPJ, endereço, telefone, email e a segurança da página
Produto
Analise a descrição do produto, compare com outras marcas, visite a página do fabricante para confirmar funções e certifique-se que ele supre sua necessidade
Senha na internet
Evite senhas usadas em outros sites, datas de aniversário, sequências numéricas ou alfabéticas
Entrega
A data e o prazo de entrega devem ser especificados. Verifique o valor do frete e a política de troca e devolução dos produtos
Comprovante
Imprima e guarde todos os documentos que demonstrem a compra e confirmação do pedido
Garantia estendida
Algumas lojas "empurram" a aquisição da garantia estendida do produto (que dura mais tempo que a já oferecida pelo fabricante). Esteja atento se realmente quer o serviço antes de fechar a compra
Fonte: Procon-SP
De acordo com o Procon-SP, as principais reclamações dos consumidores sobre as páginas não recomendadas são: falta de entrega do produto adquirido pelo consumidor e ausência de resposta das empresas para a solução do problema.
“Esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil, o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor”, diz o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, em nota.
O diretor classifica como "preocupante" a proliferação desses endereços eletrônicos mal- intencionados, que em alguns casos continuam no ar lesando o consumidor. "Denunciamos os casos ao Departamento de Polícia e Proteção a Pessoa (DPPC) e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil, mas, o mais importante é que o consumidor consulte essa lista antes de fechar uma compra pela internet, para evitar o prejuízo", ressalva, em nota.
DicasPara orientar o consumidor na hora de fazer compras pela internet, o

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ebooks podem ser usados para monitorizar estudo dos alunos


É uma tecnologia não isenta de polémica, a lembrar cenários do 1984 de Orwell. A CourseSmart, uma empresa especializada na edição digital de livros escolares, desenvolveu uma tecnologia integrada nos ebooks que envia para o professor ou instituição de ensino  informações como o tempo despendido pelo aluno a ler  livro, o número de páginas visualizadas, quantas anotações e marcações foram feitas.
No fundo, não é muito diferente do que já é oferecido por algumas plataformas LMS (por exemplo o Moodle) e, de acordo com a CourseSmart, o próprio ebook fica integrado num sistema de LMS, com os dados obtidos a serem reunidos na plataforma da escola. Existe também a possibilidade de o alunos desativar o sistema no ebook.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Culpe quem não pode se defender: O SISTEMA!

Tem algumas coisas na vida que me tiram do sério, 'desculpa para boi dormir'! Explico. Tente negociar um desconto em qualquer loja que tenha um computadorzinho no balcão e obtenha a seguinte resposta: "o sistema não deixa". Hã?!?!? Isso ai! Conversa pra boi dormir.

As pessoas não se dão conta que quem tem um pouco mais de QI (não precisa passar de 30) sabem como os sistemas são obedientes, eles fazem exatamente o que mandaram eles fazerem, eles não possuem vida própria (por mais que pareça ter), e muito menos sabem se reproduzir. Então por que a culpa sempre recai sobre eles? Por um simples motivo, não podem se defender.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ética, ou tem ou não tem!


Antes de qualquer coisa, alguém poderia definir o que é ÉTICA? Muitos de nós entendem e cobram a ética das pessoas, mas não conseguem definir. Para minimizar esta sensação de indefinição, pesquisei e trouxe para este post para que possamos ampliar nossos conceitos.

Acessei o dicionário on-line Priberam e fiz algumas pesquisas e encontrei:

Ética: ciência da moral;
Moral: conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento;
conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas;
parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo;
ética;
teoria ou tratado sobre o bem e o mal;
lição, conceito que se extrai de uma obra, de um fato, etc. ;


Este início de ano tivemos algumas notícias na mídia que retratam o aspecto ético das pessoas, ou a falta dela. Para iniciar, um dos secretários de Obama tem problemas com a receita federal, por não pagar devidamente seus impostos. Aqui no Brasil, tivemos recentemente filha de senador utilizando o telefone celular do senado para uso em viagem internacional. Apenas estes dois exemplos para refletirmos sobre a ética, pois se fossemos enumerar não faltariam exemplos.

Seguindo a definição encontrada, podemos entender o porque de muitas empresas, entidades e organizações civis ou públicas editarem seus Códigos de Ética. Que a princípio são construídos para serem conhecidos e observados, afim de primar pelo bem estar coletivo, e promover continuidade do grupo e convivência pacífica de todos.

A ética é um conjunto de valores que irão reger seu comportamento, e o comportamento da sociedade que você está inserido, seja esta seu pais, sua empresa ou sua família. Este valores irão nortear a sua conduta, daí suas escolhas, que se não forem reguladas por um padrão ético abre a permissividade para satisfazer seus interesses pessoais em detrimento aos interesses do grupo.

Ser ético é manter um padrão comportamento, independente das circunstâncias sob as quais você está sendo submetido. Quase todas as profissões possuem código de ética também, e precisamos estar preparados para enfrentar as situações que exigirão um comportamento ético em nossa profissão, e na empresa que iremos trabalhar. Vou mais além em afirmar que temos uma ética universal que é formada em casa, desde criança, e que no final chamamos de caráter.

Seja ético! Não seja permissivo apenas quando lhe convém. Não existe alguém mais ou menos ético. Não significa dizer que devemos ser infalíveis, mas reconhecer erros também é ético.

Ética, ou você tem, ou você não tem.

Até a próxima.
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