"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Publicado em Demografia Unicamp, via [Pavablog]
Esta é a Ana.
Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.
“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. - Wikipedia
Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.
Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:
Ana está meio infeliz.
Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:
É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.
Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:
Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.
Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:
Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.
Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam. isso os deixou satisfeitos e otimistas.
Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.
Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.
Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:
GYPSYs são ferozmente ambiciosos
President1
O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.
Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.
Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.
Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:
Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:
GYPSYs vivem uma ilusão
Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:
Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.
Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial:
es-pe-ci-al | adjetivo
melhor, maior, ou de algum modo
diferente do que é comum
De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.
Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.
Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:
Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.
Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vovô de 97 anos faz pinturas incríveis usando o Paint

Se você fala mal do programa Paint, é hora de rever os seus conceitos. Hal Lasko que o diga. Chamado de “Grandpa” (Vovô), Hal é um artista gráfico de 97 anos. Ele que sempre trabalhou com tipografias quando tudo ainda era feito à mão, hoje passa cerca de 10 horas por dia criando ilustrações no Microsoft Paint. Sua família lhe apresentou o computador muito tempo depois que se aposentou, há aproximadamente 15 anos.
Desde criança, Hal passava horas brincando de desenhar. Adorava fazer casinhas ao lado de um árvore com um céu azul e um sol sorrindo. Hoje, seu trabalho mistura pontilhismos e arte 8-Bit. O alce foi sua primeira obra e levou 2 anos para ser concluída. Ele ainda diz que tem bastante paciência.
Grandpa, que sofre de degeneração macular (um tipo de cegueira que afeta o centro da visão) é o autor de várias imagens incríveis que fizeram parte até de uma exposição. Uma história que vale a pena conhecer. Dê uma ferramenta para um artista que saiba usá-la e ele poderá transformá-la numa obra de arte. Voilà!
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tenho 13 anos e nenhum dos meus amigos usa o Facebook

publicado no F5
Sou uma adolescente que mora em Nova York. Todos os meus amigos têm redes sociais --Instagram, Vine, Snapchat etc. Quando eu era mais nova, só falava sobre o Facebook. "Mãe, quero um Facebook!", e outras queixas que só uma mãe suporta.
Mas agora, aos 13 anos, venho percebendo algo de diferente. O Facebook vem perdendo os adolescentes recentemente, e acho que sei o motivo.
Parte da razão para que o Facebook esteja perdendo a atenção de minha geração é que existem outras redes agora. Quando eu tinha dez anos, ainda não tinha idade para um Facebook.
Mas uma coisa mágica chamada Instagram havia acabado de aparecer --e nossos pais nem faziam ideia de que houvesse uma idade mínima para inscrição. Meus amigos todos logo tinham Instagrams.
Agora que temos idade suficiente para um Facebook, não queremos mais. Quando chegou o momento em que estávamos autorizados a ter um Facebook, todos estávamos obcecados com o Instagram.
Isso me conduz ao ponto seguinte. Ainda que eu tenha Facebook, nenhum dos meus amigos tem. Eles acharam que ter um seria perda de tempo.
Decidi ter uma conta no Facebook para descobrir qual era a graça do site. Logo descobri que o Facebook é inútil se você não tem amigos lá. Meu único amigo no site é, tipo, minha avó.

"Agora que temos idade suficiente para entrar na rede, não queremos mais", defende Ruby Karp
"Agora que temos idade suficiente para entrar na rede, não queremos mais",
defende Ruby Karp / foto: 
Wrangler/Shutterstock
'OI, BONEQUINHA'
Adolescentes são seguidores. É isso que somos. Se todos os meus amigos estão baixando uma coisa nova e bacana chamada Snapchat, é isso que eu quero também!
Todos os nossos pais e os amigos de nossos pais têm Facebook. Não é só por eu receber ocasionais mensagens do tipo "oi, bonequinha". Mas meus amigos postam fotos que me colocam em encrenca com os pais.
Digamos que eu seja convidada a uma festa e haja menores bebendo lá. Eu não estou bebendo, mas alguém pega a câmera. Mesmo que eu não esteja com um copo na mão, talvez seja fotografada por trás de uma menina que está bebendo algo forte. Mais tarde naquela semana, um idiotinha decide postar fotos da festa "maravilhosa".
Se minha mãe me visse em uma festa com pessoas bebendo, mesmo que eu não estivesse, eu estaria morta. Isso não é culpa do Facebook, mas acontece lá.
O Facebook também causa muito bullying no ensino médio. A molecada faz comentários malvados em uma foto sua, ou envia mensagens malvadas. Não é culpa do Facebook, mas, uma vez mais, é algo que acontece lá.
Se minha mãe ouvisse dizer que estou sofrendo bullying no Facebook, me forçaria a sair da rede na hora.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Google afirma que sua posição sobre a privacidade no Gmail foi deturpada

google




Diversos sites, inclusive o Canaltech, noticiaram que o Google afirmava que os usuários do Gmail "não podiam ter nenhuma expectativa de privacidade em seu e-mail", com a informação baseada em um documento da própria empresa no qual seus advogados supostamente teriam feito a afirmação. No entanto, o Google afirmou que a passagem repercurtida na imprensa foi tomada fora de seu contexto e mal interpretada, como informa o site Mashable.

As informações começaram a circular depois que o Consumer Watchdog, que citou uma passagem presente na página 19 de uma monção dos advogados da empresa durante processos judiciais que estão ocorrendo no Vale do Silício, no estado norte-americano da Califórnia. Usuários do Gmail e de outros provedores de e-mail alegam que o fato de o Google "minerar" as contas dos usuários do Gmail infringe uma série de leis federais e estaduais.

"Assim como um remetente que envia uma carta para um colega de trabalho não pode se surpreender se o assistente desse colega abrir a carta, as pessoas que usam e-mail baseado na web hoje não podem se surpreender se seus e-mails são processados [pelo provedor de e-mail] no curso da entrega. De fato, 'uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros'", cita a passagem.

A frase "uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros" que foi atribuída ao Google, na verdade, é uma citação de jurisprudência contida em outro processo judicial, e não do Google. O trecho da passagem foi tirado de um caso da Suprema Corte dos Estados Unidos que afirma que o uso de um "pen register", dispositivo eletrônico que registra os números discados a partir de um telefone, mas não o conteúdo das ligações, não seria ilegal. O processo gerou uma doutrina legal que prevê que um usuário que entrega seus dados a uma empresa, ou terceiros, não espera ter privacidade sobre esses dados.

Uma pessoa próxima aos processos afirmou ao Mashable que, colocando a frase em seus verdadeiro contexto, o Google estava tentando afirmar que usuários de outros serviços de e-mail, quando enviam mensagens para um usuário Gmail, também estão sujeitos às mesmas políticas de privacidade do Google. Ou seja, se você não tem uma conta no Gmail, mas envia um e-mail para um amigo que tem, a mensagem enviada estará sujeita às políticas de privacidade da empresa como qualquer outro e-mail. E os termos de acordo do Google permitem que a companhia escaneie e-mails para filtrar spams e veicular anúncios.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Assaltos e furtos são mapeados em app colaborativo


Fernando Paiva, no Mobile Time

O cidadão brasileiro agora tem uma nova arma contra o crime: o seu smartphone. Foi lançado esta semana o "B.O. Coletivo", um app colaborativo que tem como objetivo mapear nas grandes cidades os locais onde ocorrem assaltos, furtos e outros incidentes relacionados a segurança pública.

A iniciativa partiu de um grupo gaúcho homônimo que desde maio promove uma ação nas ruas de Porto Alegre que consiste em colar cartazes com a frase "Aqui fui assaltado" e um espaço para que as vítimas assinem seus nomes. "É uma forma de protestar e de divulgar essa informação, para evitar que outras pessoas sejam vítimas nos mesmos locais", explica Ricardo Maluf, um dos fundadores do grupo, que hoje conta com seis membros ativos e não tem fins lucrativos. A ideia foi levada para outras cidades, como Rio de Janeiro ou Maceió, e logo surgiu o convite para a criação de uma versão em aplicativo móvel, com o desenvolvimento feito de graça pela Stout26, produtora de Porto Alegre.

O app permite que o usuário marque no mapa o local onde foi vítima. Cada inserção vira um alfinete colorido sobre a cidade (é usado o Google Maps) e se torna visível para todos. As cores variam de acordo com o tipo de ocorrência: vermelho para roubos; preto para furtos; bege para sequestros; e verde para outros. É possível clicar no alfinete e ver mais detalhes informados pela vítima. Para incluir qualquer ocorrência, o sistema exige a autenticação via Facebook. A identidade das pessoas, contudo, é preservada: seu nome não aparece vinculado ao caso reportado no mapa.

Nesses primeiros dias de vida do app, a maioria das ocorrências são de Porto Alegre, onde vive a maioria dos idealizadores. Mas na prática é possível informar sobre assaltos em qualquer lugar do mundo que conste no Google Maps. Em uma versão futura do aplicativo, as ocorrências serão agrupadas por bairro nas grandes cidades e será criada uma escala de cores para indicar as áreas mais perigosas. Uma sugestão deste noticiário: criar filtros por período, para verificar o crescimento ou a diminuição de ocorrências em uma determinada área ao longo do tempo. Por enquanto o app está disponível apenas para iOS. A versão para Android será lançada até o fim do mês.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Internado há mais de 40 anos, paciente cria série de animação dentro do hospital

Claúdia Collucci, na Folha de S.Paulo

Vítima de paralisia infantil e morando há mais de 40 anos em uma UTI do Hospital das Clínicas, em São Paulo, Paulo Henrique Machado, 45, decidiu transformar suas aventuras em uma animação 3D.

Voltada para o público infantil, a série de desenhos "As Aventuras de Léca e Seus Amigos" mostra a infância de sete crianças com deficiência física. Léca, melhor amiga de Paulo, mora na cama ao lado.

É Eliana Zagui, também vítima da pólio e autora do livro "Pulmão de Aço - uma vida no maior hospital do Brasil" (Belaletra Editora, R$ 36).

Para sair do papel, o projeto tenta um financiamento coletivo por meio do site http://catarse.me/pt/leca.

Até sexta-feira, tinha conseguido só R$ 8.800 dos R$ 120 mil necessários para a produção.

Leia abaixo o depoimento dele:
Paulo Henrique Machado, há mais de 40 anos internado no
Hospital das Clínicas, está criando uma série animada de
televisão em seu leito
Joel Silva/Folhapress 

Minha mãe morreu dois dias depois que eu nasci. Com um ano e meio, tive paralisia infantil. Vim para o Hospital das Clínicas sem movimento nas pernas e, com o tempo, a paralisia atingiu também meu sistema respiratório.

Desde então, dependo do aparelho de respiração artificial para continuar vivo.

Aqui no hospital, aprendi a ler e a escrever. Conclui o ensino médio e fiz vários outros cursos de informática e na área de softwares.

Lembro-me de quando era pivete, podia andar de cadeira de rodas pelo hospital e visitar meus amigos em outros quartos. Líamos historinhas infantis uns para os outros.

Minha capacidade de respiração foi piorando e eu já não podia mais sair da cama. Eu e mais seis amigos, todos com paralisia infantil, fomos transferidos para um quarto [só ele e Eliana Zagui sobreviveram]. Era uma gangue.

Eu e a Tânia éramos os líderes e discutíamos muito. O principal motivo era a televisão. Havia dois aparelhos e a gente ficava competindo pelo volume, pelos programas. Os meninos queriam futebol, as meninas, novela.

PIPAS PELA JANELA
Apesar de estarmos presos às camas, a gente inventava brincadeiras que estimulavam a imaginação.

Eu, o Pedro e o Anderson tínhamos movimentação nos braços [as meninas não tinham] e fazíamos pipas para brincar e para vender. O Anderson conseguia soltar da janela do quarto.

Era engraçado porque não ventava o suficiente. Quando a pipa estava quase subindo, caía. Era muita pipa perdida. Enganchavam nas árvores, ou eram pegas pelos meninos que já ficavam perto do hospital à espera delas. Sempre machucava a mão afiando o bambu com canivete.

Aqui no hospital tive muita oportunidade de fazer coisas que qualquer outra criança podia fazer lá fora, como armar arapucas para pegar passarinho no fundo do terraço. A diferença é aqui a gente só pegava pomba.

Um dia encontrei um gafanhoto e o amarrei com barbante. Fazia de conta que eu era o Pinóquio e ele o grilo falante. Também ganhava "presentes" dos funcionários.

Uma atendente me deu uns tatus-bolas. Outro médico que trabalhava aqui, o doutor Giovani, que eu chamava de pai [Paulo tem pai, mas que raramente o visita], me trouxe duas pererecas, aquelas que dão em rio.

Eu tentava pegar, e elas pulavam. Foi aquela histeria generalizada na UTI.

Em 1992, pensei o que poderia ter para produzir, criar alguma coisa. Foi quando escrevi uma carta para uma empresa pedindo a doação de um computador. Comecei a estudar informática sozinho. Era um modelo MSX, bem limitado. Em 1994, ganhei meu primeiro PC.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Conheça os conceitos que vão mudar a escola e o aprendizado

Em evento em São Paulo na semana passada, exemplos de modelos de ensino inovadores dos Estados Unidos mostram como será a educação do futuro


Tatiana Klix, no iG
“Na sala de aula, cada um é diferente e aprende de forma diferente”. A afirmação feita por Joel Rose, cofundador e diretor executivo da New Classrooms Innovation Partners, em evento em São Paulo na semana passada sobre novos modelos para o ensino público, é senso comum entre professores e o desafio principal de quem pensa e trabalha pela educação do futuro. No Transformar 2013, que reuniu mais de 800 pessoas, entre educadores, gestores e empreendedores, exemplos concretos norte-americanos de escolas inovadoras – e bem sucedidas – mostram que já é possível personalizar a aprendizagem e como não há apenas um modelo para fazer isso.
Conheça conceitos que vão transformar as escolas (e onde foram aplicados):
Personalização – Entender as necessidades de cada estudante é o diferencial da School of One, uma plataforma criada para escolas de Nova York por Rose e Christopher Rush e que tem a tecnologia como principal aliada para a tarefa. Baseado em uma avaliação feita no início do ano, o sistema elabora um mapa de habilidades e plano de estudos individual. Mas, para isso, utiliza experiências de outros alunos. Um enorme repositório de lições está disponível e o banco de dados prevê que tipo de atividade é mais adequado ao perfil de cada um. “A melhor maneira de aprender pode ser com aulas online, em grupos ou estudando sozinho. O nosso algorítimo usa as experiências já aplicadas para identificar isso”, explicou Rose. Uma receita parecida é usada no grupo de escolas Summit, na Califórnia , na qual os estudantes também passam por uma avaliação no início do ensino médio, para elaborar um plano de estudos de acordo com seus objetivos de carreira. A tecnologia, novamente, é usada para avaliar em todos os momentos o que cada aluno já aprendeu e se já está pronto para aprender mais. “Cada um segue no seu ritmo”, contou a diretora executiva da rede, Dianne Tavenner.
Divulgação: Salas de escolas orientadas pela New Classrooms
 proporcionam que cada um aprenda do seu jeito


Plataforma adaptativa
 – Para proporcionar o ensino personalizado, existem plataformas tecnológicas de ensino online que ajudam a elaborar e entregar os conteúdos necessários para os diferentes tipos de alunos. José Ferreira, fundador da Knewton, ferramenta que fornece lições de matemática, diz que o volume gigante de informações – maior que o do Facebook – que sua base de dados oferece revoluciona o ensino. A plataforma mostra ao professor com agilidade o que os estudantes aprendem, quando erram, no que tem dificuldades e como aprendem e ajuda a elaborar aulas.
Ensino híbrido – A sala de aula já não tem mais um professor falando em frente ao quadro negro e alunos sentados em carteiras organizadas em fileiras iguais nas oito escolas públicas gerenciadas pela ONG New Classrooms, de Joel Rose. Para que cada um possa aprender do seu jeito, também é realizada uma mudança física e os alunos sentam nas mais variadas formas: sozinhos, em grupos pequenos ou grandes, em frente a computadores ou usando material impresso. No espaço reorganizado, fazem atividades distintas, algumas online e outras, não. Para que esse modelo híbrido funcione, o papel do professor também muda para o de mentor. Segundo Tavenner, das escolas Summit, os docentes acompanham as atividades realizadas em um espaço grande, sem paredes, e orientam os alunos de várias formas: resolvendo dúvidas, questionando, provocando debates, orientando atividades e projetos.
Divulgação
Na escola Quest to Learn, em Nova York, alunos aprendem jogando
Engajamento – O interesse das crianças é o ponto de partida para o aprendizado na escola de ensino fundamental Quest to Learn, em Nova York. Apoiada pelo Instituto of Play, um estúdio de design sem fins lucrativos liderado por Brian Waniewski, a escola constrói o engajamento dos alunos por meio de jogos. Segundo Waniwski, a lógica dos videogames é apropriada para o aprendizado porque proporciona um ambiente com regras, nas quais há etapas a serem vencidas, mas que tolera erros. E mais: oferece feedback constante. Para usar esses elementos, o Instituto of Play tem profissionais especializados em criar jogos educativos que dão suporte aos professores e incentiva também os alunos a inventarem os seus próprios. Outra forma de promover o engajamento é conectar o ensino com a realidade. Essa é a aposta de Melissa Agudelo, reitora de admissões do grupo de 11 escolas High Tech High, de São Diego. “Os alunos precisam ver sentido no que aprendem”, diz. Nas escolas, há muitas atividades práticas, os alunos saem da sala de aula e têm experiências na comunidade e precisam resolver problemas reais.

Aumento do spam e de convites para jogos on-line irritam usuários de redes sociais


publicado no Estado de Minas

O Orkut já não ocupa o primeiro lugar do ranking de redes sociais mais acessadas do Brasil, mas deixou heranças – nada agradáveis – para os usuários. Os spams, os convites para os jogos on-line e os comentários agressivos, assim como era na plataforma do Google, têm feito com que os participantes fiquem bastante irritados. O site Sweatband.com publicou um ranking com os compartilhamentos mais chatos da internet.


Em primeiro lugar, estão as pessoas que contam vantagens a respeito de suas dietas e exercícios físicos – sim, a saúde de uns pode causar o estresse de outros. Afinal, ninguém quer realmente saber quantos quilos você perdeu ou se bateu seu recorde e correu 20 quilômetros hoje de manhã. Depois, vêm aqueles menos preocupados em manter a forma e mais em mostrar exatamente as delícias que estão ingerindo. São os usuários que postam fotos de comida o tempo todo – famosas, principalmente, no Istagram.

Na terceira posição, estão as indiretas no status, como “Você não odeia quando as pessoas prometem fazer alguma coisa e depois te desapontam?” – que normalmente irritam todo mundo, menos o alvo. Ou mesmo as frases misteriosas que, basicamente, ninguém (exceto seu autor) entende. Por exemplo, “não acredito que isso aconteceu”.

Entretanto, esses compartilhamentos que enchem as páginas não são apenas inconvenientes (aliás, esse é o menor dos problemas). Eles podem ser perigosos. Somente a ONG Safernet Brasil recebeu e processou, em sete anos, 3.173.061 denúncias anônimas envolvendo 472.840 URLs distintas, a maior parte correspondendo a redes sociais. O Orkut é o líder em queixas, sendo o orkut.com.br o número um, seguido pelo orkut.com, na segunda posição. Os dois endereços somam mais de 329 mil reclamações, o que corresponde a 69% do total, no período avaliado, que vai de 2006 até 2012.

PROTEJA-SE 
Para Rodrigo Fragola, vice-presidente de tecnologia e inovação da Acker, empresa de segurança, as redes sociais refletem o mundo real. “O risco de ter dados roubados é o mesmo em todas as plataformas que visam relacionamento entre pessoas. Toda vez que há uma adesão massiva a alguma tecnologia, o risco aumenta. Desde que explodiu, o Facebook é o mais visado”, explica.

O Facebook, na terceira colocação, teve 15 mil denúncias (3%) e o Twitter, 8.107, representando apenas 1%. Com relação ao conteúdo desses crimes virtuais, a maior parte das acusações recebidas referentes ao Orkut envolvem indícios de pornografia infantil. Somam, no total, mais de 154 mil páginas denunciadas. Só em 2012 foram 6.326. Outros temas detectados (em todos os sites) são: intolerância religiosa, racismo, neonazismo, tráfico de pessoas, maus-tratos contra animais, xenofobia, apologia e incitação a crimes contra a vida e homofobia.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Nativos digitais


Sem orientação, crianças de comunidades isoladas na Etiópia aprendem a manejar tablets e começam a se alfabetizar sozinhas

Juliana Tiraboschi, IstoÉ Independente
Conheça, em vídeo, essa experiência:
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CAMINHO SUAVE
Crianças em aldeia na Etiópia aprendem as primeiras letras no tablet
Para quem vive nas grandes cidades, a impressão é a de que as crianças já nascem sabendo como mexer em computadores e celulares. Mas será que em lugares pobres e isolados acontece o mesmo? Foi pensando nisso que o cientista Nicholas Negroponte, cofundador e professor do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), criou um projeto de distribuição de tablets para crianças de comunidades remotas na Etiópia. Os aparelhos foram abastecidos com aplicativos que ensinam crianças a ler e escrever. O cientista partiu do princípio de que é possível aprender de maneira autodidata.  
Negroponte baseou-se em experiência adquirida no projeto que o tornou famoso. Em meados dos anos 2000, ele criou a organização sem fins lucrativos OLPC (Um Laptop por Criança, na sigla em inglês), que vende computadores de baixo custo (até US$ 200) para governos de vários países. O bom desempenho das crianças estimulou o cientista a desenvolver o projeto na Etiópia. Desde fevereiro, distribuiu 40 tablets em dois vilarejos do país, ambos localizados a cerca de 100 quilômetros da capital, Adis Abeba. Um aparelho para cada criança. São meninos e meninas analfabetos, entre 4 e 11 anos, que nunca frequentaram uma escola ou tinham tido contato com qualquer equipamento eletrônico. A única instrução fornecida foi sobre como reabastecer os dispositivos. Um adulto de cada comunidade aprendeu a carregar os tablets em uma estação movida a energia solar.
Cada aparelho foi equipado com cerca de 300 aplicativos de jogos, filmes, desenhos e atividades básicas de alfabetização. Em poucas semanas, as crianças já mexiam com desenvoltura nos aplicativos. Após sete meses de experimento, algumas conseguem esboçar suas primeiras letras e palavras. Para Matt Keller, vice-presidente de apoio global da OLPC, o caso que mais o impressionou foi o de um garoto de 4 anos. “A princípio pensei que ele tinha algum problema de desenvolvimento. Ele não olhava nos nossos olhos e se escondia atrás da mãe. Mas ele foi o primeiro em um dos vilarejos a descobrir como ligar o tablet, em apenas quatro minutos de tentativas, e depois passou a ensinar as outras crianças”, conta. Quando o menino conseguiu ligar o aparelho pela primeira vez, exclamou: “Eu sou um leão!” “Sempre que eu ia visitar o vilarejo, eu o chamava de leão. Um dia cheguei lá, ele me puxou pelo braço e me mostrou que havia escrito a palavra ‘lion’ no tablet. Ele aprendeu isso com os programas”, diz.
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PAI DA MATÉRIA
Para Nicholas Negroponte, a tecnologia possibilita a formação de autodidatas
Outro exemplo de resultados: os cientistas da OLPC desabilitaram as câmeras dos tablets, para poupar bateria. Mas as crianças fuçaram tanto que conseguiram desbloquear essa função e saíram tirando fotografias pelo vilarejo.
Desde a época em que a OLPC foi criada, em 2005, há quem critique a distribuição de equipamentos tecnológicos sem que isso seja acompanhado de um treinamento que ensine a usá-los. “Eu acho que projetos como esse alcançam resultados limitados”, diz o engenheiro elétrico Lee Felsenstein, pioneiro no desenvolvimento dos primeiros computadores pessoais e fundador do Fonly, instituto de consultoria e desenvolvimento de projetos de tecnologia, como um programa recente que montou um sistema de informática em uma região rural do Laos.   

Livros digitais impulsionam o mercado editorial brasileiro


Publicado no Boa Informação, vi aqui no Livros e Pessoas
Embora represente uma fração do mercado editorial brasileiro, a venda de livros digitais começa aganhar corpo e deverá sustentar o crescimento futuro do setor.
Só a livraria Saraiva, maior rede do país, vendeu R$ 500 mil no mês de outubro. E 30% das vendas do best seller “50 Tons de Cinza” na saraiva.com foram na versão digital. “Na medida em que as editoras começam a fazer lançamentos simultâneos no papel e no meio digital, os números deverão crescer rapidamente”, diz o presidente da Saraiva, Marcílio Pousada.
Se fosse contabilizado como uma loja da rede, as vendas com livros digitais já estariam na 11ª posição dentre as 102 lojas da rede em volume de venda de livro. No início do ano, a venda de e-books ocupava o 79º lugar.
“O negócio digital cresce com força e estamos muito satisfeitos”, diz Pousada, que nega rumores de que a Saraiva estaria negociando sua venda para a Amazon.
Ele diz não temer a concorrência da Amazon, que planeja entrar no Brasil no ano que vem. “Acreditamos nas nossas fortalezas e conhecemos o mercado. Entregamos 200 mil títulos em São Paulo em 24 horas”, diz Pousada.
O presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, diz que a concorrência com a Amazon é bem-vinda, mas que a companhia americana vai encontrar um mercado com muitas peculiaridades.
“Não dá para desrespeitar. Mas lá eles jogam em um campo bonito e eu aqui a bola é murcha e o campo esburacado”, diz Herz. “Pagamos tudo adiantado, fornecedor, imposto. Lá fora não, eles recebem à vista do cliente e pagam o fornecedor depois.”
Até o final do mês, a Cultura começa a vender o leitor digital Kobo, sua aposta para impulsionar a venda de livros digitais.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A ‘orkutização’ do Instagram e a natureza gregária da internet


Alexandre Matias, no Estadão
Iphoneiros em polvorosa: “Vão poluir minha timeline!”, reclamavam usuários do celular da Apple tanto no Brasil quanto no exterior. Eles haviam recebido a notícia de que o aplicativo Instagram havia ganhado, na semana passada, uma versão para Android, o sistema operacional rival do iOS, do iPhone. Por aqui, a indignação veio no inevitável tom de piada característico da nossa vida digital tropical, com a criação de tumblrs como o androidnoinstagram.tumblr.com ou orkutgram.tumblr.com, entre outros. O teor dos tumblrs – e das piadas – era sempre o mesmo: agora o Instagram perderia o seu status, pois uma tal “horda de pobres” começaria a usar o aplicativo.
Para quem não conhece, o Instagram é mais do que um software para celular que permite tirar fotos com filtros vintage. Criado pelo brasileiro Mike Krieger, o aplicativo também funciona como uma rede social – em que é possível assinalar contatos e personalizar perfis como em qualquer site deste tipo, com duas diferenças cruciais. A primeira: é uma rede social feita para o celular. Ela se replica, ao gosto do freguês, pelo Twitter e Facebook, mas seu ambiente nativo é a internet móvel. A segunda é o fato de não existir perfil público. Quem quiser ver a página de alguém no Instagram, ao contrário da maioria das redes sociais, precisa criar uma conta lá.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Cemitério vertical no Equador terá internet e webcams espalhadas pelos andares

via olharDigital

Urna de cremação
A cidade de Quito, no Equador, vai ganhar um moderno prédio com 9 andares - mas não será um prédio qualquer. Ele será o primeiro grande cemitério vertical das Américas, e poderá abrigar os restos mortais de até 24 mil pessoas. O "cemitério tech" também terá conexão à internet e webcams espalhadas pelos andares, para que os famliares possam se sentir próximos de seus entes ao acessar as imagens via web.

Chamado de "Memorial Necrópole", o prédio foi construído com tijolos aparentes e vidros escuros. Ali, ficarão urnas de 35cm que serão organizadas em fileiras e colunas, que vão do chão ao teto, segundo o site da Folha. Nelas, serão colocados os restos mortais das pessoas.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Para psicólogos, as redes sociais aceleram a fobia social

via Olhar Digital

http://www.reidaverdade.com
Fobia social
Stephanie Kohn

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland (Estados Unidos) levantou uma questão interessante sobre as redes sociais. Será que o Facebooke outros sites de relacionamento virtual podem acelerar o surgimento da fobia social e a depressão? De acordo com Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisa de Psicologia em Informática da PUC/SP, quando uma pessoa já tem pré-disposição ou apresenta sintomas de que não está bem, as redes podem ser uma facilitadora.

O jornalista Gabriel Nunes (nome fictício), que trabalha com mídias sociais e é diagnosticado com fobia social há dez anos, compartilha da mesma opinião. Ele, que já sofreu na pele o que é se esconder por trás das redes, diz que boa parte das vezes que usa a internet ou conhece uma pessoa pela web é pra fugir de sua realidade. Ele até acredita que seu destino profissional de trabalhar com as redes sociais foi uma escolha inconsciente. "Eu parei na comunicação bem de paraquedas e nunca me imaginei trabalhando com isso. Mas, acredito que a facilidade que tenho de mexer nas redes se deve ao fato de eu ter fobia social, já que trabalho com um público que não me vê e não me conhece", explica.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

100 milhões de europeus nunca usaram a internet

publicado na InfoExame


Bruxelas - Quase um quarto dos 500 milhões de habitantes de países da União Europeia nunca usaram a Internet e há uma divisão que vem se agravando entre o norte da Europa e as regiões mais pobres sul e leste, mostraram dados divulgados nesta quarta-feira.
Mais da metade da população da Romênia e pouco menos da metade dos habitantes de Bulgária, Grécia, Chipre e Portugal não têm acesso à Internet em casa, segundo dados da Eurostat, agência de estatísticas da UE.
Além de evidenciarem disparidades geográficas em uma das regiões mais desenvolvidas do mundo, os dados ressaltam a falta de oportunidades que as pessoas de comunidades mais pobres têm de tirar proveito de avanços tecnológicos como a Internet, que forneceram bens de menor custo e serviços a milhões de pessoas.
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