"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quem não se comunica, se intrubica!




É possível que muitos desta nova geração não reconheçam esta frase: Quem não se comunica, se intrubica. Frase do inimitável comunicador Abelardo Barbosa, mais conhecido como Chacrinha, repetida várias vezes nas tardes de sábado. A comunicação é essencial não apenas para quem trabalha com ela, ou para quem vive dela, como os comunicadores em massa. Mas a comunicação faz parte do nosso dia-a-dia, através de textos, imagens e fatos, não temos como fugir dela.

Mas a questão é, nos comunicamos de forma eficiente? Nos fazemos entender e nossos interlocutores compreendem bem o que estamos dizendo? Não é apenas uma questão de compreensão léxica, mas o sentido que a combinação das palavras transmitem. É um desafio ser um bom comunicador, primeiro por que antes de comunicar, você precisa ter as idéias bem claras e organizadas na sua mente. Pois se você não entender o que quer comunicar como espera que outras pessoas entendam? Segundo, o processo de compreender é tão importante quanto o de ser compreendido. Veja a imagem abaixo:



Este é um exemplo clássico dos problemas na comunicação no desenvolvimento de sistemas, precisamos passar a compreensão mais precisa possível para nossos interlocutores. Com esta postura, já podemos evitar muito retrabalho e desgaste entre as partes envolvidas. Afim de evitarmos este desgaste listo alguns pontos que podemos ter cuidado neste processo:

1. Conheça seu público - É importante você saber para quem você está falando, nível cultural, conhecimento técnico, conhecimento do negócio, nível estratégico.

2. Conheça sobre o que irá falar - Falar sobre algo que nem você mesmo tem clareza, é no mínimo temerário e corre um grande risco de passar vergonha.

3. Deixe claro suas expectativas - é importante as pessoas saberem o que você espera delas e onde você espera chegar com base no que você está comunicando.

Este último ponto é crucial, principalmente para quem lidera equipes e precisa constantemente estar comunicando os objetivos, deixar claro quais objetivos devem ser alcançados e em qual prazo deve ser concluído. Não saber onde chegar é altamente desmotivador, já a clareza dos objetivos desafiador. Lançar a visão de forma clara é cativante, e vou mais além, acredito que ser um bom comunicador é um dom. Mas se você não tem não se desespere, você pode melhorar fazendo exercícios de comunicação, apresentando trabalhos na faculdade, dando aula, apresentando uma idéia em uma reunião.

Se você não se comunicar pode se intrubicar! Não existe esta palavra em nenhum dicionário, mas posso traduzir para você:

Quem não se comunica,
dança na chapa quente...
se dá mau...
fica com um abacaxi na mão...
fica a ver navios...

Até a próxima... e se comunique!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ética, ou tem ou não tem!


Antes de qualquer coisa, alguém poderia definir o que é ÉTICA? Muitos de nós entendem e cobram a ética das pessoas, mas não conseguem definir. Para minimizar esta sensação de indefinição, pesquisei e trouxe para este post para que possamos ampliar nossos conceitos.

Acessei o dicionário on-line Priberam e fiz algumas pesquisas e encontrei:

Ética: ciência da moral;
Moral: conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento;
conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas;
parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo;
ética;
teoria ou tratado sobre o bem e o mal;
lição, conceito que se extrai de uma obra, de um fato, etc. ;


Este início de ano tivemos algumas notícias na mídia que retratam o aspecto ético das pessoas, ou a falta dela. Para iniciar, um dos secretários de Obama tem problemas com a receita federal, por não pagar devidamente seus impostos. Aqui no Brasil, tivemos recentemente filha de senador utilizando o telefone celular do senado para uso em viagem internacional. Apenas estes dois exemplos para refletirmos sobre a ética, pois se fossemos enumerar não faltariam exemplos.

Seguindo a definição encontrada, podemos entender o porque de muitas empresas, entidades e organizações civis ou públicas editarem seus Códigos de Ética. Que a princípio são construídos para serem conhecidos e observados, afim de primar pelo bem estar coletivo, e promover continuidade do grupo e convivência pacífica de todos.

A ética é um conjunto de valores que irão reger seu comportamento, e o comportamento da sociedade que você está inserido, seja esta seu pais, sua empresa ou sua família. Este valores irão nortear a sua conduta, daí suas escolhas, que se não forem reguladas por um padrão ético abre a permissividade para satisfazer seus interesses pessoais em detrimento aos interesses do grupo.

Ser ético é manter um padrão comportamento, independente das circunstâncias sob as quais você está sendo submetido. Quase todas as profissões possuem código de ética também, e precisamos estar preparados para enfrentar as situações que exigirão um comportamento ético em nossa profissão, e na empresa que iremos trabalhar. Vou mais além em afirmar que temos uma ética universal que é formada em casa, desde criança, e que no final chamamos de caráter.

Seja ético! Não seja permissivo apenas quando lhe convém. Não existe alguém mais ou menos ético. Não significa dizer que devemos ser infalíveis, mas reconhecer erros também é ético.

Ética, ou você tem, ou você não tem.

Até a próxima.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Razão X Emoção



Razão e emoção são duas esferas da natureza humana difíceis de serem conciliadas, não por si próprias, mas pelo fato de sermos conduzidos desde crianças a tratar como características opostas, quando deveríamos considerá-las como complementares. Na maioria da vezes somos levados a sermos racionais demais e emocionais de menos, forçados à acreditar que o lado emocional é nocivo. Todavia, ninguém consegue viver em um dos extremos, equilíbrio é a palavra de ordem, mas como encontrar este equilíbrio?

Tanto na vida profissional quanto na privada, este equilíbrio deve ser buscado e praticado. Mas quanto de emoção um líder deve ter na tomada de decisão? As empresas, principalmente de tecnologia que devem respirar inovação e criatividade, deveriam ser uma das que mais investem no emocional. Só que estas não são características da esfera racional, mas da emocional. Ou seja, para que criatividade e inovação aflore é preciso que as pessoas estejam com seu lado emocional estimulado positivamente, a exemplo da Google.

Nos processo de negociação e resolução de conflitos, somos levados a acreditar que devemos extirpar a emoção destes processos. Como por exemplo, muitos líderes que pensam que ao pressionarem seus funcionários ao limite da exaustão estão trabalhando em prol da empresa, julgando ser isto racional, onde na verdade estão trilhando um caminho de desmotivação. Uma decisão emocional deve levar em consideração também as necessidades pessoais das pessoas envolvidas.

A liderança racional está preocupada, com o planejamento, como alcançar as metas, como controlar os processos da organização, e para isto levam todos para um hotel, e ao retornar à empresa pouca coisa do que foi dito é operacionalizado. Por que? Porque não atingiram as necessidades das pessoas, não conseguiram o comprometimento delas. A maioria de nós se compromete no que acreditamos, e a crença é um fator emocional.

Já o aspecto emocional da liderança deve levar em consideração a real necessidade das pessoas em consonância com os objetivos da organização. Jonhn Maxwell em seu livro As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder, fala que um líder deve ter carisma, ou seja, as pessoas devem se sentir bem em segui-lo, valorizadas, se sentirem importante. Temos o desejo de estar próximos de quem nos valoriza, isto seja como pessoa ou como profissional.

Racionalmente podemos até sermos forçados à seguir alguém sem carisma, mas quando estamos ligados emocionalmente ao líder ou a organização, nos sentimos valorizados e desafiados à prosseguir e darmos o melhor de nosso esforço produtivo.

Até a próxima.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Em tempos de crise, investir em TI?


Retornando à escrita após alguns dias de férias, andei lendo muitas matérias e a maioria delas faz alusão de forma direta ou indireta sobre a crise mundial que ainda persiste, mostrando que apenas a posse de Barack Obama não seria capaz de acalmar os ânimos do mercado financeiro. Segundo informações no site do UOL a maioria das bolsa no mundo abriram o pregam de hoje em baixa (Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/afp/2009/01/21/ult35u66512.jhtm)

Mas neste início de ano, no meio de incertezas econômicas e perspectivas de pequeno crescimento na economia do pais, muitas empresas retraíram seus investimentos, outras estão tomando ações mais fortes como redução de salários, carga horária e até demissões.

Em um cenário como este é muito mais difícil convencer alguém em investir, principalmente em TI, muitos gestores pensam pela fórmula simplista Lucro = Receita - Despesas, e para manterem o Lucro em índices aceitáveis mexem essencialmente na variável despesa, o que não é de todo errado mexer no custo, mas apenas nele é temerário. Mas, ações como esta podem resolver o problema no curto prazo, a médio e longo prazo a geração de valor agregado para a empresa fica comprometida.

Investimento sempre deve trazer retorno para o capital aplicado, nenhum gestor que se preze vai colocar dinheiro em um projeto que não tenha idéia da taxa de remuneração do seu capital e em quanto tempo seu capital será recuperado, ou quanto de valor vai ser agregado ao seu patrimônio. Este raciocínio deve ser aplicado mesmo em tempos de calmaria financeira, mas em tempos de crise, com recursos mais escassos, o cuidado no investimento deve ser maior. Mas é preciso investir certo, para que os investimentos possam dar diferencial competitivo para a organização.

Um exemplo de uma organização que investiu é a Ágora Corretora, investiu no aperfeiçoamento de seu parque tecnológico e nos processos de gestão de nível de serviço para seus clientes, monitorando em tempo real suas aplicações de home broker, aplicações de seus usuários, usuários do site, atendimento via telefone entre outros. "Tal investimento visa garantir a satisfação do cliente, refletindo no crescimento da companhia", diz Guilherme Medina gerente de TI da Ágora.
(Fonte: http://info.abril.com.br/corporate/infraestrutura/agora-corretora-centraliza-ti-para-gerenciar-melhor.shtml)

Então o que fazer para que sua diretoria aceite seu projeto de melhoramento em TI? Tente responder as perguntas abaixo:

- Como está seu histórico de sucesso em outros projetos na organização?
- Como anda a confiança da diretoria nos atuais serviços?
- A TI está alinhada com os objetivos estratégicos da organização?
- Seus indicadores de avaliação expressam resultados financeiros para a organização?
- A diretoria enxerga a TI como ferramenta estratégica de crescimento?

Se você tem respostas positivas para estas perguntas, você está no caminho para propor novos projetos para melhorar o desempenho da organização através da TI mesmo em meio a crise mundial. Caso contrário, a organização precisa ser modernizada para que então a TI seja modernizada, de outra forma não haverá razão para se investir em nenhum projeto de TI.

A TI por si só não faz milagre, quase faz, mas "não adianta colocar remendo novo em tecido velho". Modernizar a gestão, identificar os pontos falhos, encontrar indicadores que auxiliem a demonstração dos rumos que a organização deve trilhar, além de uma equipe comprometida com o resultado são ações que ajudarão. Isto não é tudo, mas vale apena refletir sobre o que se deseja alcançar com o investimento no projeto, caso contrário esqueça!

Até a próxima semana.
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