"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Receita vai usar reconhecimento facial para identificar suspeitos de não declarar bens

imagem: Internet - reconhecimento de emoções através da face

Mariana Schreiber, Folha de S.Paulo

A Receita Federal está desenvolvendo um sistema que vai fazer o reconhecimento facial dos passageiros aéreos internacionais para identificar pessoas suspeitas de estarem extrapolando a cota permitida para a compra de produtos no exterior sem declarar.

Atualmente, o limite é de é de US$ 500 no caso de turistas que chegarem por vias aéreas ou marítimas e de US$ 300 para viajantes terrestres.

O subsecretário de aduana e relações internacionais da Receita, Ernani Argolo Checcucci Filho explicou que o objetivo é que as companhias aéreas passem a lista das pessoas que embarcaram no avião --seus nomes e dados como volume de bagagem-- para que a Receita cruze essas informações com outros dados, levantando suspeitos.

A partir daí essas pessoas serão identificadas quando passarem por um aparelho que fará o reconhecimento facial a partir da foto do passaporte que já estará no sistema da alfândega.
"A pessoa nem precisará parar. O reconhecimento será feito com ela andando. A intenção é ser menos intervencionista possível, mas ao mesmo tempo parar os casos que devem ser parados [na alfândega]", disse ele.

Google afirma que sua posição sobre a privacidade no Gmail foi deturpada

google




Diversos sites, inclusive o Canaltech, noticiaram que o Google afirmava que os usuários do Gmail "não podiam ter nenhuma expectativa de privacidade em seu e-mail", com a informação baseada em um documento da própria empresa no qual seus advogados supostamente teriam feito a afirmação. No entanto, o Google afirmou que a passagem repercurtida na imprensa foi tomada fora de seu contexto e mal interpretada, como informa o site Mashable.

As informações começaram a circular depois que o Consumer Watchdog, que citou uma passagem presente na página 19 de uma monção dos advogados da empresa durante processos judiciais que estão ocorrendo no Vale do Silício, no estado norte-americano da Califórnia. Usuários do Gmail e de outros provedores de e-mail alegam que o fato de o Google "minerar" as contas dos usuários do Gmail infringe uma série de leis federais e estaduais.

"Assim como um remetente que envia uma carta para um colega de trabalho não pode se surpreender se o assistente desse colega abrir a carta, as pessoas que usam e-mail baseado na web hoje não podem se surpreender se seus e-mails são processados [pelo provedor de e-mail] no curso da entrega. De fato, 'uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros'", cita a passagem.

A frase "uma pessoa não tem expectativa legítima de privacidade sobre a informação que ela voluntariamente repassa a terceiros" que foi atribuída ao Google, na verdade, é uma citação de jurisprudência contida em outro processo judicial, e não do Google. O trecho da passagem foi tirado de um caso da Suprema Corte dos Estados Unidos que afirma que o uso de um "pen register", dispositivo eletrônico que registra os números discados a partir de um telefone, mas não o conteúdo das ligações, não seria ilegal. O processo gerou uma doutrina legal que prevê que um usuário que entrega seus dados a uma empresa, ou terceiros, não espera ter privacidade sobre esses dados.

Uma pessoa próxima aos processos afirmou ao Mashable que, colocando a frase em seus verdadeiro contexto, o Google estava tentando afirmar que usuários de outros serviços de e-mail, quando enviam mensagens para um usuário Gmail, também estão sujeitos às mesmas políticas de privacidade do Google. Ou seja, se você não tem uma conta no Gmail, mas envia um e-mail para um amigo que tem, a mensagem enviada estará sujeita às políticas de privacidade da empresa como qualquer outro e-mail. E os termos de acordo do Google permitem que a companhia escaneie e-mails para filtrar spams e veicular anúncios.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Você quer chegar à CEO?

CEO (Chief Executive Office), em letras maúsculas, O QUE MANDA. Diretor executivo da corporação, aquele responsável por dar as diretrizes e os rumos da organização.

Nos últimos dias tivemos dois eventos antagônigos envolvendo CEO's de duas grandes companhias. O primeiro deles envolveu o CEO do Google, Eric Schmidt, que ao ser convidado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para ser o "CEO" de tecnologia do governo, disse que está feliz no Google e não pretende deixar o seu cargo de CEO. O segundo, em contra fluxo do primeiro, envolveu o CEO do Yahoo, Jerry Yang, que após a decisão de não vender a companhia para o Google e depois voltar atrás, foi seguida de sonora rejeição da gigante da Internet. Resultado, pediu demissão do mais alto cargo da companhia.

O que podemos perceber com estas duas situações é o alto risco das decisões que envolvem o cargo de CEO. No primeiro caso a Google corria o risco de perder seu mais alto executivo e no segundo o mais alto executivo perdeu o emprego, numa decisão arriscada de vender ou não a companhia, e optou por não vender.

Poucos chegarão e se manterão num cargo como este, por vários motivos, mas o que mais destaco é a capacidade de liderar e motivar pessoas a trabalhar onde trabalham. Jerry Yang, da Yahoo, perdeu 10% da sua equipe, As decisões tomadas na gestão de pessoas tem reflexo direto nos resultados da organização. Muitos podem julgar que 10% é plenamente substituível, mas a que custo?

A Google é conhecida por sua forma pouco tradicional de tratar e motivar seus funcionários, disponibilizando áreas e ambientes pouco vistos pelas bandas tupiniquins, e há quem olhe para as fotos abaixo como o oásis da improdutividade.




Jack Welch, atualmente aposentado, foi por 20 anos CEO da General Electric, deu uma entrevista logo após se aposentar descrevendo uma série de características de um CEO de sucesso, uma delas foi: INFORMALIDADE.

"A burocracia sufoca. A informalidade libera" Para ele, um ambiente informal é importante vantagem competitiva. Informalidade é mais do que eliminar paredes ou extinguir o terno. "Tem a ver com a garantia de que todos são importantes - e que todos saibam que são importantes."

Fonte: http://vocesa.abril.uol.com.br/edi40/prima-ceo.shl

E você quer ser um CEO e se manter como um? Se preocupe com as pessoas, mas com o foco no seu negócio e não apenas para satisfazer caprichos dos seus subordinados, já falei sobre isto no post Lider ou capataz, mas suprindo as necessidades para que os objetivos da organização sejam alcançados. Quem trabalha com tecnologia precisa de liberdade para criar, em contra-partida a responsabilidade de fazer acontecer.

Um abraço e até a próxima semana.
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