"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Os corcundas de smartphone


Estudos apontam que pessoas que fazem uso intensivo dos aparelhos de smartphone
ao longo do dia começam a apresentar problemas de coluna decorrente da má postura
Guito Moreto / Agência O Globo
publicado originalmente em O Globo

Uma nova geração toma conta das ruas. Não tem gênero nem idade, mas compartilha a mesma obsessão e uma maneira distinta de ver o mundo: por meio das telas de seus telefones. São os corcundas de smartphone, um grupo numerosíssimo que faz a Humanidade “evoluir” mais um passo: da posição ereta para a curvada. Dentro de casa, em ruas, restaurantes, bares, shows, ônibus, trens e até ao volante, eles estão por toda parte. E o mais alarmante: especialistas garantem que estão todos doentes física e socialmente.

- O problema é que o grau de intensidade desse uso é tão grande que a pessoa não consegue se concentrar em outra coisa além do celular - alerta a socióloga e professora da Universidade Metodista de São Paulo Luci Praun. - O uso que se faz do aparelho não está ligado ao espaço que a pessoa frequenta. Então, ela vai mesmo para outro mundo.

Luci, no entanto, não concorda com a tese de que essa geração vive mais no mundo virtual. Essa não é a questão, segundo ela. Na maior parte do tempo, as pessoas estão, pelo telefone, relacionando-se com aqueles que fazem parte de seu convívio social. Então, por que o smartphone mesmo?

- Em minha tese de doutorado pesquisei amplamente a questão da influência dos telefones celulares no cotidiano das pessoas - conta Sandra Rúbia da Silva, doutora em Antropologia Social e professora de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (RS). - Meus entrevistados diziam que não conseguiam viver sem o telefone celular, que o aparelho havia mesmo se tornado uma parte de seu corpo.

Para Sandra, esse tipo de obsessão gera, sim, uma alienação social, na medida que as pessoas facilmente se desligam de conversas no mundo real para checar mensagens e notificações nas redes sociais. Tanto Sandra quanto Luci acreditam que a questão é a falta de foco, que afeta tanto as relações interpessoais como o trabalho e a educação.



E o problema não tem mesmo idade. A economista Carolina Gomes já perdeu a conta do número de vezes que reclamou com seu pai, de 62 anos, por ele estar com o telefone à mesa.

- Meu pai sempre foi o mais chato com o jantar. Todo mundo tinha que estar pronto na hora certa, era o momento da reunião familiar - lembra. - Mas agora ele leva o telefone para a mesa e sempre tem a desculpa de que precisa mandar um e-mail. Na verdade, poderia fazer isso em outro momento. Eu noto (esse comportamento) em todo lugar, principalmente com meus amigos. Hoje tento me policiar, já notei que esse problema é uma falta de educação.

É a tal da doença social, com impacto direto em todos os aspectos da vida. De acordo com Luci, não é algo que parta do indivíduo. É, sim, uma demanda exacerbada pela produtividade constante do trabalho que acabou se transportando para outros campos.

- As pessoas estão adoecendo, pois se sentem cobradas. Há um grau de ansiedade embutido nesse processo, sempre temos que dar conta — avalia a socióloga. — A sensação de que as 24 horas do dia não são suficientes é generalizada. É necessário pensar esse fenômeno para além do vício em smartphones.

Escreve certo. Anda em linhas tortas

A necessidade de interagir o tempo inteiro faz com que o técnico em química Leonardo Medeiros não tire o aparelho das mãos. Ele é um dos que corroboram uma pesquisa divulgada em janeiro pela Universidade de Queensland, na Austrália, que mostrou que a mania de escrever ao telefone no meio da rua está mudando a forma como as pessoas caminham.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Perigo: porque os pais devem respeitar o limite de idade das redes sociais

kids-computer_2698347bNatasha Romanzoti, no HypeScience
Cerca de 43% das 1.004 crianças britânicas participantes de um estudo disseram ter enviado mensagens online para estranhos a partir de uma idade média de 12 anos.
A pesquisa foi realizada pelo knowthenet.org.uk, site financiado pela organização sem fins lucrativos Nominet, responsável pelo bom funcionamento e segurança da infraestrutura da internet no Reino Unido.
O estudo afirma que o desenvolvimento online de uma criança começa aos nove anos, e nos quatro anos seguintes, sua atividade na internet evolui da simples visualização de conteúdo a ser ativo em mídias sociais.

As redes frequentadas pelos pequenos

Facebook é a rede social com maior probabilidade de ter membros menores de idade, que quebram a regra de idade mínima de 13 anos, com 52% das crianças de 8 a 16 anos admitindo que haviam ignorado o limite de idade oficial do site.
O aplicativo de mensagens WhatsApp exige que seus membros tenham pelo menos 16 anos de idade para utilizá-lo, mas 40% dos entrevistados disseram o ter usado antes.
A idade mínima do BlackBerry Messenger, de 13 anos, também foi ignorada por 24% das crianças, e o app SnapChat era usado por 11% delas, apesar de sua política de idade mínima de 13 anos – que, aliás, não é nada eficaz, já que o serviço não pede idade no ato da inscrição, de forma que crianças mais jovens do que 13 precisam ser relatadas para o aplicativo.

Evolução rápida

Aos nove anos, as crianças primeiro acessam o YouTube e usam um laptop ou celular. Aos 10, elas começam a utilizar gíria de internet, como “rsrs”, “aki” e hashtags, além de enviar mensagens instantâneas.
A maior proporção de atividade na internet ocorre quando as crianças atingem 11 anos de idade, momento no qual estão mais propensas a postar uma imagem ou vídeo de si mesmas pela primeira vez, postar um comentário inadequado online ou criar um perfil de mídia social falso.
Um ano mais tarde, com 12 anos, as crianças passam a usar Twitter e Whatsapp e mandam mensagem a alguém que não conhecem na vida real. Quando atingem 13 – sua maturidade social – começam a usar serviços como SnapChat e Ask FM, além de tentar enviar mensagens com conteúdo sexual pela primeira vez.

Proibir ou vigiar?

Mães de crianças pequenas em plena era digital sabem que não é fácil manter seus filhos longe de eletrônicos, especialmente smartphones e notebooks. Mas proibi-los de usar tais dispositivos não ajuda em nada – não precisamos de estudos científicos para saber que as crianças vão encontrar outra maneira de fazer parte deste mundo, longe dos olhos dos pais.
Ao mesmo tempo, largar seu filho com um celular na mão sem ficar atenta ao que ele está fazendo é uma ideia ainda pior.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Google lança nova plataforma de ensino à distância

Helpouts permite que usuários entrem em contato com experts e paguem por “serviços” através de chat em vídeo
Publicado em O Globo
RIO – O Google entrou oficialmente no universo da educação à distância lançando o Helpouts, plataforma que permite a qualquer usuário de internet aprender ou ensinar. Para isso, juntou serviços que ele já oferece — o Youtube, Hangout, Google +, Gmail e Google Wallet — para conectar usuários a especialistas por meio de vídeos em tempo real com aulas gratuitas ou cobradas por sessão ou minuto.
Nesta primeira etapa, o Helpouts terá apenas aulas com profissionais convidados — foram firmadas parcerias com Sephora, One Medical, Weigh Watchers, Redbeacon e Rosetta Stone — mas em breve conectará qualquer um que queira ensinar algo a pessoas que queiram aprender, dentro das mais diversas categorias.
Algumas áreas que serão abrangidas já foram divulgadas pelo Google. São elas: artes e música, informática e eletrônica, culinária, educação, moda e beleza, fitness e nutrição e saúde e jardinagem.
“A ajuda pode ser uma resposta rápida para um problema que você esteja tendo agora, como consertar o portão da garagem, ou como limpar os vírus do computador; ou pode ser um auxílio para um projeto inteiro, como construir um deque. Pode ser aprender uma nova habilidade, como falar francês ou desenhar cartoons; ou pode ser um conselho mais geral, como como melhorar seu físico ou sua escrita”, escreveu Udi Manber, VP de engenharia no blog oficial do Google.
O único pré-requisito para acessar as aulas é ter uma conta no Google+. A videochamada usa a tecnologia do Google Hangout, conectando o especialista ao usuário ao vivo por vídeo. Os horários podem ser pré-agendados ou pode ser que haja um especialista de plantão, esperando os usuários aparecerem para tirar dúvidas. Antes de começar as aulas, o interessado pode ver um pequeno vídeo de introdução à aula e conferir as qualificações do instrutor. Além disso, abaixo da descrição do assunto a ser tratado, é possível ver a avaliação de outros usuários ao curso.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Google quer patente do gesto de coração

Por Ligia Aguilhar, no Estadão
Gesto com as mãos que forma a imagem de um coração seria usado para curtir uma imagem no Google Glass
SÃO PAULO – Depois da Apple entrar com um pedido de patente da palavra startup em diversos países, incluindo o Brasil, chegou a hora do Google surpreender com um pedido de patente igualmente inusitado. O site Engadget revelou na semana passada que a empresa registrou o pedido da patente do gesto que forma um coração com as mãos em 2011, nos Estados Unidos.
Reprodução do pedido de patente registrado pelo Google. FOTO: Reprodução/Engadget
O gesto do coração com as mãos seria usado para que os usuários “de um display vestível na cabeça” – provavelmente uma referência ao Google Glass – possam curtir o que estiver na sua frente e indicar nas redes sociais que a imagem foi curtida.
Além do coração, o pedido ainda inclui a solicitação da patente de outros gestos que podem ser usados em um dispositivo como o Google Glass para funções como cortar e dar zoom em uma foto. O pedido completo está disponível na internet.
Os entusiastas do gesto, no entanto, não precisam se preocupar. A patente se refere apenas ao uso do coração com as mãos nos produtos da empresa. O uso não-comercial continuará livre.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Post de Dilma no Twitter provoca reunião extraordinária

publicado no A Tarde
  • Dilma elencou mercadorias que os beneficiários podem comprar
Ao anunciar em sua conta do Twitter que havia promulgado a lei do Minha Casa Melhor, programa que financia a compra de móveis e eletrodomésticos, a presidente Dilma Rousseff atropelou nesta quarta-feira, 16, seus subordinados e incluiu produtos que ainda não estavam na cesta de itens definida pelo governo.
Pela manhã, numa série de publicações no microblog, Dilma elencou mercadorias que os beneficiários do programa habitacional Minha Casa Minha Vida podem comprar a juros subsidiados de 5% ao ano e prazos de até 4 anos para pagar. Entre os eletrodomésticos, citou tablet e micro-ondas, dois itens que ainda não podiam ser comprados pelo cartão. Na lista dos móveis, incluiu adquirir armário de cozinha e rack.
A inclusão desses produtos na cesta do programa estava em discussão e dependia do aval do Conselho Monetário Nacional (CMN), que normalmente se reúne na última quinta feita do mês. Depois das mensagens de Dilma, porém, foi convocada para esta quarta uma reunião extraordinária do CMN para chancelar as informações dadas pela presidente a seus seguidores. O órgão é formado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Saiba mais

Dilma sanciona Lei do
16/10/2013 | Comentários(0)
No Twitter, a presidente não informou que o programa seria ampliado, apenas listou os itens como se eles já fizessem parte das opções. O anúncio da decisão do CMN só foi feito depois das 19h da noite. O Ministério da Fazenda informou, por meio de nota, que a inclusão desses itens atende a uma demanda dos beneficiários.
O CMN também subiu o limite para a compra de produtos que já estavam na lista - máquina de lavar, cama de solteiro, mesa com cadeira, sofá e guarda-roupa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por que eu apaguei fotos e vídeos dos meus filhos da internet

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Há cerca de uma semana comecei a apagar todas as fotos e vídeos dos meus filhos que estavam na internet. Não foi uma tarefa nem um pouco fácil. Como muitos pais, compartilhei orgulhosamente cada um dos passos e marcos que eu e meus filhos demos no caminho.
Para ser sincero, além de definir permissões de privacidade no Facebook, não me preocupava muito ao compartilhar fotos dos meus filhos com a internet. Mantenho este blog (em diversos formatos diferentes) há quase uma década, e compartilhar coisas nele foi basicamente o que fiz nesse tempo. É meio que a essência dele. E, nos últimos anos, passei a escrever menos e postar mais no Facebook, mantendo o pensamento de “minha vida é um livro aberto” na rede social.
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Minha visão sobre o compartilhamento de fotos das crianças era sempre das vantagens de ter uma maneira simples e centralizada de mostrar o crescimento delas para parentes que estão a milhares de quilômetros de distância, e isso superava a ameaça de pessoas estranhas terem acesso a elas.
Meses atrás li a opinião de Jeremy Goldkorn sobre o assunto. O artigo em si é ótimo para refletir, mas foi o seguinte trecho que fez mais sentido para mim:
Não é apenas sobre privacidade, mas também a identidade dos seus filhos. Somos seres humanos, não amebas. Como você se sentiria se a sua mãe e pai controlassem a sua presença em mídias sociais? É isso o que você faz com seus filhos.
Resisti um pouco antes de admitir, e aparentemente muitos outros leitores também, que agora vivemos em um mundo extremamente interconectado onde a privacidade não é simples como costumava ser. Eu pensava nisso estritamente como uma questão de “privacidade”, e achava que manter fotos de bebê na internet não era nada demais.
Nos meses seguintes, retornei ao tópico algumas vezes e passei a questionar mais essas coisas. Em resposta a Jeremy, John Biesnecker colocou o seguinte ponto em discussão:
Minha esposa e eu temos regras rígidas para postar coisas, e a mais básica delas é nunca postar algo que nós nos envergonharíamos caso nossos pais tivessem postado algo semelhante quando éramos crianças. Isso significa fazer escolha por nossos filhos? Sim, mas virtualmente tudo o que fazemos como pais de crianças pequenas significa escolha por eles – e algumas dessas escolhas têm impactos reais, materiais e imediatos na vida delas, impactos maiores do que postar uma foto no Facebook.
Seu ponto é bom, mas você não discorre sobre a inevitável identidade de uma pessoa sendo exposta na internet. Se isso é realmente inevitável – e eu concordo que é – então é muito melhor controlar essa narrativa na medida do possível do que permitir que ela seja moldada para você por outras pessoas.
Vale notar que John trabalha no Facebook, e podemos considerar que ao menos parte da sua opinião está alinhada com o que pensa a empresa. No entanto, ele levanta um ponto interessante sobre atuar como um guardião da identidade online do seu filho. E isso nos leva ao meu ponto de ruptura, o artigo de Amy Webb no Slate, onde ela compartilha a história de “Kate” e seus pais orgulhosos que adoram compartilhar tudo o que ela faz:

Morador de rua cria app sustentável depois de ganhar aulas particulares de programação

publicado no RPA
O nova-iorquino Patrick McConlogue começou um projeto social fascinante cerca de um mês atrás, ele ofereceu a um homem sem-teto, que passava todos os dias em seu caminho para o trabalho, duas opções: US$100 ou aulas de programação.
Curiosamente, o sem-teto chamado Leo aceitou a oferta das aulas de programação de McConlogue (ou seja, uma hora todos os dias úteis, correndo através de oito semanas), e começou a aprendizagem de programação com três livros de JavaScript e um laptop básico.
Nas semanas desde o início deste projeto incomum, Leo fez progressos impressionantes em seu estudo e está realmente trabalhando em conjunto com Patrick na construção de uma app de sustentabilidade chamado “Go Green”  – os dois planejam lançar o aplicativo no final de oito semanas do curso de programação de Leo.
A aproximação com Leo e a criação do app inspiraram a criação do projeto Journeyman, criado pelo próprio McConlogue. A intenção dele é criar uma rede que estimule o ensino de tecnologia e alcance um número maior de pessoas que precisam mudar de vida, como Leo. Além da página oficial, o projeto também mantém um perfil no Facebook.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Inferno eletrônico na Terra: onde os eletrônicos ocidentais vão para morrer

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por Andrew Tarantola, no Gizmodo
Enquanto consumidores do mundo inteiro aguardam o que há de mais novo e avançado nos eletrônicos de consumo, nossos antigos dispositivos digitais inundam e envenenam uma geração de crianças em Gana. O repórter Michael Ciaglo, do Colorado Springs Gazette, visitou recentemente uma área de processamento de lixo eletrônico na nação africana e voltou com algumas imagens perturbadoras. Você acha que o seu smartphone vale esse sofrimento?
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O local é chamado Agbogbloshie, um acampamento/aterro ilegal fora da cidade Acra, capital de Gana. Com cerca de 16.000 metros quadrados e lar de mais de 40.000 migrantes e refugiados, Agbogbloshie se tornou um dos principais “lixões digitais” do mundo. É o destino do entulho eletrônico do mundo desenvolvido, e processa milhões de toneladas de eletrônicos indesejados todos os anos.
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A maior parte do trabalho de processar o lixo é feito por jovens e crianças que queimam os eletrônicos para extrair o cobre valioso deles para trocar por centavos de dólar. Um “dia bom” de trabalho supostamente rende menos de US$ 4 por dia aos trabalhadores e ainda libera hordas de produtos químicos tóxicos no meio ambiente. Esses coquetéis mortais envenenam a terra, ar, água e trabalhadores próximos – prejudicando o desenvolvimento físico e mental deles.
Existem convenções internacionais para evitar que esse tipo de coisa aconteça, é claro – especificamente a Convenção da Basileia. Mas como no Haiti e Afeganistão, os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo, e empresas de muitos países que aderiram à convenção, incluindo Reino Unido e Japão, encontraram brechas nela. No começo dos anos 1990, países do Ocidente começaram a trocar eletrônicos de segunda mão com a África como forma de reduzir a diferença digital – e isso funcionou. Ganenses finalmente tiveram acesso a eletrônicos pessoais – que custam um décimo do que produtos novos custariam – mas as “doações” rapidamente apodreceram e se tornaram esquemas de dumping e exportação ilegal sob o pretexto de ajuda.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Livraria digital iba quer chegar a 1 milhão de clientes este ano

imagem: Internet

Marina Tsutsumi, no Mobili Time

Pela primeira vez, os principais players do mercado de conteúdo digital, como Amazon, Kobo e iba, participam de uma edição da Bienal do Livro no Rio de Janeiro. MOBILE TIME conversou com a brasileira iba sobre as expectativas do mercado e do evento, que vai até o próximo domingo, 8 de setembro.

O iba tem mais de 18 mil publicações no portfólio, entre e-books, revistas e jornais digitais e supera mais de 500 mil usuários com seus aplicativos para iPad, tablets Android e Windows PC. “A participação do iba na Bienal é um marco para a gente, porque pela primeira vez o mercado entende que tem uma base instalada de tablets suficiente para existir um espaço para o livro digital. Pela primeira vez valeu à pena montar um espaço lá. O retorno das pessoas foi muito positivo, há um bom público que já nos conhecia e, ao mesmo tempo, um público enorme, principalmente jovens, que estão prontos para descobrir a leitura digital”, diz Ricardo Garrido, diretor de operações do iba.

A loja tem registrado um crescimento médio de 50 mil clientes por mês nos últimos meses e espera alcançar 1 milhão de leitores até o final do ano. Garrido acredita que há dois fenômenos paralelos que vão determinar esse aumento: “O primeiro é que a leitura digital ainda não explodiu no Brasil. Muita gente esperava que isso acontecesse em 2012. Parece que agora é o momento que vai acontecer. Ao mesmo tempo, a base de tablets cresceu muito além do que todo mundo imaginava, impulsionada principalmente pelos tablets low end. Com isso, as pessoas estão sedentas por algo, por apps e funções com um uso mais bacana dos tablets.”

No futuro, o diretor espera que o mercado de livros digitais cresça gradativamente, com as pessoas que já possuem hábito de leitura e que vão migrar para a plataforma digital, e também com novos leitores. “A conquista de novos leitores é um movimento mais lento, que virá com a mudança de geração. Isso tem a ver com a educação e com o preparo cultural dos leitores, puxados pela disponibilidade de plataformas, pelo lançamento de conteúdo e pela transformação da educação”, afirma.

Perfil dos leitores
Segundo uma pesquisa do iba, realizada com 10 mil leitores no final de 2012, o perfil do público consumidor de conteúdo digital é essencialmente masculino (cerca de 60%), com idade média de 38 anos e das classes A e B. “Hoje o perfil é de chefe de família, adulto e bem pago. Mas com o crescimento dos tablets mais baratos e a entrada desse dispositivo na educação, esse perfil vai sofrer grandes transformações nos próximos dois anos”, conclui Garrido.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Holanda inaugura 1ª escola 'Steve Jobs' que ensina os alunos em iPads

Metodologia da Steve Jobs School desenvolve criatividade das crianças. Ao todo serão inauguradas 12 unidades para atender mil alunos.

Menina ouve música em iPad da Steve Jobs School, na Holanda (Foto: Michael Kooren/Reuters)
Menina ouve música em iPad da Steve Jobs School, na Holanda
(Foto: Michael Kooren/Reuters)
Publicado por G1
Alunos da Steve Jobs School
(Foto: Michael Kooren 
/Reuters)
Uma escola onde cada estudante recebe um iPad conectado na internet. Nada de lousa, giz, professor passando lição, nem uniformes. A Holanda experimenta um novo formato de ensino voltado totalmente para a tecnologia e a interatividade do aluno com o conteúdo. A cidade de Sneek inaugurou esta semana a primeira unidade da Steve Jobs School, a escola experimental criada a partir dos conceitos e da tecnologia desenvolvidos pelo fundador da Apple que morreu em 2011.

Pela metodologia da escola, as crianças “vão escolher o que desejam aprender com base no que passar a ter curiosidade”. A escola explica em seu site oficial que “o ensino baseia-se nos talentos de cada estudante e tem como objetivo trazê-los para desenvolver e fortalecer, nomeadamente por meio da cooperação. A pedagogia e didática levam em conta o estilo de aprendizagem individual do aluno”.

Ao todo serão 12 escolas espalhadas pela Holanda. A iniciativa é da O4NT (Educação para um novo tempo), uma ONG que promove a inclusão de iPads para a educação infantil. A proposta é oferece as ferramentas e o conteúdo para crianças de 4 a 12 anos. A previsão é que mais de 1 mil crianças vão estudar neste modelo.


Menino mexe em iPad durante a aula
(Foto: Michael 
Kooren/Reuters)
Além do espaço físico, a escola oferece um ambiente virtual de aprendizagem para as crianças. “O ensino é focado em adquirir as habilidades do século 21 como a criatividade, a inovação eo pensamento crítico, resolução de problemas, habilidades motoras empréstimos comunicação, colaboração, adaptabilidade, liderança, produtividade e social. Os alunos irão fazer uso do mais recente hardware e software. Como eles adquiram as competências básicas implicitamente definidos para as escolas primárias”, diz a escola em sua apresentação.

Os pais são peças fundamentais para ajudar os alunos a desenvolver suas habilidades, segundo a Steve Jobs School.









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Alunos da Steve Jobs School (Foto: Michael Kooren/Reuters)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Receita vai usar reconhecimento facial para identificar suspeitos de não declarar bens

imagem: Internet - reconhecimento de emoções através da face

Mariana Schreiber, Folha de S.Paulo

A Receita Federal está desenvolvendo um sistema que vai fazer o reconhecimento facial dos passageiros aéreos internacionais para identificar pessoas suspeitas de estarem extrapolando a cota permitida para a compra de produtos no exterior sem declarar.

Atualmente, o limite é de é de US$ 500 no caso de turistas que chegarem por vias aéreas ou marítimas e de US$ 300 para viajantes terrestres.

O subsecretário de aduana e relações internacionais da Receita, Ernani Argolo Checcucci Filho explicou que o objetivo é que as companhias aéreas passem a lista das pessoas que embarcaram no avião --seus nomes e dados como volume de bagagem-- para que a Receita cruze essas informações com outros dados, levantando suspeitos.

A partir daí essas pessoas serão identificadas quando passarem por um aparelho que fará o reconhecimento facial a partir da foto do passaporte que já estará no sistema da alfândega.
"A pessoa nem precisará parar. O reconhecimento será feito com ela andando. A intenção é ser menos intervencionista possível, mas ao mesmo tempo parar os casos que devem ser parados [na alfândega]", disse ele.

Google afirma que sua posição sobre a privacidade no Gmail foi deturpada

google




Diversos sites, inclusive o Canaltech, noticiaram que o Google afirmava que os usuários do Gmail "não podiam ter nenhuma expectativa de privacidade em seu e-mail", com a informação baseada em um documento da própria empresa no qual seus advogados supostamente teriam feito a afirmação. No entanto, o Google afirmou que a passagem repercurtida na imprensa foi tomada fora de seu contexto e mal interpretada, como informa o site Mashable.

As informações começaram a circular depois que o Consumer Watchdog, que citou uma passagem presente na página 19 de uma monção dos advogados da empresa durante processos judiciais que estão ocorrendo no Vale do Silício, no estado norte-americano da Califórnia. Usuários do Gmail e de outros provedores de e-mail alegam que o fato de o Google "minerar" as contas dos usuários do Gmail infringe uma série de leis federais e estaduais.

"Assim como um remetente que envia uma carta para um colega de trabalho não pode se surpreender se o assistente desse colega abrir a carta, as pessoas que usam e-mail baseado na web hoje não podem se surpreender se seus e-mails são processados [pelo provedor de e-mail] no curso da entrega. De fato, 'uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros'", cita a passagem.

A frase "uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros" que foi atribuída ao Google, na verdade, é uma citação de jurisprudência contida em outro processo judicial, e não do Google. O trecho da passagem foi tirado de um caso da Suprema Corte dos Estados Unidos que afirma que o uso de um "pen register", dispositivo eletrônico que registra os números discados a partir de um telefone, mas não o conteúdo das ligações, não seria ilegal. O processo gerou uma doutrina legal que prevê que um usuário que entrega seus dados a uma empresa, ou terceiros, não espera ter privacidade sobre esses dados.

Uma pessoa próxima aos processos afirmou ao Mashable que, colocando a frase em seus verdadeiro contexto, o Google estava tentando afirmar que usuários de outros serviços de e-mail, quando enviam mensagens para um usuário Gmail, também estão sujeitos às mesmas políticas de privacidade do Google. Ou seja, se você não tem uma conta no Gmail, mas envia um e-mail para um amigo que tem, a mensagem enviada estará sujeita às políticas de privacidade da empresa como qualquer outro e-mail. E os termos de acordo do Google permitem que a companhia escaneie e-mails para filtrar spams e veicular anúncios.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Justiça determina que Google Brasil libere dados de e-mails


Mônica Campi, na INFO Online

São Paulo - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Google Brasil cumpra ordem judicial de quebra de sigilo de mensagens enviadas por meio do serviço Gmail.

A determinação vale para comunicações de e-mail feitas por investigados de crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Segundo o STJ, o Google Brasil terá 10 dias para cumprir a decisão. Caso não atenda a solicitação da Justiça, a empresa receberá uma multa diária de R$ 50 mil.

De acordo com a determinação da ministra relatora do inquérito, Laurita Vaz, com a quebra do sigilo será possível obter informações importantes e provas relevantes para a investigação policial.

O Google Brasil, em sua defesa, alegou não ser possível cumprir a ordem judicial uma vez que todos os dados do serviço Gmail estão armazenados nos servidores dos Estados Unidos e, desta forma, sujeitos às legislações daquele país. A empresa sugeriu uma forma diplomática para se obter esses dados.

Mas para a Justiça, o fato das informações estarem armazenadas em outro país não torna os dados em material de prova estrangeiro, com necessidade de meios diplomáticos para se obtê-los.

“Nenhum obstáculo material há para que se viabilize o acesso remoto aos dados armazenados em servidor da empresa Google pela controlada no Brasil, atendidos, evidentemente, os limites da lei brasileira. A ordem pode ser perfeitamente cumprida, em território brasileiro, desde que haja boa vontade da empresa. Impossibilidade técnica sabe-se, não há”, disse a ministra.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Anistia Internacional coloca usuários do Facebook no banco dos réus

Por Amanda de Almeida, no Brainstorm9
Trial by Timeline mostra quais atos do seu dia a dia registrados em sua linha do tempo são considerados crimes em outros paísessentence
A Anistia Internacional está usando bem as redes sociais para impactar as pessoas mundo afora. Depois do Tweet Censurado, agora é o momento de fazer os usuários do Facebook sentirem na pele uma repressão que é comum em diversos países. Trial by Timeline é um aplicativo desenvolvido pela Colenso BBDO Auckland que mostra quais atos do seu dia a dia – que você fez questão de compartilhar – são crimes que podem ser punidos com tortura e encarceramento mundo afora.
Ao aceitar ser julgado, o aplicativo analisa sua timeline para buscar crimes dos quais você é culpado, para depois sentenciá-lo. Nada escapa. No meu caso, por exemplo, eu recebi 94 condenações por 6 crimes em 68 países. A começar pelo fato de eu ser mulher: em 40 países, eu poderia ser morta por extremistas. Por ser jornalista, poderia ser espancada em 39 países. O exercício da liberdade de expressão permite que eu seja torturada em um país. E aquela cerveja com os amigos? Prisão em três países.
Todos os países onde estes abusos podem ocorrer são listados. No final, também há um mapa que mostra quantas vezes o usuário seria espancado, torturado, mutilado, estuprado… Não é um pensamento agradável, talvez por isso mesmo possa causar algum tipo de efeito nas pessoas.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias

Se você acha que a leitura é uma prática entediante, talvez seja hora de rever seus conceitos. Conheça 10 bons motivos para ler todos os dias e transformar isso em um hábito
Publicado no Universia Brasil - [via Livros e Pessoas]
10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias
Crédito: Shutterstock.com
Livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama
Uma das práticas que os jovens consideram mais entediantes é a leitura. Não é raro ouvir reclamações sobre a obrigatoriedade da leitura, mesmo que algumas histórias surpreendam por atrair o interesse. Contudo, estabelecer o hábito da leitura pode trazer diversos benefícios para a vida, tanto no mundo acadêmico quanto na carreira. Confira a seguir 10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias:

1. Estímulo mental

O cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima maneira de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse

Quando você se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento

Tudo o que você lê é enviado para o seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário

A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente elas serão incluídas no seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo a sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória

Quando você lê um livro (especialmente os grandes) precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para a sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico

Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra a sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração

O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que manter-se concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

YouTube funcionará como uma emissora de TV, diz Google

Felipe Zmoginski, na INFO
O principal executivo do Google para um de seus produtos mais populares, o indiano Shiva Rajaraman, afirmou hoje, em entrevista a INFO, que o YouTube deve se aproximar de um modelo que o transforme em uma espécie de “televisão online”, em que o usuário sintoniza o conteúdo que deseja e passa a consumi-lo de forma ininterrupta.
Diretor do YouTube, Rajaraman disse ainda que o serviço de vídeos fará um grande esforço nos próximos meses para facilitar a veiculação de vídeos ao vivo em sua plataforma e criará novas características para permitir que os produtores de conteúdo possam ser remunerados pela audiência que obtêm no serviço.
Shiva Rajaraman, diretor do YouTube, diz que a plataforma irá se transformar em uma espécie de "televisão online"
Shiva Rajaraman, diretor do YouTube, diz que a plataforma irá se transformar em uma espécie de “televisão online”
Por qual razão o YouTube vai incentivar a transmissão de vídeos ao vivo? Nós acreditamos que o próximo passo para o YouTube é tornar-se um canal de vídeos em que as pessoas podem acompanhar eventos em tempo real. Vamos incentivar emissoras de TV e produtores de vídeos a criar talk shows, espetáculos de música e conteúdos criativos para transmiti-los ao vivo pelo YouTube.
Como vocês farão isso? Estamos buscando uma série de acordos com estúdios que produzem conteúdo em larga escala e com qualidade. Ao mesmo tempo, criamos uma API de analytics que permitirá a esses produtores monitorar de forma mais precisa a audiência de seus vídeos e ajudá-los a entender como podem melhorar sua performance e monetizar seu conteúdo.
Transmissões ao vivo são mais difíceis de serem monitoradas? Não há o risco, por exemplo, de usuários enviarem vídeos de sexo, violência ou com conteúdos ofensivos com maior frequência do que já ocorre atualmente? Há riscos, mas nós sabemos gerenciar isso. Temos uma comunidade muito apaixonada, que nos ajuda a monitorar tudo o que vai ao ar e coloca “flags” nos conteúdos que considera impróprios. Isso funciona muito bem hoje e não vejo motivo para não funcionar bem no futuro.
Você acredita que será possível desenvolver softwares que analisem vídeos veiculados no YouTube e sejam capazes de descobrir se há nudez em uma determinada imagem ou, então, se há veiculação de conteúdo protegido por copyright? Estas tecnologias são bastante complicadas e, no momento, não recorremos a elas. Alguns testes com softwares deste tipo demonstram, por exemplo, que uma imagem de um bebê nu pode ser confundida com algo impróprio. Então, confiamos no trabalho de nossa comunidade e, claro, temos pessoas dentro da divisão do YouTube que se dedicam apenas a ver vídeos e analisá-los sob o ponto de vista de nossos termos de serviço.
Quantas pessoas fazem isso atualmente? Não falamos sobre números, mas posso dizer que somos muito eficientes e conseguimos ver grande parte do conteúdo publicado em nossa plataforma.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Google aposenta Gtalk e anuncia reforma visual para a rede social Google+

publicado na Folha de S.Paulo

O Google apresentou um novo aplicativo chamado Hangouts, que integrará os serviços de chat da empresa, e mostrou um novo design para sua rede social Google +.

"Hangouts" era um aplicativo de conversa por vídeo que funcionava junto com o Google +, mas agora será o nome de uma plataforma unificada de mensagens e vídeo, que juntará o velho Hangouts, o Gtalk e o Google + Messenger.

Para a rede social, a empresa também anunciou 41 novas ferramentas, além da uma interface reformulada que passa a organizar a linha do tempo em colunas e mostrar as interações como "cartas".

Entre as novas ferramentas, estão novos recursos para o tratamento de fotos: dá para suavizar rugas ou mudar a luz de paisagens. Além disso, agora é possível reunir imagens em série, tiradas do mesmo objeto, como se fosse um vídeo.

Outra ferramenta mostrada reconhece marcos culturais e cria automaticamente uma "hashtag" --palavra ou expressão que define o conteúdo, funcionando como uma etiqueta ("#redesocial", por exemplo)
Reprodução
Novo visual da rede Google+, com postagens que funcionam como
"cards" que exibem conteúdo relacionado ao serem acionados

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sony lança smartphone que funciona embaixo d'água

Xperia ZR aguenta por até 30 minutos a uma profundidade de 1,50 metro

publicado no Olhar Digital

Divulgação
Xperia ZR
A Sony anunciou a chegada de mais um smartphone da família Xperia, o ZR. E a grande novidade deste aparelho é que ele pode ser usado para captura de imagens embaixo d'água.

Por até 30 minutos, o Xperia ZR tira fotos e grava vídeos em resolução full HD à profundidade de 1,50 metro. Desde que esteja com todos os seus orifícios fechados.

Várias especificações são iguais às dos Xperia Z, como a própria câmera, que tem 13 MP e por padrão grava em HDR. A tela tem 4,6 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels.

O aparelho tem processador quad-core Snapdragon S4 Pro, GPU Adreno 320 e 2 GB de RAM. O sistema operacional é Android 4.1 (Jelly Bean) e ele estará disponível em várias cores; só se sabe que ele deve chegar ao mercado no meio do ano, mas não há previsão de preço.

 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Google cria tecnologia que impede internauta de escrever o que não deve em e-mails e documentos

imagem: google

originalmente publicado em O Globo

A Google desenvolveu tecnologia que, ao monitorar em tempo-real a atividade do internauta, o impede de escrever e-mails, documentos e mensagens com informações que violem a lei, termos de serviço ou a confidencialidade dos dados de corporações, noticiou o “Huffington Post” nesta terça-feira. O site chamou atenção para a ameaça à privacidade que a tecnologia representa.

“O Big Brother não estará apenas de olho você. Ele estará tomando o poder sobre o que você escreve”, observou a jornalista Bianca Bosker.

A Google apresentou a tecnologia, chamada de Corretor de Violações de Políticas de Uso, em patente submetida a órgão do governo americano. O sistema é voltado para o mercado corporativo, cada vez mais cioso do que os funcionários andam escrevendo em e-mails e até redes sociais.

Segundo a companhia, a ferramenta alerta imediatamente o usuário quando ele escreve conteúdo “problemático”, que possa violar as políticas de segurança da informação de seu empregador, infringir a lei ou denegrir a imagem de outras empresas ou pessoas, por exemplo.

O texto da patente informa que o sistema funciona comparando em tempo real tudo o que os usuários escrevem com um banco de dados de termos consideradas “problemáticas”. Caso a tecnologia identifique que o usuário não está escrevendo como deveria, ele envia alerta explicando o que há de errado e recomenda alternativas que possam enquadrar o texto nas regras.

A Google ressaltou que o software pode funcionar em diversos tipos de texto (mensagens de e-mail, apresentações, documentos etc.) e qualquer modelo de aparelho, do tradicional desktop a até televisões.

De acordo com a gigante das buscas, o Corretor de Violações de Políticas de Uso é providencial para companhias que desejam evitar processos e vazamentos de dados. A patente exemplifica o funcionamento da tecnologia dessa forma:

“Um documento contendo o texto ‘o projeto ABC vai MATAR de vez a empresa XYZ’ poderia abrir espaço para queixa de competição desleal.”

Segundo o “Huffington Post”, porém, é lícito crer que o software também atende aos interesses de regimes autoritários que buscam novas formas de censurar a internet.

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