"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." Bill Gates

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Justiça determina que Google Brasil libere dados de e-mails


Mônica Campi, na INFO Online

São Paulo - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o Google Brasil cumpra ordem judicial de quebra de sigilo de mensagens enviadas por meio do serviço Gmail.

A determinação vale para comunicações de e-mail feitas por investigados de crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e tráfico de influência.

Segundo o STJ, o Google Brasil terá 10 dias para cumprir a decisão. Caso não atenda a solicitação da Justiça, a empresa receberá uma multa diária de R$ 50 mil.

De acordo com a determinação da ministra relatora do inquérito, Laurita Vaz, com a quebra do sigilo será possível obter informações importantes e provas relevantes para a investigação policial.

O Google Brasil, em sua defesa, alegou não ser possível cumprir a ordem judicial uma vez que todos os dados do serviço Gmail estão armazenados nos servidores dos Estados Unidos e, desta forma, sujeitos às legislações daquele país. A empresa sugeriu uma forma diplomática para se obter esses dados.

Mas para a Justiça, o fato das informações estarem armazenadas em outro país não torna os dados em material de prova estrangeiro, com necessidade de meios diplomáticos para se obtê-los.

“Nenhum obstáculo material há para que se viabilize o acesso remoto aos dados armazenados em servidor da empresa Google pela controlada no Brasil, atendidos, evidentemente, os limites da lei brasileira. A ordem pode ser perfeitamente cumprida, em território brasileiro, desde que haja boa vontade da empresa. Impossibilidade técnica sabe-se, não há”, disse a ministra.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Anistia Internacional coloca usuários do Facebook no banco dos réus

Por Amanda de Almeida, no Brainstorm9
Trial by Timeline mostra quais atos do seu dia a dia registrados em sua linha do tempo são considerados crimes em outros paísessentence
Anistia Internacional está usando bem as redes sociais para impactar as pessoas mundo afora. Depois do Tweet Censurado, agora é o momento de fazer os usuários do Facebook sentirem na pele uma repressão que é comum em diversos países. Trial by Timeline é um aplicativo desenvolvido pela Colenso BBDO Auckland que mostra quais atos do seu dia a dia – que você fez questão de compartilhar – são crimes que podem ser punidos com tortura e encarceramento mundo afora.
Ao aceitar ser julgado, o aplicativo analisa sua timeline para buscar crimes dos quais você é culpado, para depois sentenciá-lo. Nada escapa. No meu caso, por exemplo, eu recebi 94 condenações por 6 crimes em 68 países. A começar pelo fato de eu ser mulher: em 40 países, eu poderia ser morta por extremistas. Por ser jornalista, poderia ser espancada em 39 países. O exercício da liberdade de expressão permite que eu seja torturada em um país. E aquela cerveja com os amigos? Prisão em três países.
Todos os países onde estes abusos podem ocorrer são listados. No final, também há um mapa que mostra quantas vezes o usuário seria espancado, torturado, mutilado, estuprado… Não é um pensamento agradável, talvez por isso mesmo possa causar algum tipo de efeito nas pessoas.

Meus piores amigos do Facebook

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[via Pavablog]

terça-feira, 28 de maio de 2013

'Me sentia em um pesadelo', relata mulher que se diz alérgica a tecnologia

  • A nutricionista Julia Taylor, 53, afirma ser alérgica a tecnologia; por causa disso, mudou de cidade
    A nutricionista Julia Taylor, 53, afirma ser alérgica a tecnologia; por causa disso, mudou de cidade
publicado no UOL Tecnologia
A nutricionista britânica Julia Taylor, 53, afirma ser alérgica a tecnologia. Segundo ela, o problema a fez pensar que estava ficando louca. "Os médicos não conseguiam descobrir o que estava errado comigo [...]. Uma bateria de testes mostrou que eu estava saudável, mas parecia que minha cabeça ia explodir. Eu não conseguia dormir direito porque estava sempre cansada e cheguei a ficar acordada por quatro noites seguidas. Me sentia em um pesadelo", relatou ao "Daily Mail". 
Julia acredita que seu problema – que a deixava como um "zumbi" – tem como origem a EHS (sigla em inglês para hipersensibilidade a eletrônicos).
Em documento divulgado em 2005, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a EHS é caracterizada por uma variedade de sintomas não específicos associados à exposição a diversas fontes de campos eletromagnéticos -- como telas de TVs e celulares. Entre os indícios estão vermelhidão, formigamento, sensação de queimação, fadiga, cansaço, dificuldade de concentração, tontura, náusea, distúrbios digestivos e taquicardia.
Julia afirma que o problema começou em 2008, quando a cidade onde morava (Glastonbury), adotou uma tecnologia de internet sem fio chamada WiMax. "Eu estava bem antes disso. Depois, eu me sentia bem quando estava longe de casa. Assim que eu voltava, minha cabeça voltada a doer. Eu não suportava", relatou."Essa compilação de sintomas não é parte de qualquer síndrome reconhecida", afirma a OMS, que classifica 10% dos casos reportados de EHS como "severos". Os casos têm mais incidência na Suécia, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Áustria e França. A Suécia classifica o problema como uma limitação funcional, mas no Reino Unido a Agência de Proteção à Saúde afirma não haver evidências científicas que associem problemas de saúde a eletrônicos.
Para fugir do problema, ela se mudou com a família para East Devon, um lugar caracterizado por uma população idosa, onde o uso de tecnologia é muito menor. Julia ainda tem dores de cabeça, mas muito menos do que antes – por isso, considera que sua vida melhorou.
Outros casos
Histórias como a de Julia vêm se tornando cada vez mais comuns. Nos Estados Unidos, uma cidade chamada Green Bank (Virgínia) já serve como abrigo para aqueles que dizem ser alérgicos a radiação eletromagnética emitida por esses eletrônicos.
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