"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ruanda aposta em tecnologia para superar passado e se transformar


Projeto Um Laptop por Criança já levou 200 mil computadores portáteis a mais de 400 escolas do país Foto: BBCBrasil.com
Projeto Um Laptop por Criança já levou 200 mil computadores portáteis a
mais de 400 escolas do país Foto: BBCBrasil.com
Publicado no Terra [via livros e pessoas]
Olive Uwineza, 12 anos, sonha em se tornar presidente quando crescer. Ela estuda em uma sala de aula com outros 30 alunos, em uma escola primária de alta tecnologia em Kigali, Ruanda.
Cada estudante tem um laptop, que usa animações para tornar as aulas mais divertidas.
As matérias favoritas de Olive são matemática e ciências, e ela acha que seria “muito difícil fazer as lições” sem o computador.
Cinco anos atrás, o projeto Um Laptop por Criança (OLPC, na sigla em inglês) foi lançado na escola de Olive, com apoio do governo e de ONGs. Desde então, 200 mil computadores portáteis foram distribuídos em mais de 400 escolas do pequeno país do leste africano.
A infraestrutura da escola de Olive também melhorou – foi modernizada com conexão wi-fi e softwares adaptados ao currículo escolar.
O projeto é um dos pilares da iniciativa Visão de Ruanda para 2020, que tem a ambiciosa meta de transformar o país em um de economia baseada em tecnologia, semelhante ao papel desempenhado por Cingapura no leste asiático.
Genocídio
Ruanda é mais conhecida pelo genocídio de 1994, em que integrantes da etnia hutu massacraram cerca de 1 milhão de pessoas – a maioria da etnia tutsi, mas também hutus contrários à carnificina.
Superar o genocídio e cicatrizar as feridas do país é uma das motivações do atual presidente, Paul Kagame, com o projeto 2020. Em entrevista à BBC, ele argumenta que o melhor acesso à informação poderia ter dado outras possibilidades políticas a Ruanda.
Diz, também, que a transformação do país em um polo tecnológico regional pode ajudar os ruandeses a “obter (melhores) empregos, alimentar suas famílias e reconquistar sua dignidade”.
Ruanda cresceu mais de 7% no ano passado, e reformas governamentais têm estimulado investimentos estrangeiros. O Banco Mundial colocou o país como o terceiro melhor “para fazer negócios” na África Subsaariana.
Mas essas conquistas estão ameaçadas por recentes tensões diplomáticas com doadores, já que o país está sendo acusado de ajudar a treinar soldados mirins na vizinha República Democrática do Congo – acusações estas negadas pelo governo.
Em outubro, os EUA impuseram sanções contra Ruanda, algo que deve abalar a capacidade do governo em atrair apoio econômico externo para a iniciativa 2020.
Comunicações
Por enquanto, porém, os projetos continuam.
Clare Akamanzi é a executiva-chefe do Conselho de Desenvolvimento de Ruanda, criado para transformar a Visão para 2020 em programas tangíveis.
A meta, diz ela, é se tornar um país de renda média em 2020 e “evoluir de uma economia agrícola para uma baseada em conhecimento, sobretudo de alto valor agregado”.
Neste ano, foi assinado um acordo com a empresa Korea Telecom para oferecer tecnologia 4G ao redor do país, com investimento estrangeiro de US$ 140 milhões.
O Estado instalou 3 mil quilômetros de cabos de fibra ótica nos últimos quatro anos e quer que a tecnolgia 4G ajude a melhorar a deficiente comunicação fora da capital Kigali.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Inferno eletrônico na Terra: onde os eletrônicos ocidentais vão para morrer

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por Andrew Tarantola, no Gizmodo
Enquanto consumidores do mundo inteiro aguardam o que há de mais novo e avançado nos eletrônicos de consumo, nossos antigos dispositivos digitais inundam e envenenam uma geração de crianças em Gana. O repórter Michael Ciaglo, do Colorado Springs Gazette, visitou recentemente uma área de processamento de lixo eletrônico na nação africana e voltou com algumas imagens perturbadoras. Você acha que o seu smartphone vale esse sofrimento?
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O local é chamado Agbogbloshie, um acampamento/aterro ilegal fora da cidade Acra, capital de Gana. Com cerca de 16.000 metros quadrados e lar de mais de 40.000 migrantes e refugiados, Agbogbloshie se tornou um dos principais “lixões digitais” do mundo. É o destino do entulho eletrônico do mundo desenvolvido, e processa milhões de toneladas de eletrônicos indesejados todos os anos.
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A maior parte do trabalho de processar o lixo é feito por jovens e crianças que queimam os eletrônicos para extrair o cobre valioso deles para trocar por centavos de dólar. Um “dia bom” de trabalho supostamente rende menos de US$ 4 por dia aos trabalhadores e ainda libera hordas de produtos químicos tóxicos no meio ambiente. Esses coquetéis mortais envenenam a terra, ar, água e trabalhadores próximos – prejudicando o desenvolvimento físico e mental deles.
Existem convenções internacionais para evitar que esse tipo de coisa aconteça, é claro – especificamente a Convenção da Basileia. Mas como no Haiti e Afeganistão, os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo, e empresas de muitos países que aderiram à convenção, incluindo Reino Unido e Japão, encontraram brechas nela. No começo dos anos 1990, países do Ocidente começaram a trocar eletrônicos de segunda mão com a África como forma de reduzir a diferença digital – e isso funcionou. Ganenses finalmente tiveram acesso a eletrônicos pessoais – que custam um décimo do que produtos novos custariam – mas as “doações” rapidamente apodreceram e se tornaram esquemas de dumping e exportação ilegal sob o pretexto de ajuda.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CIA: Com redes sociais, jovens terão mais Poder em 2030


Leandro Mazzini, no blog Coluna Esplanada, capturado no  Pavablog
Divulgado na íntegra para poucos em Dezembro, o relatório de tendências globais do National Intelligence Council (NIC), setor de estudos estratégicos da CIA, indica que o mundo será composto em sua maioria pela Classe Média em 2030, com fácil acesso a bens de consumo duráveis.
O cenário vai ao encontro da política sócio-econômica do atual governo e animou autoridades brasileiras – entre eles ministros e embaixadores – que leem o relatório de cerca de 200 páginas.
Da avaliação de um membro do alto escalão do governo Dilma para a coluna, depreende-se que o mundo em 2030 não será de caos como previsto em filmes hollywoodianos, porém predominará ainda o capitalismo selvagem, o poder bélico como fator de persuasão, mas para o bem a internet será a arma popular. Confira alguns cenários:
  • Jovens terão mais espaço no Poder e Economia por causa da ascensão das redes sociais.
  • Não haverá uma terceira guerra mundial, mas o poder bélico será mais genérico, o atômico menos abrangente, e a tecnologia permitirá a construção de artefatos com alcance cirúrgico.
  • Países de população velha vão decair socialmente e economicamente. Especialmente grande parte da Europa.
  • A construção civil nas metrópoles seguirá uma linha mista de home-office. Milhares de torres de escritórios e residências serão erguidos daqui a  2030. E o mais assustador, na visão do NIC: na proporção do que foi construído no mundo desde o Antigo Egito até hoje, para suprir a demanda populacional e o novo estilo de vida.
  • Os Estados Unidos vão perder sua hegemonia para a China em todos os setores, preveem os próprios americanos. Isso foi revelado na divulgação do relatório em Dezembro. A outra novidade é que a renda per capita no país asiático subirá para US$ 15 mil. Atualmente, é um terço disso.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Serviço de namoradas falsas para Facebook volta atrás e diz que vai usar perfis de mulheres reais


Ana Ikeda, na UOL
O “Namoro Fake“, serviço pago que usava perfis falsos no Facebook para causar ciúmes em ex-namoradas, anunciou nesta quarta-feira (16) uma mudança no serviço, passando a usar apenas perfis de “mulheres reais” na rede social. A ” contratação” da namorada falsa pode custar até R$ 99.
“Os perfis foram esgotados com a quantidade de contratações e resolvemos excluí-los”, afirma o “Namoro Fake” em nota. A empresa informa ainda que já existem 28 perfis de mulheres reais atendendo a fila de clientes.
“Decidimos acabar com perfis falsos e oferecer apenas perfis de mulheres verdadeiras dando mais veracidade às contratações e não infringindo qualquer termo de uso do Facebook”, conclui o texto.
No formato antigo, o “Namoro Fake” se apoiava em uma prática que viola os termos de uso do Facebook, que é o uso de nome ou identidade falsa em perfis.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Facebook disse não comentar casos específicos. Mas nos termos de uso do serviço, a rede social “incentiva usuários a denunciar esse tipo de atividade pelos links indicados em diversas áreas da plataforma e também na Central de Ajuda”. Com a ação, a denúncia é acompanhada pela equipe do Facebook, que pode tirar o perfil falso do ar.
"Namoro Fake" tem diferentes "planos" pagos: Ficante, Ex-namorada, Namorada e Namorada Virtual
“Namoro Fake” tem diferentes “planos” pagos: Ficante, Ex-namorada, Namorada e Namorada Virtual
Namorada quase “real”
O desenvolvedor de sites Flávio Estevam, 32, resolveu criar o serviço “Namoro Fake” para usuários do Facebook depois de ver dois amigos tentando causar ciúmes nas ex-namoradas usando a rede social.
Como o nome do site sugere, homens têm à disposição uma “namorada falsa”, que deixa mensagens no perfil para causar ciúmes em ex-namoradas Depois de escolher o tipo de “relacionamento” fictício, o rapaz faz o pagamento do serviço e escolhe entre perfis de mulheres aquele com o qual tem maior afinidade.
O usuário deve então enviar, por mensagem privada, o texto ou comentário que a namorada falsa deve publicar no perfil. Uma das frases de sucesso, diz Estevam, é “A nossa noite passada foi maravilhosa. Adorei!”.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Blogueiro compra dados de 1,1 milhão de usuários do Facebook por US$ 5


publicado no Folha de S.Paulo

O Facebook diz estar investigando a aquisição dos nomes, nomes de usuários e endereços de e-mail de 1,1 milhão de usuários da rede social pelo blogueiro búlgaro Bogomil Shopov, ativista de direitos digitais.

Shopov encontrou a oferta no site de anúncios Gigbucks. No texto, lia-se: "As informações foram coletadas por meio de nossos aplicativos e são de contas ativas no Facebook. A maioria deles é oriunda do Canadá, dos EUA e da Europa."

O blogueiro divulgou o acontecido na última terça (23) por meio de um post no seu site.
Reprodução/talkweb.eu
Lista adquirida por US$ 5 (R$ 10) por blogueiro búlgaro, com dados de 1,1 milhão de usuários do Facebook
Lista adquirida por US$ 5 (R$ 10) por blogueiro búlgaro, com dados de 1,1 milhão de usuários do Facebook

A lista adquirida, dividida em 12 planilhas do Excel com 100 mil endereços de e-mail e conta no Facebook cada, custou US$ 5 (cerca de R$ 10).
Ao site da "Forbes", o Facebook disse que está analisando a possível brecha de segurança.

'PROIBIDO'

Shopov, que é um dos fundadores do Partido Pirata da Bulgária, diz ter recebido uma chamada telefônica do que chama de "polícia" do Facebook.

"Queremos que você nos envie este arquivo, apague-o e nos diga se forneceu uma cópia para alguém, aponte-nos o site de onde você comprou e diga qual foi o meio de pagamento, além de remover algumas coisas do seu blog. Ah, e a propósito: você está proibido de divulgar qualquer fragmento desta conversa, que é secreta", disse o interlocutor do búlgaro.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Em tempos de crise, investir em TI?


Retornando à escrita após alguns dias de férias, andei lendo muitas matérias e a maioria delas faz alusão de forma direta ou indireta sobre a crise mundial que ainda persiste, mostrando que apenas a posse de Barack Obama não seria capaz de acalmar os ânimos do mercado financeiro. Segundo informações no site do UOL a maioria das bolsa no mundo abriram o pregam de hoje em baixa (Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/afp/2009/01/21/ult35u66512.jhtm)

Mas neste início de ano, no meio de incertezas econômicas e perspectivas de pequeno crescimento na economia do pais, muitas empresas retraíram seus investimentos, outras estão tomando ações mais fortes como redução de salários, carga horária e até demissões.

Em um cenário como este é muito mais difícil convencer alguém em investir, principalmente em TI, muitos gestores pensam pela fórmula simplista Lucro = Receita - Despesas, e para manterem o Lucro em índices aceitáveis mexem essencialmente na variável despesa, o que não é de todo errado mexer no custo, mas apenas nele é temerário. Mas, ações como esta podem resolver o problema no curto prazo, a médio e longo prazo a geração de valor agregado para a empresa fica comprometida.

Investimento sempre deve trazer retorno para o capital aplicado, nenhum gestor que se preze vai colocar dinheiro em um projeto que não tenha idéia da taxa de remuneração do seu capital e em quanto tempo seu capital será recuperado, ou quanto de valor vai ser agregado ao seu patrimônio. Este raciocínio deve ser aplicado mesmo em tempos de calmaria financeira, mas em tempos de crise, com recursos mais escassos, o cuidado no investimento deve ser maior. Mas é preciso investir certo, para que os investimentos possam dar diferencial competitivo para a organização.

Um exemplo de uma organização que investiu é a Ágora Corretora, investiu no aperfeiçoamento de seu parque tecnológico e nos processos de gestão de nível de serviço para seus clientes, monitorando em tempo real suas aplicações de home broker, aplicações de seus usuários, usuários do site, atendimento via telefone entre outros. "Tal investimento visa garantir a satisfação do cliente, refletindo no crescimento da companhia", diz Guilherme Medina gerente de TI da Ágora.
(Fonte: http://info.abril.com.br/corporate/infraestrutura/agora-corretora-centraliza-ti-para-gerenciar-melhor.shtml)

Então o que fazer para que sua diretoria aceite seu projeto de melhoramento em TI? Tente responder as perguntas abaixo:

- Como está seu histórico de sucesso em outros projetos na organização?
- Como anda a confiança da diretoria nos atuais serviços?
- A TI está alinhada com os objetivos estratégicos da organização?
- Seus indicadores de avaliação expressam resultados financeiros para a organização?
- A diretoria enxerga a TI como ferramenta estratégica de crescimento?

Se você tem respostas positivas para estas perguntas, você está no caminho para propor novos projetos para melhorar o desempenho da organização através da TI mesmo em meio a crise mundial. Caso contrário, a organização precisa ser modernizada para que então a TI seja modernizada, de outra forma não haverá razão para se investir em nenhum projeto de TI.

A TI por si só não faz milagre, quase faz, mas "não adianta colocar remendo novo em tecido velho". Modernizar a gestão, identificar os pontos falhos, encontrar indicadores que auxiliem a demonstração dos rumos que a organização deve trilhar, além de uma equipe comprometida com o resultado são ações que ajudarão. Isto não é tudo, mas vale apena refletir sobre o que se deseja alcançar com o investimento no projeto, caso contrário esqueça!

Até a próxima semana.
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