"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cancelei a minha conta no WhatsApp

artigo_74305Fábio Bandeira, no Administradores
Resolvi. Cancelei minha conta no WhatsApp. Eu demorei até certo tempo, comparado ao meu ciclo de convívio, para iniciar no aplicativo. Houve um encantamento imediato sobre a facilidade de trocar mensagens, vídeos, imagens, mas o efeito “nefasto” que o app provoca nas pessoas me fez abandonar a ideia de tê-lo.
A palavra “nefasto” pode até soar pesado para alguns, mas, de fato, é assim que passei a enxergar a questão. Ir a um barzinho, estar em uma confraternização/aniversário, encontrar os amigos. É quase uma regra (principalmente se você tem entre 12 a 30 anos), sempre terão aqueles que não desgrudam os olhos da tela do celular e entram em seu mundo paralelo digital, geralmente no WhatsApp ou Facebook.
As pessoas ao redor desses “ultra conectados” parecem meras peças de um cenário paralisado que só acontece a real interação em três momentos: Na chegada ao local (é preciso cumprimentar as pessoas); no momento da foto (é claro, a foto vai para as redes sociais para mostrar como a pessoa se diverte com o restante do grupo); e na hora de ir embora (ainda dizendo como foi bom o reencontro).
O problema é que esse número de pessoas alienadas está se multiplicando. Chega ao ponto que não existe um diálogo, fica cada um imerso em sua mini tela. Isso, quando a conversa entre as pessoas não é: “Você viu aquele vídeo no WhatsApp? Você tem que ver… muito engraçado. Estou enviando para o seu”. Sim, essa é apenas uma situação ruim do aplicativo, mas não irei me alongar nas outras.
A questão é que vivemos em plena era de ouro da comunicação, onde todos têm possibilidades infinitas para interagir, mas talvez, seja o momento mais crítico da história da comunicação. Há falta de diálogo, convívio, interação com quem está próximo de nós. Até ligar já está virando “artigo de luxo”. Exagero? As operadoras de telefone estão acompanhando essa tendência de comportamento e invertendo seu marketing… Não se oferece mais tantos planos para ligar, a questão, agora, são os planos com internet ilimitada, internet a R$ 0,25, entre outros.
Acho que o sempre otimista filósofo Pierre Levy, quando descreveu o conceito de Inteligência Coletiva, não imagina que o WhatsApp poderia ter sido inventado. Ou até imaginava, mas não sabia que as pessoas iam preferir ficar ali – no aplicativo -, em vez do convívio social.
As falas de um de seus maiores opositores, o polêmico filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard (já falecido), feroz crítico da sociedade de consumo, nunca fizeram tanto sentido. Principalmente na questão de quando se transfere suas características para as novas máquinas, o homem está abrindo mão de si mesmo.

Na revista Administradores

Na edição novembro/dezembro da revista Administradores resolvemos questionar sobre o WhatsApp em nossa editoria contraponto. Colocamos dois especialistas para defenderem sua tese e apontar as vantagens e desvantagens do aplicativo. Você pode ler aqui o que os dois especialistas falaram.
Confesso que minha opinião foi alterada ao longo do tempo. Antes favorável à facilidade de comunicação que o WhatsApp poderia gerar, coloco-me hoje a favor da comunicação real, do tête-à-tête, sem as barreiras das mini telas. Apesar de não me encaixar no perfil alienado (como aquele citado acima), estar no aplicativo me colocava no status de condescendente com algo que sou contra. Isso estava incomodando.

Que tal refletir

Acho que essa questão de como lidamos com a internet e com o ato de estar conectado 24h cabe uma reflexão individual. Você: como lida com essa conexão com redes sociais e aplicativos no celular?
Talvez não esteja no momento de avaliar e refletir sobre o tempo que se “dedica” a eles?
Acho que a reflexão vale, principalmente, para aqueles que se encaixam no perfil de sentir necessidade de ver a timeline constantemente, que trocam a leitura de um livro para ver vídeos e besteiras na internet ou até mesmo não que conseguem realizar algumas atividades e tarefas de sua rotina por falta de concentração que as redes sociais e aplicativos com o WhatsApp geram.
Não sou contra redes sociais e apps, pelo contrário, acho que são fontes de interação, entretenimento e até de negócios muito válidas. No entanto, percebo certa alienação que essa conexão provoca em muitos. Não quero causar uma revolução nesse aspecto, apenas proponho que se busque encontrar formas de equilibrar essa balança do real com o virtual.
Enquanto isso não acontece, acho melhor deixar minha conta do WhatsApp cancelada.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Publicado em Demografia Unicamp, via [Pavablog]
Esta é a Ana.
Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.
“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. - Wikipedia
Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.
Então Ana está lá, curtindo sua vida de GYPSY, e ela gosta muito de ser a Ana. Só tem uma pequena coisinha atrapalhando:
Ana está meio infeliz.
Para entender a fundo o porquê de tal infelicidade, antes precisamos definir o que faz uma pessoa feliz, ou infeliz. É uma formula simples:
É muito simples — quando a realidade da vida de alguém está melhor do que essa pessoa estava esperando, ela está feliz. Quando a realidade acaba sendo pior do que as expectativas, essa pessoa está infeliz.
Para contextualizar melhor, vamos falar um pouco dos pais da Ana:
Os pais da Ana nasceram na década de 1950 — eles são “Baby Boomers“. Foram criados pelos avós da Ana, nascidos entre 1901 e 1924, e definitivamente não são GYPSYs.
Na época dos avós da Ana, eles eram obcecados com estabilidade econômica e criaram os pais dela para construir carreiras seguras e estáveis. Eles queriam que a grama dos pais dela crescesse mais verde e bonita do que eles as deles próprios. Algo assim:
Eles foram ensinados que nada podia os impedir de conseguir um gramado verde e exuberante em suas carreiras, mas que eles teriam que dedicar anos de trabalho duro para fazer isso acontecer.
Depois da fase de hippies insofríveis, os pais da Ana embarcaram em suas carreiras. Então nos anos 1970, 1980 e 1990, o mundo entrou numa era sem precedentes de prosperidade econômica. Os pais da Ana se saíram melhores do que esperavam. isso os deixou satisfeitos e otimistas.
Tendo uma vida mais suave e positiva do que seus próprios pais, os pais da Ana a criaram com um senso de otimismo e possibilidades infinitas. E eles não estavam sozinhos. Baby Boomers em todo o país e no mundo inteiro ensinaram seus filhos da geração Y que eles poderiam ser o que quisessem ser, induzindo assim a uma identidade de protagonista especial lá em seus sub-conscientes.
Isso deixou os GYPSYs se sentindo tremendamente esperançosos em relação à suas carreiras, ao ponto de aquele gramado verde de estabilidade e prosperidade, tão sonhado por seus pais, não ser mais suficiente. O gramado digno de um GYPSY também devia ter flores.
Isso nos leva ao primeiro fato sobre GYPSYs:
GYPSYs são ferozmente ambiciosos
President1
O GYPSY precisa de muito mais de sua carreira do que somente um gramado verde de prosperidade e estabilidade. O fato é, só um gramado verde não é lá tão único e extraordinário para um GYPSY. Enquanto seus pais queriam viver o sonho da prosperidade, os GYPSYs agora querem viver seu próprio sonho.
Cal Newport aponta que “seguir seu sonho” é uma frase que só apareceu nos últimos 20 anos, de acordo com o Ngram Viewer, uma ferramenta do Google que mostra quanto uma determinada frase aparece em textos impressos num certo período de tempo. Essa mesma ferramenta mostra que a frase “carreira estável” saiu de moda, e  também que a frase “realização profissional” está muito popular.
Para resumir, GYPSYs também querem prosperidade econômica assim como seus pais – eles só querem também se sentir realizados em suas carreiras, uma coisa que seus pais não pensavam muito.
Mas outra coisa está acontecendo. Enquanto os objetivos de carreira da geração Y se tornaram muito mais específicos e ambiciosos, uma segunda ideia foi ensinada à Ana durante toda sua infância:
Este é provavelmente uma boa hora para falar do nosso segundo fato sobre os GYPSYs:
GYPSYs vivem uma ilusão
Na cabeça de Ana passa o seguinte pensamento: “mas é claro… todo mundo vai ter uma boa carreira, mas como eu sou prodigiosamente magnífica, de um jeito fora do comum, minha vida profissional vai se destacar na multidão”. Então se uma geração inteira tem como objetivo um gramado verde e com flores, cada indivíduo GYPSY acaba pensando que está predestinado a ter algo ainda melhor:
Um unicórnio reluzente pairando sobre um gramado florido.
Mas por que isso é uma ilusão? Por que isso é o que cada GYPSY pensa, o que põe em xeque a definição de especial:
es-pe-ci-al | adjetivo
melhor, maior, ou de algum modo
diferente do que é comum
De acordo com esta definição, a maioria das pessoas não são especiais, ou então “especial” não significaria nada.
Mesmo depois disso, os GYPSYs lendo isto estão pensando, “bom argumento… mas eu realmente sou um desses poucos especiais” – e aí está o problema.
Uma outra ilusão é montada pelos GYPSYs quando eles adentram o mercado de trabalho. Enquanto os pais da Ana acreditavam que muitos anos de trabalho duro eventualmente os renderiam uma grande carreira, Ana acredita que uma grande carreira é um destino óbvio e natural para alguém tão excepcional como ela, e para ela é só questão de tempo e escolher qual caminho seguir. Suas expectativas pré-trabalho são mais ou menos assim:
Infelizmente, o mundo não é um lugar tão fácil assim, e curiosamente carreiras tendem a ser muito difíceis. Grandes carreiras consomem anos de sangue, suor e lágrimas para se construir – mesmo aquelas sem flores e unicórnios – e mesmo as pessoas mais bem sucedidas raramente vão estar fazendo algo grande e importante nos seus vinte e poucos anos.
Mas os GYPSYs não vão apenas aceitar isso tão facilmente.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

‘A privacidade na web é uma ilusão’

Homem protesta do lado de fora de complexo do Exército norte-americano na Alemanha FOTO: Kai Pfaffenbach/Reuters


Ligia Aguilhar, no Estadão

Responsável por elaborar relatórios de cibersegurança para Obama diz que é impossível evitar o monitoramento

SEUL – Diretor do Centro Internacional de Estudos Estratégicos (CSIS, na sigla em inglês), James Lewis já liderou a produção de uma série de relatórios sobre segurança na internet para o presidente americano Barack Obama. Considerado um dos maiores especialistas em cibersegurança do mundo, é autor de mais de 90 publicações sobre assuntos relacionados ao tema.
Em entrevista exclusiva ao Link no mês passado, durante a Conferência de Cibersegurança em Seul, na Coreia do Sul, Lewis falou sobre o escândalo da espionagem norte-americana, afirmou que todos os países possuem algum tipo de vigilância, que o Brasil não é defensor da democracia e que a privacidade na internet é uma ilusão. Confira os principais trechos:
O Brasil defende um modelo descentralizado de regulação da internet. É a melhor opção?
Quando o modelo de regulação atual foi decidido, a maioria dos usuários da internet eram americanos. Hoje não é mais assim. As instituições criadas na época precisam se tornar globais. Esperamos que o Brasil se coloque ao lado da liberdade de expressão e defenda a internet aberta.
Muitos dizem que todos os países já sabiam sobre a espionagem. Se isso é verdade, por que continuamos tão vulneráveis? 
Os especialistas sabiam, mas o grande público não. E ele não entende quão vulnerável está na web. A internet é totalmente insegura. Enviar um e-mail é como mandar um cartão postal, as informações estão abertas. A privacidade é uma ilusão. E o (Edward) Snowden acabou com essa ilusão.
Essa espionagem é uma forma de ciberguerra?
Não. A espionagem é comum. Sempre falei com outros países sobre esse assunto e não encontrei nenhum que não estivesse engajado em algum tipo de espionagem. Tenho quase certeza que o que o Brasil faz tem foco doméstico. Não me surpreenderia descobrir que países da América do Sul espionam uns aos outros. Alguns documentos do Snowden mostram a inteligência de outros países. Eles vão aparecer e reformular o debate.
O Brasil tomou medidas contra a espionagem como criar um serviço de e-mails nacional e comprar um satélite. Funciona?
Isso tudo é “fofo”. Temos uma cadeia de suprimentos global, não fazemos mais as próprias tecnologias e isso cria riscos. É um dilema. Mas não significa que é viável economicamente fazer as próprias empresas. Rússia, EUA, Reino Unido, Israel e talvez os 20 ou 30 maiores cibercriminosos do mundo são capazes de quebrar qualquer sistema de segurança existente no mundo.
O que Brasil deveria fazer?
Pode fazer as empresas observarem melhor suas engrenagens, criar redes mais seguras e se engajar de forma positiva internacionalmente. A democracia não acontece. Há pessoas que a defendem. Não vejo o Brasil fazer isso.
O que você quer dizer?
Não vejo o Brasil defender a democracia. Não tenhamos ilusões sobre isso. O Brasil não assinou a Convenção de Budapeste e isso é muito questionável. Façam isso, invistam em engrenagens básicas, defendam a internet aberta e 90% do problema vai desaparecer.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Agora é oficial: Nexus 5 aparece no Google Play

Desta vez temos um vazamento oficial: por um breve período de tempo, o LG Nexus 5 ficou visível na página do Google Play e algumas pessoas puderam acessá-lo.

lg nexus play Agora é oficial: Nexus 5 aparece no Google Play


Além de confirmar a nova interface do Android 4.4 Kitkat, com menu de navegação e barra de status transparentes, há o destaque para incorporação do Hangouts à plataforma, substituindo o tradicional aplicativo de Mensagens.

A aparição também revelou um novo ícone para a câmera e uma breve descrição (com preço!) do novo dispositivo: “Capture o dia a dia e o máximo disso tudo de novas maneiras. A partir de US$ 349″ dizia a página do Google Play.

E claro, esses sortudos visitantes puderam capturar a bonita e limpa imagem no novo Nexus para todos nós.

Senhoras e senhores, aqui está o LG Nexus 5:

lg nexus 5 e1382060459210 Agora é oficial: Nexus 5 aparece no Google Play
Dica: Clique na imagem para ampliar. :-)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Livraria digital iba quer chegar a 1 milhão de clientes este ano

imagem: Internet

Marina Tsutsumi, no Mobili Time

Pela primeira vez, os principais players do mercado de conteúdo digital, como Amazon, Kobo e iba, participam de uma edição da Bienal do Livro no Rio de Janeiro. MOBILE TIME conversou com a brasileira iba sobre as expectativas do mercado e do evento, que vai até o próximo domingo, 8 de setembro.

O iba tem mais de 18 mil publicações no portfólio, entre e-books, revistas e jornais digitais e supera mais de 500 mil usuários com seus aplicativos para iPad, tablets Android e Windows PC. “A participação do iba na Bienal é um marco para a gente, porque pela primeira vez o mercado entende que tem uma base instalada de tablets suficiente para existir um espaço para o livro digital. Pela primeira vez valeu à pena montar um espaço lá. O retorno das pessoas foi muito positivo, há um bom público que já nos conhecia e, ao mesmo tempo, um público enorme, principalmente jovens, que estão prontos para descobrir a leitura digital”, diz Ricardo Garrido, diretor de operações do iba.

A loja tem registrado um crescimento médio de 50 mil clientes por mês nos últimos meses e espera alcançar 1 milhão de leitores até o final do ano. Garrido acredita que há dois fenômenos paralelos que vão determinar esse aumento: “O primeiro é que a leitura digital ainda não explodiu no Brasil. Muita gente esperava que isso acontecesse em 2012. Parece que agora é o momento que vai acontecer. Ao mesmo tempo, a base de tablets cresceu muito além do que todo mundo imaginava, impulsionada principalmente pelos tablets low end. Com isso, as pessoas estão sedentas por algo, por apps e funções com um uso mais bacana dos tablets.”

No futuro, o diretor espera que o mercado de livros digitais cresça gradativamente, com as pessoas que já possuem hábito de leitura e que vão migrar para a plataforma digital, e também com novos leitores. “A conquista de novos leitores é um movimento mais lento, que virá com a mudança de geração. Isso tem a ver com a educação e com o preparo cultural dos leitores, puxados pela disponibilidade de plataformas, pelo lançamento de conteúdo e pela transformação da educação”, afirma.

Perfil dos leitores
Segundo uma pesquisa do iba, realizada com 10 mil leitores no final de 2012, o perfil do público consumidor de conteúdo digital é essencialmente masculino (cerca de 60%), com idade média de 38 anos e das classes A e B. “Hoje o perfil é de chefe de família, adulto e bem pago. Mas com o crescimento dos tablets mais baratos e a entrada desse dispositivo na educação, esse perfil vai sofrer grandes transformações nos próximos dois anos”, conclui Garrido.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Receita vai usar reconhecimento facial para identificar suspeitos de não declarar bens

imagem: Internet - reconhecimento de emoções através da face

Mariana Schreiber, Folha de S.Paulo

A Receita Federal está desenvolvendo um sistema que vai fazer o reconhecimento facial dos passageiros aéreos internacionais para identificar pessoas suspeitas de estarem extrapolando a cota permitida para a compra de produtos no exterior sem declarar.

Atualmente, o limite é de é de US$ 500 no caso de turistas que chegarem por vias aéreas ou marítimas e de US$ 300 para viajantes terrestres.

O subsecretário de aduana e relações internacionais da Receita, Ernani Argolo Checcucci Filho explicou que o objetivo é que as companhias aéreas passem a lista das pessoas que embarcaram no avião --seus nomes e dados como volume de bagagem-- para que a Receita cruze essas informações com outros dados, levantando suspeitos.

A partir daí essas pessoas serão identificadas quando passarem por um aparelho que fará o reconhecimento facial a partir da foto do passaporte que já estará no sistema da alfândega.
"A pessoa nem precisará parar. O reconhecimento será feito com ela andando. A intenção é ser menos intervencionista possível, mas ao mesmo tempo parar os casos que devem ser parados [na alfândega]", disse ele.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Assaltos e furtos são mapeados em app colaborativo


Fernando Paiva, no Mobile Time

O cidadão brasileiro agora tem uma nova arma contra o crime: o seu smartphone. Foi lançado esta semana o "B.O. Coletivo", um app colaborativo que tem como objetivo mapear nas grandes cidades os locais onde ocorrem assaltos, furtos e outros incidentes relacionados a segurança pública.

A iniciativa partiu de um grupo gaúcho homônimo que desde maio promove uma ação nas ruas de Porto Alegre que consiste em colar cartazes com a frase "Aqui fui assaltado" e um espaço para que as vítimas assinem seus nomes. "É uma forma de protestar e de divulgar essa informação, para evitar que outras pessoas sejam vítimas nos mesmos locais", explica Ricardo Maluf, um dos fundadores do grupo, que hoje conta com seis membros ativos e não tem fins lucrativos. A ideia foi levada para outras cidades, como Rio de Janeiro ou Maceió, e logo surgiu o convite para a criação de uma versão em aplicativo móvel, com o desenvolvimento feito de graça pela Stout26, produtora de Porto Alegre.

O app permite que o usuário marque no mapa o local onde foi vítima. Cada inserção vira um alfinete colorido sobre a cidade (é usado o Google Maps) e se torna visível para todos. As cores variam de acordo com o tipo de ocorrência: vermelho para roubos; preto para furtos; bege para sequestros; e verde para outros. É possível clicar no alfinete e ver mais detalhes informados pela vítima. Para incluir qualquer ocorrência, o sistema exige a autenticação via Facebook. A identidade das pessoas, contudo, é preservada: seu nome não aparece vinculado ao caso reportado no mapa.

Nesses primeiros dias de vida do app, a maioria das ocorrências são de Porto Alegre, onde vive a maioria dos idealizadores. Mas na prática é possível informar sobre assaltos em qualquer lugar do mundo que conste no Google Maps. Em uma versão futura do aplicativo, as ocorrências serão agrupadas por bairro nas grandes cidades e será criada uma escala de cores para indicar as áreas mais perigosas. Uma sugestão deste noticiário: criar filtros por período, para verificar o crescimento ou a diminuição de ocorrências em uma determinada área ao longo do tempo. Por enquanto o app está disponível apenas para iOS. A versão para Android será lançada até o fim do mês.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Anistia Internacional coloca usuários do Facebook no banco dos réus

Por Amanda de Almeida, no Brainstorm9
Trial by Timeline mostra quais atos do seu dia a dia registrados em sua linha do tempo são considerados crimes em outros paísessentence
Anistia Internacional está usando bem as redes sociais para impactar as pessoas mundo afora. Depois do Tweet Censurado, agora é o momento de fazer os usuários do Facebook sentirem na pele uma repressão que é comum em diversos países. Trial by Timeline é um aplicativo desenvolvido pela Colenso BBDO Auckland que mostra quais atos do seu dia a dia – que você fez questão de compartilhar – são crimes que podem ser punidos com tortura e encarceramento mundo afora.
Ao aceitar ser julgado, o aplicativo analisa sua timeline para buscar crimes dos quais você é culpado, para depois sentenciá-lo. Nada escapa. No meu caso, por exemplo, eu recebi 94 condenações por 6 crimes em 68 países. A começar pelo fato de eu ser mulher: em 40 países, eu poderia ser morta por extremistas. Por ser jornalista, poderia ser espancada em 39 países. O exercício da liberdade de expressão permite que eu seja torturada em um país. E aquela cerveja com os amigos? Prisão em três países.
Todos os países onde estes abusos podem ocorrer são listados. No final, também há um mapa que mostra quantas vezes o usuário seria espancado, torturado, mutilado, estuprado… Não é um pensamento agradável, talvez por isso mesmo possa causar algum tipo de efeito nas pessoas.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias

Se você acha que a leitura é uma prática entediante, talvez seja hora de rever seus conceitos. Conheça 10 bons motivos para ler todos os dias e transformar isso em um hábito
Publicado no Universia Brasil - [via Livros e Pessoas]
10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias
Crédito: Shutterstock.com
Livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama
Uma das práticas que os jovens consideram mais entediantes é a leitura. Não é raro ouvir reclamações sobre a obrigatoriedade da leitura, mesmo que algumas histórias surpreendam por atrair o interesse. Contudo, estabelecer o hábito da leitura pode trazer diversos benefícios para a vida, tanto no mundo acadêmico quanto na carreira. Confira a seguir 10 motivos pelos quais você deveria ler todos os dias:

1. Estímulo mental

cérebro necessita treinamento para se manter forte e saudável e a leitura é uma ótima maneira de estimular a mente e mantê-la ativa. Além disso, estudos mostram que os estímulos mentais desaceleram o progresso de doenças como demência e Alzheimer.

2. Redução do estresse

Quando você se insere em uma nova história diferente da sua, os níveis de estresse que você viveu no dia são diminuídos radicalmente. Uma história bem escrita pode transportá-lo para uma nova realidade, o que vai distraí-lo dos problemas do momento.

3. Aumento do conhecimento

Tudo o que você lê é enviado para o seu cérebro com uma etiqueta de “novas informações”. Mesmo que elas não pareçam tão essenciais para você agora, em algum momento elas podem ajudá-lo, como em uma entrevista de emprego ou mesmo durante um debate em sala de aula.

4. Expansão de vocabulário

A leitura expõe você a novas palavras que inevitavelmente elas serão incluídas no seu vocabulário. Conhecer um número grande de palavras é importante porque permite que você seja mais articulado em seus discursos, de maneira que até mesmo a sua confiança será impulsionada.

5. Desenvolvimento da memória

Quando você lê um livro (especialmente os grandes) precisa se lembrar de todos os personagens, seus pontos de vista, o contexto em que cada um está inserido e todos os desvios que a história sofreu. A boa notícia é que você pode utilizar isso a seu favor, fazendo dos livros um treino para a sua memória. Guardar essa quantidade de informações faz com que você esteja mais apto para se lembrar de eventos cotidianos.

6. Habilidade de pensamento crítico

Já leu um livro que prometia um mistério confuso e acabou por desvendá-lo antes mesmo do meio da história? Isso mostra a sua agilidade de pensamento e suas habilidades de pensamento crítico. Esse tipo de talento também é desenvolvido por meio da leitura. Portanto, quanto mais você lê, mais aumenta sua habilidade de estabelecer conexões.

7. Aumento de foco e concentração

O mundo agitado de hoje faz com que sua atenção seja dividida em várias partes, de modo que manter-se concentrado em apenas uma tarefa torna-se um desafio. Contudo, livros com histórias envolventes são capazes de desligar você do mundo ao redor, fazendo com que sua atenção esteja inteiramente voltada para o que acontece na trama. Embora você não perceba, esse tipo de exercício ajuda você a se concentrar em outras ocasiões, como quando precisa finalizar um projeto urgente.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mais da metade da população não tem acesso à internet


Dados da pesquisa Pnad do IBGE mostram que a proporção de pessoas que utilizaram a internet passou de 20,9% em 2005 para 46,5% em 2011.
imagem: Internet
Publicado originalmente no Estadão
O aumento da renda, o acesso ao de mercado de trabalho, o crédito fácil e a perda do “medo” da tecnologia entre os mais velhos foram fatores decisivos para a inclusão digital no País, entre 2005 e 2011, porém mais da metade da população de 10 anos ou mais de idade ainda não tem acesso à internet. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a proporção de pessoas que utilizaram a internet passou de 20,9% para 46,5%.
Em seis anos, houve um aumento de 45,8 milhões de internautas – média de quase 21 mil por dia. Utilizaram a internet no período de três meses antes da data da entrevista 77,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade, em 2011.
Embora ainda sejam as mais resistentes à rede mundial de computadores, as pessoas de 50 anos em diante tiveram peso decisivo no aumento da legião de internautas: passaram de 7,3% para 18,4% do total da população nesta faixa etária. Em números absolutos, foi o maior crescimento, passando de 2,5 milhões de usuários nesta faixa etária para 8,1 milhões – crescimento de 222%.
Outro crescimento significativo aconteceu no outro extremo, com os internautas de 10 a 14 anos. Em 2005, 24,3% das crianças acessavam a internet, proporção que saltou para 63,6% em 2011.
A pesquisa levou em consideração apenas os acessos à internet por computador, não houve perguntas sobre acesso por meio de telefones celulares e tablets.
“A inclusão digital se dá sem medo entre os jovens. Entre os mais velhos, demora um pouco, mas é crescente, inclusive para acesso a banco, para declarar imposto de renda”, diz o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azevedo.
Embora a renda seja um fator importante de acesso à internet, é interessante notar que as mulheres jovens, que têm renda menor que os homens, porém maior escolaridade, estão mais na rede mundial de computadores do queimagem: Internet os homens. E há mais usuários da internet na população com renda de 3 a 5 salários mínimos do que entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. A explicação é que a faixa mais rica da população é também a faixa mais velha, ainda “engatinhando” no mundo virtual.

Tudo o que acontece na internet em apenas um minuto


publicado no IDGNow
Nesta sexta-feira, 17/04, comemora-se o Dia Mundial da Sociedade da Informação, que acabou sendo interpretado como dia mundial da internet. Um fenômeno tão grande, tão revolucionário e com tantas facetas que é impossível entender tudo o que está acontecendo numa só olhada.
O que acontece nesse universo num minuto? O blog Inside Scoop, mantido pela Intel, resolveu sumarizar num quadro tudo o que rola na rede nesses sessenta segundos. Só um trailer: em um minuto, 204 milhões de emails são enviados. A Amazon fatura 83 mil reais em vendas. Enquanto usuários fazem upload de 3 mil fotos para o Flickr, outras 20 milhões de fotos são vistas. Pelo menos 6 milhõe de páginas do Facebook são vistas ao redor do mundo. Mais de 61 mil horas de música tocam na rede Pandora e mais de 1,3 milhão de clips são assistidos no YouTube.
Confira (e clique no gráfico para vê-lo em tamanho real):
1 minuto de internet - By Intel

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Eu estava errado", diz jornalista que ficou um ano sem Internet

Em suas conclusões sobre período afastado, Paul Miller diz que tinha visão errada sobre web e rebate teorias de que Internet deixa pessoas estúpidas e solitárias.
publicado no IDGNow

"Eu estava errado". É assim que o jornalista de tecnologia Paul Miller começa seu textopara falar sobre a experiência de ficar um ano sem acesso à Internet. Miller havia anunciado sua saída da web em 30 de abril do ano passado.

"Há um ano eu saí da Internet. Achava que estava me tornando improdutivo. Achava que faltava sentido nela [Internet]. Pensava que estava 'corrompendo minha alma'", afirma o jornalista de 27 anos do site especializado The Verge.

Miller diz que quando aceitou a proposta do site para se afastar da Internet estava esgotado e queria um tempo da vida moderna. "Me senti livre no início", conta sobre ter desconectado o cabo de Ethernet às 23h59 de 30/4 de 2012 - ele também trocou seu smartphone por um celular comum.

A ideia inicial de Miller, como um jornalista de tecnologia, era conseguir "descobrir o que a Internet havia feito comigo ao longo dos anos. Entendê-la ao estudá-la de longe". Como afirma no texto, queria não apenas virar uma pessoa melhor, mas "ajudar todos a virarem pessoas melhores".

Entre as descobertas positivas do seu ano longe da Internet, Miller cita as cartas de papel, já que não podia mais usar e-mail. "Consegui uma caixa postal neste ano e não consigo explicar como é ótimo ter sua caixa cheia de cartas de leitores. É algo tangível, e difícil de simular com um cartão eletrônico (e-card)", afirma.

No entanto, ele nota que o processo de aprendizado não foi tão grande como o esperado. "Na verdade, a maioria das coisas que eu estava aprendendo poderiam ser feitas com ou sem uma conexão com a Internet - você não precisa ficar um ano sem Internet para perceber que sua irmã tem sentimentos."

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Além disso, Miller diz ter "aprendido como fazer um novo estilo de escolhas erradas longe da Internet". "Abandonei meus hábitos offline positivos, e descobri novos vícios offline. Em vez de pegar o tédio e a falta de estímulo e transformá-los em aprendizado e criatividade, me voltei para o consumo passivo e ao recuo social", afirma, notando que não anda muito de bicicleta e que na maior parte da semana não sai com outras pessoas. "Meu lugar favorito é o sofá".

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Conheça os conceitos que vão mudar a escola e o aprendizado

Em evento em São Paulo na semana passada, exemplos de modelos de ensino inovadores dos Estados Unidos mostram como será a educação do futuro


Tatiana Klix, no iG
“Na sala de aula, cada um é diferente e aprende de forma diferente”. A afirmação feita por Joel Rose, cofundador e diretor executivo da New Classrooms Innovation Partners, em evento em São Paulo na semana passada sobre novos modelos para o ensino público, é senso comum entre professores e o desafio principal de quem pensa e trabalha pela educação do futuro. No Transformar 2013, que reuniu mais de 800 pessoas, entre educadores, gestores e empreendedores, exemplos concretos norte-americanos de escolas inovadoras – e bem sucedidas – mostram que já é possível personalizar a aprendizagem e como não há apenas um modelo para fazer isso.
Conheça conceitos que vão transformar as escolas (e onde foram aplicados):
Personalização – Entender as necessidades de cada estudante é o diferencial da School of One, uma plataforma criada para escolas de Nova York por Rose e Christopher Rush e que tem a tecnologia como principal aliada para a tarefa. Baseado em uma avaliação feita no início do ano, o sistema elabora um mapa de habilidades e plano de estudos individual. Mas, para isso, utiliza experiências de outros alunos. Um enorme repositório de lições está disponível e o banco de dados prevê que tipo de atividade é mais adequado ao perfil de cada um. “A melhor maneira de aprender pode ser com aulas online, em grupos ou estudando sozinho. O nosso algorítimo usa as experiências já aplicadas para identificar isso”, explicou Rose. Uma receita parecida é usada no grupo de escolas Summit, na Califórnia , na qual os estudantes também passam por uma avaliação no início do ensino médio, para elaborar um plano de estudos de acordo com seus objetivos de carreira. A tecnologia, novamente, é usada para avaliar em todos os momentos o que cada aluno já aprendeu e se já está pronto para aprender mais. “Cada um segue no seu ritmo”, contou a diretora executiva da rede, Dianne Tavenner.
Divulgação: Salas de escolas orientadas pela New Classrooms
 proporcionam que cada um aprenda do seu jeito


Plataforma adaptativa
 – Para proporcionar o ensino personalizado, existem plataformas tecnológicas de ensino online que ajudam a elaborar e entregar os conteúdos necessários para os diferentes tipos de alunos. José Ferreira, fundador da Knewton, ferramenta que fornece lições de matemática, diz que o volume gigante de informações – maior que o do Facebook – que sua base de dados oferece revoluciona o ensino. A plataforma mostra ao professor com agilidade o que os estudantes aprendem, quando erram, no que tem dificuldades e como aprendem e ajuda a elaborar aulas.
Ensino híbrido – A sala de aula já não tem mais um professor falando em frente ao quadro negro e alunos sentados em carteiras organizadas em fileiras iguais nas oito escolas públicas gerenciadas pela ONG New Classrooms, de Joel Rose. Para que cada um possa aprender do seu jeito, também é realizada uma mudança física e os alunos sentam nas mais variadas formas: sozinhos, em grupos pequenos ou grandes, em frente a computadores ou usando material impresso. No espaço reorganizado, fazem atividades distintas, algumas online e outras, não. Para que esse modelo híbrido funcione, o papel do professor também muda para o de mentor. Segundo Tavenner, das escolas Summit, os docentes acompanham as atividades realizadas em um espaço grande, sem paredes, e orientam os alunos de várias formas: resolvendo dúvidas, questionando, provocando debates, orientando atividades e projetos.
Divulgação
Na escola Quest to Learn, em Nova York, alunos aprendem jogando
Engajamento – O interesse das crianças é o ponto de partida para o aprendizado na escola de ensino fundamental Quest to Learn, em Nova York. Apoiada pelo Instituto of Play, um estúdio de design sem fins lucrativos liderado por Brian Waniewski, a escola constrói o engajamento dos alunos por meio de jogos. Segundo Waniwski, a lógica dos videogames é apropriada para o aprendizado porque proporciona um ambiente com regras, nas quais há etapas a serem vencidas, mas que tolera erros. E mais: oferece feedback constante. Para usar esses elementos, o Instituto of Play tem profissionais especializados em criar jogos educativos que dão suporte aos professores e incentiva também os alunos a inventarem os seus próprios. Outra forma de promover o engajamento é conectar o ensino com a realidade. Essa é a aposta de Melissa Agudelo, reitora de admissões do grupo de 11 escolas High Tech High, de São Diego. “Os alunos precisam ver sentido no que aprendem”, diz. Nas escolas, há muitas atividades práticas, os alunos saem da sala de aula e têm experiências na comunidade e precisam resolver problemas reais.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Crimes que abalaram o Facebook em 2012






















4. Mãe usa conta falsa no Facebook para expor pedófilo para sua filha

O Facebook também utilizado para prevenir crimes. É o que Julie Myfors fez para salvar sua filha de um pedófilo. Ela criou uma conta falsa no Facebook e no Yahoo! e adicionou William Elms, de 19 anos. Afirmando ser uma jovem de 15 anos, Myfors conseguiu reunir conversas e imagens de Elms se exibindo. Após juntar todas as provas, ela levou o conteúdo à polícia, que prendeu o jovem. O rapaz já havia sido preso por violar a condicional ao ser acusado de abuso infantil.

5. Homem faz piada no Facebook no dia que é preso por matar adolescente


Infelizmente, casos de assassinatos são comuns no Facebook e há quem não se importe em contar a todos. É o caso deMatthew Norcott, de 27 anos. Norcott foi acusado pelo assassinato de sua amiga, Lara Smith. Ambos estavam em um carro em direção à Hertfordshire, na Inglaterra.

Sob o efeito de drogas, o homem dormiu ao volante, causando o acidente que matou a jovem de 17 anos. Além disso, Norcott portava 13 comprimidos de ecstasy. Não bastasse o ocorrido, o homem usou o Facebook para fazer piada sobre a situação e contar vantagem aos seus amigos. Norcott publicou em seu mural que a data do julgamente seria “o dia mais rei de todos” e que sempre conseguia se livrar de situações difíceis. Neste caso, porém, o rapaz não teve a mesma sorte e foi condenado à sete anos de prisão.

6. Justiça condena jovens que mandaram matar menina por post no Facebook

Menina de 15 anos foi esfaqueada por conta de briga no Facebook (Foto: Reprodução)

Discussões tolas no Facebook podem acabar em tragédia. É o caso da jovem Joyce Winsie, de apenas 15 anos, que ficou conhecido como “Assassinato do Facebook”. Depois de discutir na rede social com a colega de escola, Polly W., de 16 anos, Joyce foi assassinada em um plano arquitetado pela menina e Wesley C, namorado dela, de 18 anos.

O rapaz contratou outro jovem, de 14 anos, que por R$ 400 teria assassinado a jovem. O crime gerou muita comoção na Holanda pela frieza com que foi executado. O assassino chegou à casa de Joyce, a chamou e disse que tinha uma encomenda para ela. Ao abrir a porta, a jovem foi esfaqueada. O adolescente foi julgado e pegou um ano de detenção mais três anos em uma clínica psiquiátrica.

7. Pai mata filhos depois que ex-mulher trocou status no Facebook

Mais um crime bárbaro foi motivado por atualizações no Facebook. Depois de se separar da esposa, Graham Anderson passava alguns dias com os filhos de 11 e 3 anos. Um dia, após acessar a rede social, conferir o perfil da ex-mulher e perceber que ela mudou o status do Facebook para um relacionamento sério, o homem assassinou os dois filhos e se suicidou em seguida. O crime ocorreu em Wiltshire, na Inglaterra.

8. Após 25 anos, homens são libertados graças a post no FacebookIrmãos comemoram chance de serem liberados da
cadeia (Foto: Reprodução)

Felizmente o Facebook também é usado para fazer justiça. É o caso dos irmãosRaymond e Thomas Highers. Ambos estiveram presos por 25 anos por um crime que não cometeram, em Ohio, nos Estados Unidos. Os dois foram condenados por homicídio, mas uma ex-vizinha usou o Facebook para abrir o jogo e falar que havia algo não esclarecido no caso, além de mais testemunhas.

As informações levaram a um ex-colega do homem assassinado, que afirmou que os reais responsáveis eram quatro homens negros, ao contrário dos irmãos. Após pagamento de fiança de R$ 40 mil, ambos puderam deixar a cadeia.


O Facebook foi vitrine para muitos crimes chocantes em 2012. Além das muitas novidades que surgiram na rede de Zuckerberg, os casos comoventes e as polêmicas envolvendo o site bombaram no ano que chega ao fim. Por isso, o TechTudo preparou uma retrospectiva dos temas que mais deram o que falar na rede social. Confira abaixo.

1. Jovens vão para cadeia após vídeo mostrar agressão à mulher de 48 anos
Agressão foi filmada e colocada na Internet
(Foto:
Reprodução)


A cidade de Chester, nos EUA, foi palco para um crime revoltante. Quatro jovens invadiram a casa de uma senhora com problemas mentais e a agrediram.

Não bastasse toda a brutalidade, os rapazes filmaram toda a ação e publicaram no Facebook. O caso ocorreu em outubro e causou comoção e revolta, não só na cidade, mas em todo o mundo.

2. Jovens são acusados de matar idoso após postarem vídeo do crime no Facebook

Situação semelhante aconteceu em Chicago, também nos Estados Unidos. Três adolescentes assassinaram um idoso de 62 anos com pancadas. Malik Jones, de 16 anos, Nicholas Ayala, de 17, e Anthony Malcom, de 18, filmaram toda a ação e postaram tudo no Facebook.

Depois de ser compartilhado por centenas de pessoas, o vídeo chegou a um colega de trabalho de Delfino Mora, idoso morto. O homem chamou a polícia e os jovens foram presos. Jones, um dos acusados, pagou fiança e foi liberado.

3. Jovem é preso por ofender pelo Facebook criança de 5 anos assassinada

April Jones, de 5 anos, que foi sequestrada e
assassinada (Foto: Reprodução)
A rede social também se tornou um lugar repleto de opiniões controversas. Matthew Woods, de 19 anos, usou sua conta no Facebook para fazer piadas de mau gosto sobre o sequestro de uma menina de 5 anos.

Woods brincou com o nome da menina sequestrada, April Jones, fazendo relação entre a data April Fools, dia da mentira, nos Estados Unidos. Depois das piadas, dezenas de pessoas foram até a casa do jovem, a polícia foi acionada e o prendeu. O jovem passou três meses na prisão.
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