"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Assaltos e furtos são mapeados em app colaborativo


Fernando Paiva, no Mobile Time

O cidadão brasileiro agora tem uma nova arma contra o crime: o seu smartphone. Foi lançado esta semana o "B.O. Coletivo", um app colaborativo que tem como objetivo mapear nas grandes cidades os locais onde ocorrem assaltos, furtos e outros incidentes relacionados a segurança pública.

A iniciativa partiu de um grupo gaúcho homônimo que desde maio promove uma ação nas ruas de Porto Alegre que consiste em colar cartazes com a frase "Aqui fui assaltado" e um espaço para que as vítimas assinem seus nomes. "É uma forma de protestar e de divulgar essa informação, para evitar que outras pessoas sejam vítimas nos mesmos locais", explica Ricardo Maluf, um dos fundadores do grupo, que hoje conta com seis membros ativos e não tem fins lucrativos. A ideia foi levada para outras cidades, como Rio de Janeiro ou Maceió, e logo surgiu o convite para a criação de uma versão em aplicativo móvel, com o desenvolvimento feito de graça pela Stout26, produtora de Porto Alegre.

O app permite que o usuário marque no mapa o local onde foi vítima. Cada inserção vira um alfinete colorido sobre a cidade (é usado o Google Maps) e se torna visível para todos. As cores variam de acordo com o tipo de ocorrência: vermelho para roubos; preto para furtos; bege para sequestros; e verde para outros. É possível clicar no alfinete e ver mais detalhes informados pela vítima. Para incluir qualquer ocorrência, o sistema exige a autenticação via Facebook. A identidade das pessoas, contudo, é preservada: seu nome não aparece vinculado ao caso reportado no mapa.

Nesses primeiros dias de vida do app, a maioria das ocorrências são de Porto Alegre, onde vive a maioria dos idealizadores. Mas na prática é possível informar sobre assaltos em qualquer lugar do mundo que conste no Google Maps. Em uma versão futura do aplicativo, as ocorrências serão agrupadas por bairro nas grandes cidades e será criada uma escala de cores para indicar as áreas mais perigosas. Uma sugestão deste noticiário: criar filtros por período, para verificar o crescimento ou a diminuição de ocorrências em uma determinada área ao longo do tempo. Por enquanto o app está disponível apenas para iOS. A versão para Android será lançada até o fim do mês.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Justiça determina que Google Brasil libere dados de e-mails


Mônica Campi, na INFO Online

São Paulo - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Google Brasil cumpra ordem judicial de quebra de sigilo de mensagens enviadas por meio do serviço Gmail.

A determinação vale para comunicações de e-mail feitas por investigados de crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Segundo o STJ, o Google Brasil terá 10 dias para cumprir a decisão. Caso não atenda a solicitação da Justiça, a empresa receberá uma multa diária de R$ 50 mil.

De acordo com a determinação da ministra relatora do inquérito, Laurita Vaz, com a quebra do sigilo será possível obter informações importantes e provas relevantes para a investigação policial.

O Google Brasil, em sua defesa, alegou não ser possível cumprir a ordem judicial uma vez que todos os dados do serviço Gmail estão armazenados nos servidores dos Estados Unidos e, desta forma, sujeitos às legislações daquele país. A empresa sugeriu uma forma diplomática para se obter esses dados.

Mas para a Justiça, o fato das informações estarem armazenadas em outro país não torna os dados em material de prova estrangeiro, com necessidade de meios diplomáticos para se obtê-los.

“Nenhum obstáculo material há para que se viabilize o acesso remoto aos dados armazenados em servidor da empresa Google pela controlada no Brasil, atendidos, evidentemente, os limites da lei brasileira. A ordem pode ser perfeitamente cumprida, em território brasileiro, desde que haja boa vontade da empresa. Impossibilidade técnica sabe-se, não há”, disse a ministra.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Anistia Internacional coloca usuários do Facebook no banco dos réus

Por Amanda de Almeida, no Brainstorm9
Trial by Timeline mostra quais atos do seu dia a dia registrados em sua linha do tempo são considerados crimes em outros paísessentence
Anistia Internacional está usando bem as redes sociais para impactar as pessoas mundo afora. Depois do Tweet Censurado, agora é o momento de fazer os usuários do Facebook sentirem na pele uma repressão que é comum em diversos países. Trial by Timeline é um aplicativo desenvolvido pela Colenso BBDO Auckland que mostra quais atos do seu dia a dia – que você fez questão de compartilhar – são crimes que podem ser punidos com tortura e encarceramento mundo afora.
Ao aceitar ser julgado, o aplicativo analisa sua timeline para buscar crimes dos quais você é culpado, para depois sentenciá-lo. Nada escapa. No meu caso, por exemplo, eu recebi 94 condenações por 6 crimes em 68 países. A começar pelo fato de eu ser mulher: em 40 países, eu poderia ser morta por extremistas. Por ser jornalista, poderia ser espancada em 39 países. O exercício da liberdade de expressão permite que eu seja torturada em um país. E aquela cerveja com os amigos? Prisão em três países.
Todos os países onde estes abusos podem ocorrer são listados. No final, também há um mapa que mostra quantas vezes o usuário seria espancado, torturado, mutilado, estuprado… Não é um pensamento agradável, talvez por isso mesmo possa causar algum tipo de efeito nas pessoas.

Meus piores amigos do Facebook

3-MeusPioresAmigosDoFacebook7-MeusPioresAmigosDoFacebook-PARTE2
[via Pavablog]
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