"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O melhor lugar para trabalhar


Agora de férias, pelo menos da faculdade, passado o período de correção de provas e projetos retorno à escrita. E neste post trouxe para nossa reflexão a seguinte pergunta: "O que leva você escolher um local para trabalhar?" Talvez você esteja pensado agora, que se dará muito feliz se estiver empregado. De fato, ainda temos elevados níveis de desemprego no Brasil, o que torna a "escolha" um fator pouco importante. Buscamos prioritariamente adquirir recursos para o suprimento de nossas necessidades mais elementares. Todavia, quem entra em uma empresa simplesmente pela necessidade pode torna sua vida um martírio, já que passamos pelo menos um terço de nosso dia no trabalho.

No último dia 16 saiu o ranking das 25 melhores empresa para se trabalhar na América Latina[*], destas, 4 são no território tupiniquim. São elas:

2º lugar - Chemtech, Brasil
12º lugar - Caterpillar, Brasil
23º lugar - Microsoft, Brasil
24º lugar - Accor, Brasil

O ranking foi formado levando em consideração os seguinte critérios, que são percebidos nas organizações, credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem. Para a consultoria que realizou a pesquisa[*], em todas as organizações foi nitidamente perceptível o crescente investimento no ambiente de trabalho e na gestão das pessoas.

A grande maioria dos gestores das empresas tem a preocupação de proporcionar investimentos apenas no ativo imobilizado, esquecendo do investimento no capital humano. Atribuo isto ao legado escravocrata em que os senhores de engenho exigiam o máximo de produção, com o mínimo de condição de trabalho, ou melhor nenhuma condição de trabalho. Este legado é potencializado pelo fato de termos, como falei anteriormente, altos níveis de desemprego.

Quando um empresa já nasce com valores mais humanos, não será difícil dela se tornar um excelente lugar para se trabalhar. O grande desafio é fazer isto em empresa onde já existe uma cultura organizacional incutida na mente dos funcionários, principalmente os mais antigos, que acaba contaminando as novas contratações. Mudar isto é possível!!! Mas é necessário uma mudança de cima para baixo, primeiro reconhecer que existe um dragão organizacional que tenta destruir toda tentativa de mudança desta cultura.

Veja se você identifica este dragão, normalmente ele faz as seguintes colocações: "sempre foi assim", "não é a primeira vez que vêem com novidades", "nunca funcionou, porque vai funcionar agora?", "estão dando isto, mas vão pedir tua alma!"... Não vou continuar para não ficar deprimido!!! Bem, mas ele existe e para que uma mudança de tratamento e aceitação seja incorporado é necessário que a mudança seja efetiva, e não apenas para inglês ver.

O melhor lugar, para mim, é o que lhe paga melhor (sem ser capitalista), tem políticas bem definidas e efetivas de recursos humanos, e investe em infra-estrutura de trabalho. Seu emprego é assim?

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Você tem um plano de Cargos e Salários?


No interior onde nasci, quando alguém demorava refletindo sobre algum assunto, dizia-se que estava "matutando". Pois bem, estive "matutando" sobre a Gestão de Carreiras das empresas ou Planos de Cargos e Salários, e me veio o seguinte questionamento: "Quem deve gerir a nossa carreira é a empresa ou nós mesmos?". A primeira resposta que deve vir a sua mente é: claro que nós mesmos devemos gerir nossa carreira!. Mas será que de fato você tem gerido sua carreira ou colocado esta responsabilidade nas mãos da empresa que você trabalha ou deseja trabalhar, olhando apenas o para o plano de cargos e salários que ela oferece?

Não sou contra os Planos de Carreiras das empresas, pelo contrário, eles são extremamente importantes para que seus funcionários conheçam as intenções da empresa e saibam quais perspectivas podem ter, tanto do ponto de vista de progressão funcional como salarial. Esta perspectiva é importante pois se você acompanha anualmente o ranking das 500 maiores e melhores empresas para se trabalhar, verá que é crescente a valorização das perspectivas oferecidas pelas empresas. Isto porque precisamos alinhar nossos desejos com os desejo que guiam a empresa, assim seremos mais produtivos.

Mas na prática, o que você tem feito para de fato gerir sua carreira? Me fiz algumas perguntas até para me avaliar e ver o que preciso fazer para melhorar este gerenciamento. Dentre muitas coisas que você pode fazer como: definir onde você quer chegar, se preparar para chegar lá, criar uma network. A principal delas é estabilidade financeira.

Você deve estar me achando maluco, no meio de uma crise global, tanta gente perdendo emprego e muitos enfrentando reduções salariais para se manter no emprego, me ouvir falar de estabilidade financeira parece ridículo. Mas não é, e foi exatamente esta crise que me fez ver que devemos gerenciar nossa carreira e não se deixar guiar apenas pelos planos de cargos e salários. Raciocine comigo!

Em finanças não existe ministério, é matemática pura. Precisamos gastar menos do que ganhamos para não termos dificuldades financeiras. Se quisermos ter estabilidade financeira precisamos poupar parte do salário, algo em torno de 10 a 20%. Poupando mensalmente este percentual você estará caminhando para sua estabilidade financeira. Tive um professor na faculdade que dizia: temos que ter reservado pelo menos 6 salários. Isto lhe proporcionará trabalhar traçando uma meta pessoal, e viabilizando ela com suas economias, sem aguardar que a empresa, de boa vontade, lhe pague aquele curso que você deseja, ou você entre em algum programa de incentivo ao ensino.

Isto não é fácil, e não ocorre como em um passe de mágica, requer esforço e acima de tudo disciplina. Desta forma, se você conseguir equilibrar suas finanças você terá muito mais condições de determinar seu Plano de Cargos e Salários. Sem falar que, se você consegui gerir bem sua vida financeira, conseguirá gerir suas atividades diárias, sua carreira, seu futuro. Ampliar os horizontes e os alicerces nos fazem crescer, defina você mesmo seu plano de cargos e salário. Medite nisto!

Até a próxima!

Ps: Não deixe de avaliar e comentar o artigo, sua opinião é importante!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Caindo da nuvem!

Segurança é o ponto crucial na computação em nuvem (cloud computing). Apesar da efervescência do mercado de TI (os empolgados), em jogar tudo para cima (na nuvem), podem acabar de fato vendo algumas coisas irem para o "espaço". E por que isto? O ponto chave é a segurança. A segurança na computação em nuvem não pode ser feita de maneira tradicional, ainda não temos um modelo ideal, mas uma coisa é certa: assim como há a destribuição das aplicações, distribuição do hardware, haverá distribuição da segurança.

A edição de abril da InfoExame abordou justamente a questão da segurança, com metéria de capa: "Dá pra confiar no Google?". A arquitetura computacional do Google é amplamente baseada na Cloud Computing, e na matéria traz testemunho de pessoas que perderam documentos no GoogleDocs, tiveram sua conta no Orkut desativada, acesso ao Gmail comprometido... Segundo o site TechCrunch, pode haver perda de dados do GoogleDocs de até 0,5%. Que para a Google é considerado baixo (segundo o site, resposta da Google a um usuário). Mas imagine que neste 0,5% está um documento muito importante, ou informação única da família. Você caiu da nuvem, mas além do problema da segurança, do ponto de vista da integridade dos dados, existe o problema de acesso a informação. Este último é uma interrogação ainda para os especialistas em segurança... Vão ter muito trabalho por ai.

Na contra-mão disto, vem a Azul Linhas Aereas, empresa de aviação recém criada, que utiliza os recursos computacionais para ampliar sua capacidade operacional de atendimento na Internet. Sua grande idéia é em períodos de pico é utilizar soluções em "Nuvem" para ter uma capacidade escalável e mais barata, ao invés de ter uma capacidade de servidores instalada e ociosa nos "vales" de atendimento. Fonte:[*]

Acredito que o Cloud Computing é um caminho sem volta, só precisamos aprender a utilizar e preparar nosso sistemas para portabilidade (não é coisa só de operadora de celular). Junto com isto, levamos de brinde conceitos de Computação distribuída e de SOA (Service-Oriented Architecture). Para quem já tem seus softwares distribuídos, ótimo, a cloud cai como uma luva. Para quem não tem seus softwares distribuídos uma alternativa é o SOA. Esta é uma solução adotada pelos bancos, quando fazem fusões, para resolver seus problema de integração de sistemas.

Até a próxima!
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