"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Africano cria impressora 3D com lixo eletrônico

A impressora 3D já se revelou grande aliada do presente e do futuro. Além de ajudar crianças com deficiência  e animais machucados, também facilitará jornadas mais ousadas ao espaço, se depender da Nasa.
Com essa visão, o africano Kodjo Afate Gnikou se empenhou para construir uma impressora 3D com lixo eletrônico. E não é que o projeto foi bem sucedido?! Com U$ 100 e partes de equipamentos digitais que já não funcionavam mais, ele construiu um modelo que pode ajudar seu país de origem, o Togo.
O descarte de aparelhos e componentes eletrônicos é um dos problemas mais graves do mundo. Além de promover a reciclagem desses materiais, Kodjo torna a impressora 3D mais economicamente acessível (no mercado americano, você não consegue por menos de alguns milhares de dólares).
A ideia genial do africano vem de sua experiência no grupo WoeLab, na cidade de Lomé, que reúne hackers que querem tornar possível um projeto de expedição para Marte com aparelhos feitos a partir do lixo eletrônico. Para que esse projeto dê certo, o sucesso da impressora 3D é crucial.
Mas claro que as vantagens do trabalho de Kodjo vão muito além da realização da talviagem espacial. De acordo com informações da página de crowdfunding em que o projeto foi anunciado – e totalmente financiado!  –, ele pretende “colocar a tecnologia à disposição de pessoas carentes, tornando possível que a África não seja apenas espectadora, mas protagonista nessa revolução industrial virtuosa”.
Dar uma segunda vida aos objetos não só diminui o lixo e o desperdício, como também contribui para a economia, a qualidade de vida de terceiros e a conservação da natureza.
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Google lança nova plataforma de ensino à distância

Helpouts permite que usuários entrem em contato com experts e paguem por “serviços” através de chat em vídeo
Publicado em O Globo
RIO – O Google entrou oficialmente no universo da educação à distância lançando o Helpouts, plataforma que permite a qualquer usuário de internet aprender ou ensinar. Para isso, juntou serviços que ele já oferece — o Youtube, Hangout, Google +, Gmail e Google Wallet — para conectar usuários a especialistas por meio de vídeos em tempo real com aulas gratuitas ou cobradas por sessão ou minuto.
Nesta primeira etapa, o Helpouts terá apenas aulas com profissionais convidados — foram firmadas parcerias com Sephora, One Medical, Weigh Watchers, Redbeacon e Rosetta Stone — mas em breve conectará qualquer um que queira ensinar algo a pessoas que queiram aprender, dentro das mais diversas categorias.
Algumas áreas que serão abrangidas já foram divulgadas pelo Google. São elas: artes e música, informática e eletrônica, culinária, educação, moda e beleza, fitness e nutrição e saúde e jardinagem.
“A ajuda pode ser uma resposta rápida para um problema que você esteja tendo agora, como consertar o portão da garagem, ou como limpar os vírus do computador; ou pode ser um auxílio para um projeto inteiro, como construir um deque. Pode ser aprender uma nova habilidade, como falar francês ou desenhar cartoons; ou pode ser um conselho mais geral, como como melhorar seu físico ou sua escrita”, escreveu Udi Manber, VP de engenharia no blog oficial do Google.
O único pré-requisito para acessar as aulas é ter uma conta no Google+. A videochamada usa a tecnologia do Google Hangout, conectando o especialista ao usuário ao vivo por vídeo. Os horários podem ser pré-agendados ou pode ser que haja um especialista de plantão, esperando os usuários aparecerem para tirar dúvidas. Antes de começar as aulas, o interessado pode ver um pequeno vídeo de introdução à aula e conferir as qualificações do instrutor. Além disso, abaixo da descrição do assunto a ser tratado, é possível ver a avaliação de outros usuários ao curso.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Publicado em Demografia Unicamp, via [Pavablog]
Esta é a Ana.
Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.
“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. - Wikipedia
Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.
Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:
Ana está meio infeliz.
Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:
É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.
Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:
Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.
Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:
Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.
Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam. isso os deixou satisfeitos e otimistas.
Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.
Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.
Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:
GYPSYs são ferozmente ambiciosos
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O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.
Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.
Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.
Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:
Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:
GYPSYs vivem uma ilusão
Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:
Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.
Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial:
es-pe-ci-al | adjetivo
melhor, maior, ou de algum modo
diferente do que é comum
De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.
Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.
Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:
Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.
Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ruanda aposta em tecnologia para superar passado e se transformar


Projeto Um Laptop por Criança já levou 200 mil computadores portáteis a mais de 400 escolas do país Foto: BBCBrasil.com
Projeto Um Laptop por Criança já levou 200 mil computadores portáteis a
mais de 400 escolas do país Foto: BBCBrasil.com
Publicado no Terra [via livros e pessoas]
Olive Uwineza, 12 anos, sonha em se tornar presidente quando crescer. Ela estuda em uma sala de aula com outros 30 alunos, em uma escola primária de alta tecnologia em Kigali, Ruanda.
Cada estudante tem um laptop, que usa animações para tornar as aulas mais divertidas.
As matérias favoritas de Olive são matemática e ciências, e ela acha que seria “muito difícil fazer as lições” sem o computador.
Cinco anos atrás, o projeto Um Laptop por Criança (OLPC, na sigla em inglês) foi lançado na escola de Olive, com apoio do governo e de ONGs. Desde então, 200 mil computadores portáteis foram distribuídos em mais de 400 escolas do pequeno país do leste africano.
A infraestrutura da escola de Olive também melhorou – foi modernizada com conexão wi-fi e softwares adaptados ao currículo escolar.
O projeto é um dos pilares da iniciativa Visão de Ruanda para 2020, que tem a ambiciosa meta de transformar o país em um de economia baseada em tecnologia, semelhante ao papel desempenhado por Cingapura no leste asiático.
Genocídio
Ruanda é mais conhecida pelo genocídio de 1994, em que integrantes da etnia hutu massacraram cerca de 1 milhão de pessoas – a maioria da etnia tutsi, mas também hutus contrários à carnificina.
Superar o genocídio e cicatrizar as feridas do país é uma das motivações do atual presidente, Paul Kagame, com o projeto 2020. Em entrevista à BBC, ele argumenta que o melhor acesso à informação poderia ter dado outras possibilidades políticas a Ruanda.
Diz, também, que a transformação do país em um polo tecnológico regional pode ajudar os ruandeses a “obter (melhores) empregos, alimentar suas famílias e reconquistar sua dignidade”.
Ruanda cresceu mais de 7% no ano passado, e reformas governamentais têm estimulado investimentos estrangeiros. O Banco Mundial colocou o país como o terceiro melhor “para fazer negócios” na África Subsaariana.
Mas essas conquistas estão ameaçadas por recentes tensões diplomáticas com doadores, já que o país está sendo acusado de ajudar a treinar soldados mirins na vizinha República Democrática do Congo – acusações estas negadas pelo governo.
Em outubro, os EUA impuseram sanções contra Ruanda, algo que deve abalar a capacidade do governo em atrair apoio econômico externo para a iniciativa 2020.
Comunicações
Por enquanto, porém, os projetos continuam.
Clare Akamanzi é a executiva-chefe do Conselho de Desenvolvimento de Ruanda, criado para transformar a Visão para 2020 em programas tangíveis.
A meta, diz ela, é se tornar um país de renda média em 2020 e “evoluir de uma economia agrícola para uma baseada em conhecimento, sobretudo de alto valor agregado”.
Neste ano, foi assinado um acordo com a empresa Korea Telecom para oferecer tecnologia 4G ao redor do país, com investimento estrangeiro de US$ 140 milhões.
O Estado instalou 3 mil quilômetros de cabos de fibra ótica nos últimos quatro anos e quer que a tecnolgia 4G ajude a melhorar a deficiente comunicação fora da capital Kigali.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Morador de rua cria app sustentável depois de ganhar aulas particulares de programação

publicado no RPA
O nova-iorquino Patrick McConlogue começou um projeto social fascinante cerca de um mês atrás, ele ofereceu a um homem sem-teto, que passava todos os dias em seu caminho para o trabalho, duas opções: US$100 ou aulas de programação.
Curiosamente, o sem-teto chamado Leo aceitou a oferta das aulas de programação de McConlogue (ou seja, uma hora todos os dias úteis, correndo através de oito semanas), e começou a aprendizagem de programação com três livros de JavaScript e um laptop básico.
Nas semanas desde o início deste projeto incomum, Leo fez progressos impressionantes em seu estudo e está realmente trabalhando em conjunto com Patrick na construção de uma app de sustentabilidade chamado “Go Green”  – os dois planejam lançar o aplicativo no final de oito semanas do curso de programação de Leo.
A aproximação com Leo e a criação do app inspiraram a criação do projeto Journeyman, criado pelo próprio McConlogue. A intenção dele é criar uma rede que estimule o ensino de tecnologia e alcance um número maior de pessoas que precisam mudar de vida, como Leo. Além da página oficial, o projeto também mantém um perfil no Facebook.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vovô de 97 anos faz pinturas incríveis usando o Paint

Se você fala mal do programa Paint, é hora de rever os seus conceitos. Hal Lasko que o diga. Chamado de “Grandpa” (Vovô), Hal é um artista gráfico de 97 anos. Ele que sempre trabalhou com tipografias quando tudo ainda era feito à mão, hoje passa cerca de 10 horas por dia criando ilustrações no Microsoft Paint. Sua família lhe apresentou o computador muito tempo depois que se aposentou, há aproximadamente 15 anos.
Desde criança, Hal passava horas brincando de desenhar. Adorava fazer casinhas ao lado de um árvore com um céu azul e um sol sorrindo. Hoje, seu trabalho mistura pontilhismos e arte 8-Bit. O alce foi sua primeira obra e levou 2 anos para ser concluída. Ele ainda diz que tem bastante paciência.
Grandpa, que sofre de degeneração macular (um tipo de cegueira que afeta o centro da visão) é o autor de várias imagens incríveis que fizeram parte até de uma exposição. Uma história que vale a pena conhecer. Dê uma ferramenta para um artista que saiba usá-la e ele poderá transformá-la numa obra de arte. Voilà!
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Holanda inaugura 1ª escola 'Steve Jobs' que ensina os alunos em iPads

Metodologia da Steve Jobs School desenvolve criatividade das crianças. Ao todo serão inauguradas 12 unidades para atender mil alunos.

Menina ouve música em iPad da Steve Jobs School, na Holanda (Foto: Michael Kooren/Reuters)
Menina ouve música em iPad da Steve Jobs School, na Holanda
(Foto: Michael Kooren/Reuters)
Publicado por G1
Alunos da Steve Jobs School
(Foto: Michael Kooren 
/Reuters)
Uma escola onde cada estudante recebe um iPad conectado na internet. Nada de lousa, giz, professor passando lição, nem uniformes. A Holanda experimenta um novo formato de ensino voltado totalmente para a tecnologia e a interatividade do aluno com o conteúdo. A cidade de Sneek inaugurou esta semana a primeira unidade da Steve Jobs School, a escola experimental criada a partir dos conceitos e da tecnologia desenvolvidos pelo fundador da Apple que morreu em 2011.

Pela metodologia da escola, as crianças “vão escolher o que desejam aprender com base no que passar a ter curiosidade”. A escola explica em seu site oficial que “o ensino baseia-se nos talentos de cada estudante e tem como objetivo trazê-los para desenvolver e fortalecer, nomeadamente por meio da cooperação. A pedagogia e didática levam em conta o estilo de aprendizagem individual do aluno”.

Ao todo serão 12 escolas espalhadas pela Holanda. A iniciativa é da O4NT (Educação para um novo tempo), uma ONG que promove a inclusão de iPads para a educação infantil. A proposta é oferece as ferramentas e o conteúdo para crianças de 4 a 12 anos. A previsão é que mais de 1 mil crianças vão estudar neste modelo.


Menino mexe em iPad durante a aula
(Foto: Michael 
Kooren/Reuters)
Além do espaço físico, a escola oferece um ambiente virtual de aprendizagem para as crianças. “O ensino é focado em adquirir as habilidades do século 21 como a criatividade, a inovação eo pensamento crítico, resolução de problemas, habilidades motoras empréstimos comunicação, colaboração, adaptabilidade, liderança, produtividade e social. Os alunos irão fazer uso do mais recente hardware e software. Como eles adquiram as competências básicas implicitamente definidos para as escolas primárias”, diz a escola em sua apresentação.

Os pais são peças fundamentais para ajudar os alunos a desenvolver suas habilidades, segundo a Steve Jobs School.









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Alunos da Steve Jobs School (Foto: Michael Kooren/Reuters)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tenho 13 anos e nenhum dos meus amigos usa o Facebook

publicado no F5
Sou uma adolescente que mora em Nova York. Todos os meus amigos têm redes sociais --Instagram, Vine, Snapchat etc. Quando eu era mais nova, só falava sobre o Facebook. "Mãe, quero um Facebook!", e outras queixas que só uma mãe suporta.
Mas agora, aos 13 anos, venho percebendo algo de diferente. O Facebook vem perdendo os adolescentes recentemente, e acho que sei o motivo.
Parte da razão para que o Facebook esteja perdendo a atenção de minha geração é que existem outras redes agora. Quando eu tinha dez anos, ainda não tinha idade para um Facebook.
Mas uma coisa mágica chamada Instagram havia acabado de aparecer --e nossos pais nem faziam ideia de que houvesse uma idade mínima para inscrição. Meus amigos todos logo tinham Instagrams.
Agora que temos idade suficiente para um Facebook, não queremos mais. Quando chegou o momento em que estávamos autorizados a ter um Facebook, todos estávamos obcecados com o Instagram.
Isso me conduz ao ponto seguinte. Ainda que eu tenha Facebook, nenhum dos meus amigos tem. Eles acharam que ter um seria perda de tempo.
Decidi ter uma conta no Facebook para descobrir qual era a graça do site. Logo descobri que o Facebook é inútil se você não tem amigos lá. Meu único amigo no site é, tipo, minha avó.

"Agora que temos idade suficiente para entrar na rede, não queremos mais", defende Ruby Karp
"Agora que temos idade suficiente para entrar na rede, não queremos mais",
defende Ruby Karp / foto: 
Wrangler/Shutterstock
'OI, BONEQUINHA'
Adolescentes são seguidores. É isso que somos. Se todos os meus amigos estão baixando uma coisa nova e bacana chamada Snapchat, é isso que eu quero também!
Todos os nossos pais e os amigos de nossos pais têm Facebook. Não é só por eu receber ocasionais mensagens do tipo "oi, bonequinha". Mas meus amigos postam fotos que me colocam em encrenca com os pais.
Digamos que eu seja convidada a uma festa e haja menores bebendo lá. Eu não estou bebendo, mas alguém pega a câmera. Mesmo que eu não esteja com um copo na mão, talvez seja fotografada por trás de uma menina que está bebendo algo forte. Mais tarde naquela semana, um idiotinha decide postar fotos da festa "maravilhosa".
Se minha mãe me visse em uma festa com pessoas bebendo, mesmo que eu não estivesse, eu estaria morta. Isso não é culpa do Facebook, mas acontece lá.
O Facebook também causa muito bullying no ensino médio. A molecada faz comentários malvados em uma foto sua, ou envia mensagens malvadas. Não é culpa do Facebook, mas, uma vez mais, é algo que acontece lá.
Se minha mãe ouvisse dizer que estou sofrendo bullying no Facebook, me forçaria a sair da rede na hora.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Conheça os conceitos que vão mudar a escola e o aprendizado

Em evento em São Paulo na semana passada, exemplos de modelos de ensino inovadores dos Estados Unidos mostram como será a educação do futuro


Tatiana Klix, no iG
“Na sala de aula, cada um é diferente e aprende de forma diferente”. A afirmação feita por Joel Rose, cofundador e diretor executivo da New Classrooms Innovation Partners, em evento em São Paulo na semana passada sobre novos modelos para o ensino público, é senso comum entre professores e o desafio principal de quem pensa e trabalha pela educação do futuro. No Transformar 2013, que reuniu mais de 800 pessoas, entre educadores, gestores e empreendedores, exemplos concretos norte-americanos de escolas inovadoras – e bem sucedidas – mostram que já é possível personalizar a aprendizagem e como não há apenas um modelo para fazer isso.
Conheça conceitos que vão transformar as escolas (e onde foram aplicados):
Personalização – Entender as necessidades de cada estudante é o diferencial da School of One, uma plataforma criada para escolas de Nova York por Rose e Christopher Rush e que tem a tecnologia como principal aliada para a tarefa. Baseado em uma avaliação feita no início do ano, o sistema elabora um mapa de habilidades e plano de estudos individual. Mas, para isso, utiliza experiências de outros alunos. Um enorme repositório de lições está disponível e o banco de dados prevê que tipo de atividade é mais adequado ao perfil de cada um. “A melhor maneira de aprender pode ser com aulas online, em grupos ou estudando sozinho. O nosso algorítimo usa as experiências já aplicadas para identificar isso”, explicou Rose. Uma receita parecida é usada no grupo de escolas Summit, na Califórnia , na qual os estudantes também passam por uma avaliação no início do ensino médio, para elaborar um plano de estudos de acordo com seus objetivos de carreira. A tecnologia, novamente, é usada para avaliar em todos os momentos o que cada aluno já aprendeu e se já está pronto para aprender mais. “Cada um segue no seu ritmo”, contou a diretora executiva da rede, Dianne Tavenner.
Divulgação: Salas de escolas orientadas pela New Classrooms
 proporcionam que cada um aprenda do seu jeito


Plataforma adaptativa
 – Para proporcionar o ensino personalizado, existem plataformas tecnológicas de ensino online que ajudam a elaborar e entregar os conteúdos necessários para os diferentes tipos de alunos. José Ferreira, fundador da Knewton, ferramenta que fornece lições de matemática, diz que o volume gigante de informações – maior que o do Facebook – que sua base de dados oferece revoluciona o ensino. A plataforma mostra ao professor com agilidade o que os estudantes aprendem, quando erram, no que tem dificuldades e como aprendem e ajuda a elaborar aulas.
Ensino híbrido – A sala de aula já não tem mais um professor falando em frente ao quadro negro e alunos sentados em carteiras organizadas em fileiras iguais nas oito escolas públicas gerenciadas pela ONG New Classrooms, de Joel Rose. Para que cada um possa aprender do seu jeito, também é realizada uma mudança física e os alunos sentam nas mais variadas formas: sozinhos, em grupos pequenos ou grandes, em frente a computadores ou usando material impresso. No espaço reorganizado, fazem atividades distintas, algumas online e outras, não. Para que esse modelo híbrido funcione, o papel do professor também muda para o de mentor. Segundo Tavenner, das escolas Summit, os docentes acompanham as atividades realizadas em um espaço grande, sem paredes, e orientam os alunos de várias formas: resolvendo dúvidas, questionando, provocando debates, orientando atividades e projetos.
Divulgação
Na escola Quest to Learn, em Nova York, alunos aprendem jogando
Engajamento – O interesse das crianças é o ponto de partida para o aprendizado na escola de ensino fundamental Quest to Learn, em Nova York. Apoiada pelo Instituto of Play, um estúdio de design sem fins lucrativos liderado por Brian Waniewski, a escola constrói o engajamento dos alunos por meio de jogos. Segundo Waniwski, a lógica dos videogames é apropriada para o aprendizado porque proporciona um ambiente com regras, nas quais há etapas a serem vencidas, mas que tolera erros. E mais: oferece feedback constante. Para usar esses elementos, o Instituto of Play tem profissionais especializados em criar jogos educativos que dão suporte aos professores e incentiva também os alunos a inventarem os seus próprios. Outra forma de promover o engajamento é conectar o ensino com a realidade. Essa é a aposta de Melissa Agudelo, reitora de admissões do grupo de 11 escolas High Tech High, de São Diego. “Os alunos precisam ver sentido no que aprendem”, diz. Nas escolas, há muitas atividades práticas, os alunos saem da sala de aula e têm experiências na comunidade e precisam resolver problemas reais.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ebooks podem ser usados para monitorizar estudo dos alunos


É uma tecnologia não isenta de polémica, a lembrar cenários do 1984 de Orwell. A CourseSmart, uma empresa especializada na edição digital de livros escolares, desenvolveu uma tecnologia integrada nos ebooks que envia para o professor ou instituição de ensino  informações como o tempo despendido pelo aluno a ler  livro, o número de páginas visualizadas, quantas anotações e marcações foram feitas.
No fundo, não é muito diferente do que já é oferecido por algumas plataformas LMS (por exemplo o Moodle) e, de acordo com a CourseSmart, o próprio ebook fica integrado num sistema de LMS, com os dados obtidos a serem reunidos na plataforma da escola. Existe também a possibilidade de o alunos desativar o sistema no ebook.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Jornalista inventa a "dieta da rede social" para unir os amigos e perder peso caminhando

publicado originalmente no Diário de Pernambuco

Marcos Andrey, de boné na foto, criou a
Marcos Andrey, de boné na foto, criou a "dieta da rede social" para unir os amigos em caminhadas diárias. Foto: Acervo Pessoal/Divulgação
Seja para eliminar uns quilinhos a mais ou por recomendação médica, fazer dieta pode parecer algo sacrificante e até mesmo assustador para quem precisa emagrecer. Para o jornalista Marcus Andrey, 37 anos, a alternativa foi utilizar a força das redes sociais para se livrar da rotina de privações da dieta. A meta dele é perder 40kg em um ano. Para isso, quer contar com a cada dia com ajuda de um amigo diferente disposto a dedicar uma hora para caminhar no Parque da Jaqueira ou na praia de Boa Viagem e, assim, ajudá-lo nesse projeto.

A maratona começou ontem e a previsão é de que dure 365 dias, contados no endereço http://dietasocial.blogspot.com.br. No site, os amigos de Marcus podem marcar o dia para caminhar com ele, com direito a parada para água de coco. Mas a participação não termina com a caminhada. No dia em que é o voluntário da vez, o amigo também deve telefonar antes de cada refeição do dia para dar palavras de incentivo e estímulo.

O projeto começou sem muita pretensão, com uma postagem no Facebook, mas como tudo que envolve rede social, vem crescendo entre os amigos. “Tive a ideia na segunda-feira e vi que recebi muito apoio de todos os meus amigos. Aí pensei que poderia dar certo”, explica Marcos que já está com a agenda cheia de voluntários para esta semana.

O jornalista conta que o incentivo é essencial para alcançar sua meta. “A única forma de combater os maus vícios é com a colaboração dos amigos. Aproveitei a era da rede social para unir os amigos", explica. Das várias dietas que já fez, ele lembra de uma que teve sucesso. Foi quando um grupo de amigos de uma escola de remo, esporte que praticava, ajudava na rotina. Quando nos dispersamos, a dieta desandou e ele voltou a engordar.

Todo esse esforço ainda não tem recomendação médica por traz, mas Marcus garante que procurar uma nutricionista para acompanhá-lo. Na recente rotina da dieta, ele está evitando o excesso nas refeições e cortou os laticínios. Antes das caminhadas diárias, come uma fruta e papa de aveia que, segundo ele, ajuda a controlar pressão alta, única alteração que os recentes exames mostrou.

O mais importante é ter criatividade


Título original: O Melhor Currículo Já Escrito, no blog de Stephen Kanitz

imagem da Internet

O estudante Hugh Gallagher submeteu este curriculo a New York University, 
entrou e se formou em 1994. Vale a pena ler. 
Além do humor, a última frase é a chave, ao valorizar a NYU.


Eu sou uma pessoa dinâmica, escalo montanhas, muitas 
vezes já fui visto triturando gelo.
Eu sou conhecido por remodelar estações de trem nas 
minhas horas vagas, tornando-as mais eficientes na 
área de retenção de calor.
Traduzo poemas étnicos para refugiados cubanos, 
já escrevi operas premiadas, sei
gerenciar meu tempo de forma eficiente.
Sei seduzir mulheres com meu jeito sensual de tocar
o trombone, cozinho um Brownie de 30 minutos em 20 minutos.
Usando apenas uma enxada e água, uma vez eu, 
sozinho, defendi uma pequena aldeia na Bacia Amazônica
de uma horda de formigas ferozes.
Eu toco violoncelo bluegrass, fui sondado pelo Mets, 
sou o assunto de vários documentários. 
Quando estou entediado, construo pontes suspensas 
no meu quintal.
Gosto de voar asa-delta. 
Às quartas-feiras, depois da escola, conserto 
aparelhos elétricos gratuitamente.
Eu sou um artista abstrato, um analista de concreto, 
e um apostador implacável.

Mas apesar de tudo isto, 
eu ainda não consegui entrar numa faculdade.
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