"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Inferno eletrônico na Terra: onde os eletrônicos ocidentais vão para morrer

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por Andrew Tarantola, no Gizmodo
Enquanto consumidores do mundo inteiro aguardam o que há de mais novo e avançado nos eletrônicos de consumo, nossos antigos dispositivos digitais inundam e envenenam uma geração de crianças em Gana. O repórter Michael Ciaglo, do Colorado Springs Gazette, visitou recentemente uma área de processamento de lixo eletrônico na nação africana e voltou com algumas imagens perturbadoras. Você acha que o seu smartphone vale esse sofrimento?
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O local é chamado Agbogbloshie, um acampamento/aterro ilegal fora da cidade Acra, capital de Gana. Com cerca de 16.000 metros quadrados e lar de mais de 40.000 migrantes e refugiados, Agbogbloshie se tornou um dos principais “lixões digitais” do mundo. É o destino do entulho eletrônico do mundo desenvolvido, e processa milhões de toneladas de eletrônicos indesejados todos os anos.
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A maior parte do trabalho de processar o lixo é feito por jovens e crianças que queimam os eletrônicos para extrair o cobre valioso deles para trocar por centavos de dólar. Um “dia bom” de trabalho supostamente rende menos de US$ 4 por dia aos trabalhadores e ainda libera hordas de produtos químicos tóxicos no meio ambiente. Esses coquetéis mortais envenenam a terra, ar, água e trabalhadores próximos – prejudicando o desenvolvimento físico e mental deles.
Existem convenções internacionais para evitar que esse tipo de coisa aconteça, é claro – especificamente a Convenção da Basileia. Mas como no Haiti e Afeganistão, os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo, e empresas de muitos países que aderiram à convenção, incluindo Reino Unido e Japão, encontraram brechas nela. No começo dos anos 1990, países do Ocidente começaram a trocar eletrônicos de segunda mão com a África como forma de reduzir a diferença digital – e isso funcionou. Ganenses finalmente tiveram acesso a eletrônicos pessoais – que custam um décimo do que produtos novos custariam – mas as “doações” rapidamente apodreceram e se tornaram esquemas de dumping e exportação ilegal sob o pretexto de ajuda.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Livraria digital iba quer chegar a 1 milhão de clientes este ano

imagem: Internet

Marina Tsutsumi, no Mobili Time

Pela primeira vez, os principais players do mercado de conteúdo digital, como Amazon, Kobo e iba, participam de uma edição da Bienal do Livro no Rio de Janeiro. MOBILE TIME conversou com a brasileira iba sobre as expectativas do mercado e do evento, que vai até o próximo domingo, 8 de setembro.

O iba tem mais de 18 mil publicações no portfólio, entre e-books, revistas e jornais digitais e supera mais de 500 mil usuários com seus aplicativos para iPad, tablets Android e Windows PC. “A participação do iba na Bienal é um marco para a gente, porque pela primeira vez o mercado entende que tem uma base instalada de tablets suficiente para existir um espaço para o livro digital. Pela primeira vez valeu à pena montar um espaço lá. O retorno das pessoas foi muito positivo, há um bom público que já nos conhecia e, ao mesmo tempo, um público enorme, principalmente jovens, que estão prontos para descobrir a leitura digital”, diz Ricardo Garrido, diretor de operações do iba.

A loja tem registrado um crescimento médio de 50 mil clientes por mês nos últimos meses e espera alcançar 1 milhão de leitores até o final do ano. Garrido acredita que há dois fenômenos paralelos que vão determinar esse aumento: “O primeiro é que a leitura digital ainda não explodiu no Brasil. Muita gente esperava que isso acontecesse em 2012. Parece que agora é o momento que vai acontecer. Ao mesmo tempo, a base de tablets cresceu muito além do que todo mundo imaginava, impulsionada principalmente pelos tablets low end. Com isso, as pessoas estão sedentas por algo, por apps e funções com um uso mais bacana dos tablets.”

No futuro, o diretor espera que o mercado de livros digitais cresça gradativamente, com as pessoas que já possuem hábito de leitura e que vão migrar para a plataforma digital, e também com novos leitores. “A conquista de novos leitores é um movimento mais lento, que virá com a mudança de geração. Isso tem a ver com a educação e com o preparo cultural dos leitores, puxados pela disponibilidade de plataformas, pelo lançamento de conteúdo e pela transformação da educação”, afirma.

Perfil dos leitores
Segundo uma pesquisa do iba, realizada com 10 mil leitores no final de 2012, o perfil do público consumidor de conteúdo digital é essencialmente masculino (cerca de 60%), com idade média de 38 anos e das classes A e B. “Hoje o perfil é de chefe de família, adulto e bem pago. Mas com o crescimento dos tablets mais baratos e a entrada desse dispositivo na educação, esse perfil vai sofrer grandes transformações nos próximos dois anos”, conclui Garrido.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vovô de 97 anos faz pinturas incríveis usando o Paint

Se você fala mal do programa Paint, é hora de rever os seus conceitos. Hal Lasko que o diga. Chamado de “Grandpa” (Vovô), Hal é um artista gráfico de 97 anos. Ele que sempre trabalhou com tipografias quando tudo ainda era feito à mão, hoje passa cerca de 10 horas por dia criando ilustrações no Microsoft Paint. Sua família lhe apresentou o computador muito tempo depois que se aposentou, há aproximadamente 15 anos.
Desde criança, Hal passava horas brincando de desenhar. Adorava fazer casinhas ao lado de um árvore com um céu azul e um sol sorrindo. Hoje, seu trabalho mistura pontilhismos e arte 8-Bit. O alce foi sua primeira obra e levou 2 anos para ser concluída. Ele ainda diz que tem bastante paciência.
Grandpa, que sofre de degeneração macular (um tipo de cegueira que afeta o centro da visão) é o autor de várias imagens incríveis que fizeram parte até de uma exposição. Uma história que vale a pena conhecer. Dê uma ferramenta para um artista que saiba usá-la e ele poderá transformá-la numa obra de arte. Voilà!
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