Gritos no campo, chutes na bola, orientações ao pé do ouvido, repetições das jogadas... Os métodos de um treinador comum não satisfazem Tite.
O homem que faz do Corinthians o atual líder do Campeonato Brasileiro de 2011 está viciado em uma tecnologia usada para preleções e conversas particulares com os jogadores.
Desde agosto do ano passado, quando foi treinar o Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, Tite implementou em seu trabalho um programa de informática de cerca de R$ 2.500,00. Na época, a dificuldade da língua obrigou-o a encontrar uma forma de se comunicar melhor com os seus comandados.
Um sistema interativo permite que ele mostre vídeos, "paralise" jogadas, assinale posicionamento e função para o jogador, indique onde e por que é mais fácil fazer um gol, mostre todos os perigos do adversário, entre outros aspectos.
Um exemplo: na final da Liga dos Campeões, entre Barcelona (ESP) e Manchester United (ING), chamou atenção a marcação do atacante David Villa, na própria área, com o placar de 3 a 1 a favor dos espanhóis. Semanas depois, no clássico contra o São Paulo, Jorge Henrique interceptava um lançamento para o volante Jean, quase na pequena área alvinegra.
